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Ricardo Gozzi

É jornalista e escritor. Passou quase 20 anos na editoria internacional da Agência Estado antes de se aventurar por outras paragens. Escreveu junto com Sócrates o livro 'Democracia Corintiana: a utopia em jogo'. Também é coautor da biografia de Kid Vinil.

Mercados hoje

Ibovespa vai às máximas do dia após Fed manter juros inalterados

Balanços animam investidores, mas expectativa com Fed inibe um maior apetite por risco

Ricardo Gozzi
29 de julho de 2020
10:48 - atualizado às 15:47
Selo Mercados AGORA Ibovespa dólar
Imagem: Montagem Andrei Morais / Shutterstock

O Ibovespa já vinha operando em alta consistente desde o início da sessão desta quarta-feira, impulsionado por uma série de balanços trimestrais sugerindo que o pior da crise do novo coronavírus pode ter ficado pra trás. No meio da tarde, o principal índice do mercado brasileiro de ações foi às máximas do dia depois de o Federal Reserve Bank (Fed, o banco central norte-americano) ter anunciado a manutenção da taxa básica de juro na faixa entre 0% e 0,25% ao ano.

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Por volta das 15h45, o Ibovespa operava em alta de 1,49%, a 105.660 pontos. Em Wall Street, os principais índices de ações da bolsa de Nova York também reagiram em alta à decisão do Fed.

A decisão do Fed foi unânime. Em comunicado, o Fed reiterou que as taxas básicas de juro permanecerão nos níveis atuais até que se tenha certeza de que a economia norte-americana resistiu à crise provocada pela pandemia do novo coronavírus.

As atenções voltam-se agora para as declarações do presidente do Fed, Jerome Powell, em entrevista coletiva prevista para começar dentro de instantes.

No cenário local, apesar de alguns resultados trimestrais terem vindo pior que o esperado por analistas, os números sugerem que o fundo do poço da pandemia já foi atingido.

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Um destes exemplos é a CSN, cujas ações ON (CSNA3) subiam 6,2% apesar de o lucro líquido da siderúrgica ter encolhido 76,4% no segundo trimestre de 2020 na comparação com o mesmo período do ano anterior. Analistas consideram que as vendas de minério de ferro e aço vieram acima das expectativas.

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As units do Santander (SANB11) avançavam 3,2% por volta das 14h45, puxando as ações do setor bancário, apesar da queda de 41% em seu lucro no segundo trimestre deste ano na comparação com o mesmo período de 2019.

Já a Vale ON (VALE3) opera em alta de 3,2% nas horas que antecedem a divulgação do balanço trimestral da empresa, prevista para depois do fechamento da sessão de hoje.

Enquanto isso, as ações ON e PN da Petrobras (PETR3 e PETR4) sobem mais de 1% acompanhando a alta nos mercados internacionais de petróleo.

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No campo negativo, os papéis ON da Cielo (CIEL3) operavam em queda de 2,1% depois de a companhia ter apresentado o primeiro prejuízo trimestral de sua história.

Apesar do bom desempenho do Ibovespa até agora, o analista da Mirae Asset, Pedro Galdi, enfatiza que a atenção dos investidores está voltada para a entrevista coletiva de Powell.

"O que vai acontecer na reta final da sessão depende dos comentários do Powell e da expectativa do Fed para a economia norte-americana", explica o analista.

Dólar e juro

O dólar, por sua vez, segue oscilando entre altas e baixas, pressionado pela rolagem de contratos futuros às vésperas da definição da PTax. Por volta das 15h30, o dólar era cotado a R$ 5,15 (-0,1%).

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Os contratos de juros futuros, por sua vez, mantém a tendência de queda em meio à expectativa de novo corte na taxa Selic na reunião de política monetária do Banco Central do Brasil em agosto.

Confira os principais vencimentos:

  • Janeiro/2021: de 1,928% para 1,920%;
  • Janeiro/2022: de 2,742% para 2,730%;
  • Janeiro/2023: de 3,800% para 3,780%;
  • Janeiro/2025: de 5,363% para 5,370%.

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