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Os olhos dos mercados se voltam hoje para a decisão de juros e política monetária do banco central americano. No Brasil, os investidores também aguardam os números do IPCA de maio
A cautela que predominou ontem nos mercados tem continuidade nesta quarta-feira. Os investidores aguardam a decisão de política monetária do Federal Reserve (15h) e digerem os dados abaixo do esperado da inflação chinesa.
No Brasil, a divulgação do IPCA de maio, cujas projeções apontam deflação, também devem renovar as apostas para a Selic. A reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) acontece na semana que vem.
Ontem, após sete pregões de alta o Ibovespa seguiu a cautela vista no exterior e terminou o dia em queda de 0,92%, aos 96.746,55 pontos. No câmbio, o dólar também terminou mais pressionado, com uma alta de 0,70%, a R$ 4,8883.
O comportamento de cautela dos agentes financeiros tanto aqui quanto no exterior está ligado à decisão de política monetária do Federal Reserve, o banco central americano. Os investidores aguardam a divulgação que acontece nesta quarta-feira (15h) com grande atenção.
Embora a previsão seja de que a instituição manterá seu juros na faixa entre 0% e 0,25% e que os estímulos não serão retirados, o mercado espera dicas sobre o futuro da economia americana e os caminhos para superar a crise trazida pelo coronavírus. O Fed deve anunciar ainda a sua projeção para a economia e juros dos Estados Unidos pela primeira vez em 2020. Além disso, o presidente do BC americano, Jerome Powell, dá uma coletiva de imprensa logo em seguida.
Nesta madrugada, as bolsas asiáticas seguiram a cautela vista no restante dos mercados ontem e fecharam de forma mista. Na região, os números abaixo do esperado da inflação chinesa influenciaram os negócios. A taxa anual de inflação ao consumidor foi de 3,3% em abril para 2,4% em maio - a projeção era de 2,6%.
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Em clima de espera, os índices futuros em Nova York e as bolsas europeias operam em baixa no começo da manhã.
Após ordens do Supremo Tribunal Federal, o Ministério da Saúde voltou a publicar os dados totais de casos e mortes por covid-19 em seu site oficial.
Segundo o Ministério, o Brasil registrou 1,2 mil mortes em 24 horas. No total, já são 739,5 mil casos e mais de 38,4 mil mortos.
Em São Paulo, onde a reabertura gradual da economia já está em andamento, o número de mortos bateu novo recorde. As medidas tomadas pelo governo do Estado e da capital são vistas com ressalvas por parte dos especialistas.
Além da decisão de política monetária do Fed, outras divulgações merecem destaque.
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística divulga hoje os dados da inflação ao consumidor em maio no Brasil (IPCA) (9h). Nos Estados Unidos, também é dia de conhecer os números da inflação (CPI - 9h30).
O montante considera o período de janeiro até a primeira semana de março e é quase o dobro do observado em 2025, quando os gringos injetaram R$ 25,5 bilhões na B3
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