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2020-07-29T07:56:58-03:00
Vinícius Pinheiro
Vinícius Pinheiro
Diretor de redação do Seu Dinheiro. Formado em jornalismo, com MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela FIA, trabalhou nas principais publicações de economia do país, como Valor Econômico, Agência Estado e Gazeta Mercantil. É autor dos romances O Roteirista, Abandonado e Os Jogadores
Balanços

A conta chegou para o Santander: lucro cai 41% no segundo trimestre com provisão para coronavírus

Com atraso de um trimestre, banco decide fazer provisões para o efeito coronavírus de R$ 3,2 bilhões, o que derrubou o lucro para R$ 2,136 bilhões

29 de julho de 2020
7:35 - atualizado às 7:56
Santander
Santander - Imagem: Shutterstock

O Santander Brasil surpreendeu no resultado do primeiro trimestre deste ano ao ser o único entre os grandes bancos a registrar aumento no lucro. Os espanhóis teriam encontrado uma fórmula para escapar dos efeitos do coronavírus?

A resposta é não. O banco apenas evitou fazer provisões extras para o esperado aumento da inadimplência. Mas essa conta chegou no balanço publicado hoje.

O Santander registrou lucro líquido de R$ 2,136 bilhões, o que representa um tombo de 41% em relação ao segundo trimestre do ano passado e de 44,6% na comparação com os três primeiros meses de 2020.

Apesar da queda, o resultado ficou em linha com a projeção dos analistas, que apontava para um lucro de R$ 2,125 bilhões, de acordo com dados da Bloomberg.

A queda do lucro derrubou junto a rentabilidade do Santander para 12% no segundo trimestre, ante 21,3% do mesmo período de 2019 e 22,3% dos três primeiros meses do ano

Provisões

Com atraso, o Santander decidiu seguir o procedimento dos concorrentes e fez provisões extraordinárias de R$ 3,2 bilhões para o "efeito coronavírus" no balanço.

Com a despesa extra para proteger o balanço do aumento da inadimplência, as provisões totais incluindo as que o banco faria naturalmente somaram R$ 6,5 bilhões – um aumento de 111% em relação ao segundo trimestre do ano passado.

Crédito e inadimplência

O curioso é que o índice de inadimplência do Santander até caiu 0,5 ponto percentual e encerrou a primeira metade do ano em 2,5%, de acordo com o balanço divulgado na manhã desta quarta-feira.

A carteira de crédito ampliada do banco atingiu R$ 466,7 bilhões, o que representa um avanço de 18,4% em 12 meses e de 0,7% no trimestre.

O avanço foi puxado principalmente pelas operações com grandes empresas, que correram em busca de crédito para reforçar o caixa logo no início da crise.

A margem financeira, que inclui as receitas do banco com as operações de crédito descontado o custo de captação, aumentou 13,4% em relação ao segundo trimestre do ano passado, para R$ 13,6 bilhões.

Parte da melhora é explicada pelo resultado da tesouraria, que mais que dobrou e atingiu R$ 2,6 bilhões.

Concorrência pressiona tarifas

O aumento da concorrência e a crise provocada pelo coronavírus pressionaram as receitas do Santander com tarifas.

Os ganhos do banco com prestação de serviços recuaram 11,3% em relação ao segundo trimestre do ano passado e 8,5% no trimestre, para R$ 4,1 bilhões.

“Destacamos que o fechamento de um número relevante de nossas lojas no início do trimestre impactou significativamente determinadas receitas, nas quais já observamos uma melhora a partir de junho”, informou o Santander, no relatório que acompanha o balanço.

As despesas operacionais ficaram praticamente estáveis em relação ao segundo trimestre de 2019 e somaram R$ 5,2 bilhões. Na comparação com os três primeiros meses do ano, houve um recuo de 1,9%.

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