Ibovespa vai às máximas do dia após Fed manter juros inalterados
Balanços animam investidores, mas expectativa com Fed inibe um maior apetite por risco
O Ibovespa já vinha operando em alta consistente desde o início da sessão desta quarta-feira, impulsionado por uma série de balanços trimestrais sugerindo que o pior da crise do novo coronavírus pode ter ficado pra trás. No meio da tarde, o principal índice do mercado brasileiro de ações foi às máximas do dia depois de o Federal Reserve Bank (Fed, o banco central norte-americano) ter anunciado a manutenção da taxa básica de juro na faixa entre 0% e 0,25% ao ano.
Por volta das 15h45, o Ibovespa operava em alta de 1,49%, a 105.660 pontos. Em Wall Street, os principais índices de ações da bolsa de Nova York também reagiram em alta à decisão do Fed.
A decisão do Fed foi unânime. Em comunicado, o Fed reiterou que as taxas básicas de juro permanecerão nos níveis atuais até que se tenha certeza de que a economia norte-americana resistiu à crise provocada pela pandemia do novo coronavírus.
As atenções voltam-se agora para as declarações do presidente do Fed, Jerome Powell, em entrevista coletiva prevista para começar dentro de instantes.
No cenário local, apesar de alguns resultados trimestrais terem vindo pior que o esperado por analistas, os números sugerem que o fundo do poço da pandemia já foi atingido.
Um destes exemplos é a CSN, cujas ações ON (CSNA3) subiam 6,2% apesar de o lucro líquido da siderúrgica ter encolhido 76,4% no segundo trimestre de 2020 na comparação com o mesmo período do ano anterior. Analistas consideram que as vendas de minério de ferro e aço vieram acima das expectativas.
Leia Também
Petrobras (PETR4): por que ação fechou o ano no vermelho com o pior desempenho anual desde 2020
As units do Santander (SANB11) avançavam 3,2% por volta das 14h45, puxando as ações do setor bancário, apesar da queda de 41% em seu lucro no segundo trimestre deste ano na comparação com o mesmo período de 2019.
Já a Vale ON (VALE3) opera em alta de 3,2% nas horas que antecedem a divulgação do balanço trimestral da empresa, prevista para depois do fechamento da sessão de hoje.
Enquanto isso, as ações ON e PN da Petrobras (PETR3 e PETR4) sobem mais de 1% acompanhando a alta nos mercados internacionais de petróleo.
No campo negativo, os papéis ON da Cielo (CIEL3) operavam em queda de 2,1% depois de a companhia ter apresentado o primeiro prejuízo trimestral de sua história.
Apesar do bom desempenho do Ibovespa até agora, o analista da Mirae Asset, Pedro Galdi, enfatiza que a atenção dos investidores está voltada para a entrevista coletiva de Powell.
"O que vai acontecer na reta final da sessão depende dos comentários do Powell e da expectativa do Fed para a economia norte-americana", explica o analista.
Dólar e juro
O dólar, por sua vez, segue oscilando entre altas e baixas, pressionado pela rolagem de contratos futuros às vésperas da definição da PTax. Por volta das 15h30, o dólar era cotado a R$ 5,15 (-0,1%).
Os contratos de juros futuros, por sua vez, mantém a tendência de queda em meio à expectativa de novo corte na taxa Selic na reunião de política monetária do Banco Central do Brasil em agosto.
Confira os principais vencimentos:
- Janeiro/2021: de 1,928% para 1,920%;
- Janeiro/2022: de 2,742% para 2,730%;
- Janeiro/2023: de 3,800% para 3,780%;
- Janeiro/2025: de 5,363% para 5,370%.
Perto da privatização, Copasa (CSMG3) fará parte do Ibovespa a partir de janeiro, enquanto outra ação dá adeus ao índice principal
Terceira prévia mostra que o índice da B3 começará o ano com 82 ativos, de 79 empresas, e com mudanças no “top 5”; saiba mais
3 surpresas que podem mexer com os mercados em 2026, segundo o Morgan Stanley
O banco projeta alta de 13% do S&P 500 no próximo ano, sustentada por lucros fortes e recuperação gradual da economia dos EUA. Ainda assim, riscos seguem no radar
Ursos de 2025: Banco Master, Bolsonaro, Oi (OIBR3) e dólar… veja quem esteve em baixa neste ano na visão do Seu Dinheiro
Retrospectiva especial do podcast Touros e Ursos revela quem terminou 2025 em baixa no mercado, na política e nos investimentos; confira
Os recordes voltaram: ouro é negociado acima de US$ 4.450 e prata sobe a US$ 69 pela 1ª vez na história. O que mexe com os metais?
No acumulado do ano, a valorização do ouro se aproxima de 70%, enquanto a alta prata está em 128%
LCIs e LCAs com juros mensais, 11 ações para dividendos em 2026 e mais: as mais lidas do Seu Dinheiro
Renda pingando na conta, dividendos no radar e até metas para correr mais: veja os assuntos que dominaram a atenção dos leitores do Seu Dinheiro nesta semana
R$ 40 bilhões em dividendos, JCP e bonificação: mais de 20 empresas anunciaram pagamentos na semana; veja a lista
Com receio da nova tributação de dividendos, empresas aceleraram anúncios de proventos e colocaram mais de R$ 40 bilhões na mesa em poucos dias
Musk vira primeira pessoa na história a valer US$ 700 bilhões — e esse nem foi o único recorde de fortuna que ele bateu na semana
O patrimônio do presidente da Tesla atingiu os US$ 700 bilhões depois de uma decisão da Suprema Corte de Delaware reestabelecer um pacote de remuneração de US$ 56 bilhões ao executivo
Maiores quedas e altas do Ibovespa na semana: com cenário eleitoral e Copom ‘jogando contra’, índice caiu 1,4%; confira os destaques
Com Copom firme e incertezas políticas no horizonte, investidores reduziram risco e pressionaram o Ibovespa; Brava (BRAV3) é maior alta, enquanto Direcional (DIRR3) lidera perdas
Nem o ‘Pacman de FIIs’, nem o faminto TRXF11, o fundo imobiliário que mais cresceu em 2025 foi outro gigante do mercado; confira o ranking
Na pesquisa, que foi realizada com base em dados patrimoniais divulgados pelos FIIs, o fundo vencedor é um dos maiores nomes do segmento de papel
De olho na alavancagem, FIIs da TRX negociam venda de nove imóveis por R$ 672 milhões; confira os detalhes da operação
Segundo comunicado divulgado ao mercado, os ativos estão locados para grandes redes do varejo alimentar
“Candidatura de Tarcísio não é projeto enterrado”: Ibovespa sobe e dólar fecha estável em R$ 5,5237
Declaração do presidente nacional do PP, e um dos líderes do Centrão, senador Ciro Nogueira (PI), ajuda a impulsionar os ganhos da bolsa brasileira nesta quinta-feira (18)
‘Se eleição for à direita, é bolsa a 200 mil pontos para mais’, diz Felipe Miranda, CEO da Empiricus
CEO da Empiricus Research fala em podcast sobre suas perspectivas para a bolsa de valores e potenciais candidatos à presidência para eleições do próximo ano.
Onde estão as melhores oportunidades no mercado de FIIs em 2026? Gestores respondem
Segundo um levantamento do BTG Pactual com 41 gestoras de FIIs, a expectativa é que o próximo ano seja ainda melhor para o mercado imobiliário
Chuva de dividendos ainda não acabou: mais de R$ 50 bilhões ainda devem pingar na conta em 2025
Mesmo após uma enxurrada de proventos desde outubro, analistas veem espaço para novos anúncios e pagamentos relevantes na bolsa brasileira
Corrida contra o imposto: Guararapes (GUAR3) anuncia R$ 1,488 bilhão em dividendos e JCP com venda de Midway Mall
A companhia anunciou que os recursos para o pagamento vêm da venda de sua subsidiária Midway Shopping Center para a Capitânia Capital S.A por R$ 1,61 bilhão
Ação que triplicou na bolsa ainda tem mais para dar? Para o Itaú BBA, sim. Gatilho pode estar próximo
Alta de 200% no ano, sensibilidade aos juros e foco em rentabilidade colocam a Movida (MOVI3) no radar, como aposta agressiva para capturar o início do ciclo de cortes da Selic
Flávio Bolsonaro presidente? Saiba por que o mercado acendeu o sinal amarelo para essa possibilidade
Rodrigo Glatt, sócio-fundador da GTI, falou no podcast Touros e Ursos desta semana sobre os temores dos agentes financeiros com a fragmentação da oposição frente à reeleição do atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva
‘Flávio Day’ e eleições são só ruído; o que determina o rumo do Ibovespa em 2026 é o cenário global, diz estrategista do Itaú
Tendência global de queda do dólar favorece emergentes, e Brasil ainda deve contar com o bônus da queda na taxa de juros
Susto com cenário eleitoral é prova cabal de que o Ibovespa está em “um claro bull market”, segundo o Santander
Segundo os analistas do banco, a recuperação de boa parte das perdas com a notícia sobre a possível candidatura do senador é sinal de que surpresas negativas não são o suficiente para afugentar investidores
Estas 17 ações superaram os juros no governo Lula 3 — a principal delas entregou um retorno 20 vezes maior que o CDI
Com a taxa básica de juros subindo a 15% no terceiro mandato do presidente Lula, o CDI voltou a assumir o papel de principal referência de retorno