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As bolsas de valores globais parecem com folêgo para continuar o rali observado ontem, patrocinado por números melhores do que o esperado das duas maiores economias do mundo. Lá fora, os investidores também monitoram a possibilidade de um novo pacote de estímulos nos Estados Unidos.
Por aqui, ao invés de focar no recuo histórico do PIB do 2º trimestre, os investidores, preocupados com a situação fiscal do país durante a pandemia, refletiram alívio com as declarações do governo de que o teto de gastos é uma prioridade e deverá ser seguido. A aprovação da Lei do Gás - que pode destravar mais de R$ 40 bilhões em investimentos - ajuda na percepção de melhora do clima político e do risco fiscal.
Dados positivos da economia chinesa e dos Estados Unidos e a expectativa por novos estímulos fiscais vindos de Washington - o secretário do Tesouro americano, Steven Mnuchin, disse que Trump decidiu liberar recursos (ainda não especificados) para auxiliar os estados - levaram as bolsas americanas a atingirem novos recordes de fechamento.
O bom humor contaminou o restante dos mercados globais. As bolsas asiáticas fecharam em alta - com exceção dos índices de Taiwan e Hong Kong.
Mesmo com alguns dados decepcionantes da economia europeia, nesta manhã os investidores do velho continente também seguem os bons sinais vindos da China e dos Estados Unidos, operando em alta firme nesta quarta-feira. Os investidores deixam de lado até mesmo a queda nas vendas no varejo da economia alemã - que caiu 0,9% em julho.
Em Nova York, os índices futuros também operam no azul, após dia de intenso rali em Wall Street.
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Assim como as bolsas americanas, o mercado brasileiro também viveu um dia de apetitte por risco e um rali generalizado na última terça-feira.
O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro caiu 9,7% no segundo semestre, colocando o Brasil oficialmente na lista de países em recessã técnica. Mesmo assim, a bolsa brasileira superou o resultado negativo e fechou em alta de 2,82%, aos 102.167,65 pontos.
Os investidores deixaram o PIB de lado um pouco e focaram nas sinalizações do governo de que as reformas vão continuar ocorrendo e que o teto de gastos deverá ser respeitado.
Durante a manhã, ao lado do ministro da Economia, o presidente Jair Bolsonaro anunciou a prorrogação do auxílio emergencial, com mais 4 parcelas, no valor de R$ 300, que irão até dezembro. Além de reforçar a preocupação com o teto de gastos, o presidente também anunciou que a reforma administriva - muito aguardada pelo mercado - deve ser encaminhada na próxima quinta-feira.
Guedes aproveitou o momento para também garantir o governo está comprometido com o teto de gastos e esclarecer que o resultado do PIB é consequência da crise em abril e que agora o país caminha para uma recuperação em V.
O dólar também foi influenciado pelo bom humor do mercado local. A moeda americana terminou o dia cotada a R$ 5,3852, após queda de 1,74%.
Ontem, a Câmara dos Deputados aprovou a Lei do Gás. O governo acredita que a medida pode destravar investimentos de até R$ 43 bilhões e contribuir para a reindustrialização do momento.
Com a aprovação e a reforma administrativa no horizonte, a percepção de uma melhora no cenário político e no risco fiscal deve predominar entre os investidores brasileiros.
O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, participa de um fórum virtual sobre mercados emergentes (10h). O lançamento da nota de R$ 200 também está marcado para esta quarta-feira (13h30).
No exterior, o destaque é o Livro Bege do Federal Reserve (15h) que traz dicas sobre o futuro da política monetária dos Estados Unidos. Ainda nos EUA, às 9h15 temos o relatório de empregos no setor privado de agosto - considerado uma prévia do payroll. A previsão é que o documento mostre a criação de 1,17 milhão de novas vagas.
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