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As bolsas internacionais voltam a apresentar ganhos, mas Ibovespa não consegue manter o mesmo ritmo, refletindo os dados fracos da economia doméstica
No último pregão da semana, a atenção dos investidores se voltam para a agenda recheada de divulgações econômicas.
Aqui no Brasil o destaque é o IPCA de dezembro. Após o resultado decepcionante da produção industrial, os investidores ficam atentos. O resultado, que veio abaixo do esperado, frustrou as expectativas de uma retomada mais robusta da economia.
Se a inflação seguir pelo mesmo caminho, é possível voltar a especular sobre a continuidade do ciclo de cortes na Selic. A prévia do IGP-M também entra no radar.
Nos Estados Unidos o destaque são os dados de emprego de dezembro, o payroll. O país vive uma maré de otimismo com o alívio das tensões no Oriente Médio e a expectativa de assinatura do acordo preliminar com a China no campo comercial.
O Ibovespa teve mais uma quinta-feira difícil, longe da estreia positiva em 2020. Enquanto o exterior retoma o fôlego após o alívio das tensões geopolíticas entre Estados Unidos e Irã, o índice brasileiro não consegue acompanhar e amargou o quinto pregão seguido no vermelho.
Com queda de 0,26%, aos 115.947,11 pontos, a bolsa brasileira reflete a desanimação local com os resultados da atividade doméstica. Na manhã de ontem, o IBGE divulgou que a produção industrial caiu 1,2% em novembro, número abaixo das estimativas.
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O resultado obriga os investidores a diminuirem a animação com relação a retomada da economia e assumirem uma atitude mais cautelosa com os ativos de risco.
Embora o assunto ainda exija muita cautela e pareça longe de estar finalizado, o alívio na tensão geopolítica envolvendo Estados Unidos e Irã faz as bolsas internacionais respirarem aliviadas e retomarem a rotina de ganhos, com as bolsas americanas, inclusive, registrando mais um recorde triplo.
Com o controle da situação no Oriente Médio, o acordo preliminar entre Estados Unidos e China no campo comercial também volta ao radar. A cerimônia de assinatura está marcada para o dia 15.
O presidente americano Donald Trump também informou ontem que as próximas negociações com a China só devem terminar depois das eleições nos Estados Unidos.
Na Ásia, as bolsas fecharam em alta, com somente o índice da China continental apresentando leves perdas. Nos Estados Unidos os índices futuros avançam. Já na Europa, as bolsas operam próximos do zero a zero na abertura, esperando os dados do relatório de emprego americano.
O afastamento do fantasma de um conflito armado entre Irã e Estados Unidos também afeta o desempenho do petróleo.
Nesta manhã, os futuros da commodity operavam em baixa, ampliando as perdas e retomando níveis pré-crise. Por volta das 4h30, o petróleo WTI (fevereiro) caía 0,15% na New York Mercantile Exchange (Nymex), a US$ 59,47 o barril. Já o Brent (março) recuava 0,08% na Intercontinental Exchange (ICE), a US$ 65,32 o barril.
Com o preço do barril retornando aos patamares anteriores, a pressão que recai sobre a Petrobras e sua política de preços tende a diminuir, mas os investidores seguem de olho nas propostas do governo para o controle de situações futuras.
O ouro, ativo utilizado como proteção em tempos de crise, também recua. Durante o pico da crise a commodity chegou a atingir a sua maior cotação em 7 anos.
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