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Jasmine Olga

Jasmine Olga

É repórter do Seu Dinheiro. Formada em jornalismo pela Universidade de São Paulo (ECA-USP), já passou pelo Centro de Cidadania Fiscal (CCiF) e o setor de comunicação da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo

mercados hoje

Ibovespa cai quase 2% com deterioração do cenário externo; dólar sobe

Bolsas abriram em alta, mas prejuízo da Chevron azedou o humor em Wall Street, impactando o Ibovespa e o dólar; realização de lucros e ajustes de carteira aprofundam queda.

Jasmine Olga
Jasmine Olga
31 de julho de 2020
10:34 - atualizado às 16:40
Selo Mercados AGORA Ibovespa dólar
Imagem: Montagem Andrei Morais / Shutterstock

O Ibovespa opera em queda de aproximadamente 2% enquanto o dólar sobe cerca de 1% nesta reta final de dia, semana e mês. O principal índice do mercado brasileiro de ações repercute o mau humor nos mercados financeiros internacionais ao longo da maior parte desta sexta-feira. Ao mesmo tempo, os ajustes esperados para a última sessão de julho aprofundam a queda em meio à realização de lucros.

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Os mercados financeiros locais até começaram a sexta-feira refletindo um tom mais otimista, mas não demoraram a virar - acompanhando os sinais vindos de fora tanto na alta inicial quanto na baixa posterior.

Logo pela manhã, parecia que os bons resultados apresentados pelas grandes empresas de tecnologia - Apple, Facebook, Amazon e Alphabet - e dados melhores do que o esperado vindos da Europa e da China seriam suficientes para sustentar o sinal de alta.

Entretanto, o balanço da petroleira Chevron inverteu o sinal das bolsas norte-americanas. A empresa registrou prejuízo líquido de US$ 8,3 bilhões no segundo trimestre.

Com a deterioração do cenário externo, o Ibovespa também passou a operar no vermelho. No início da tarde, a queda acentuou-se em meio a ajustes de carteira e à realização de lucros na última sessão do mês. Por volta das 16h40, o Ibovespa operava em queda de 2,1%, aos 102.803 pontos.

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Além de reagir aos sinais externos, o principal índice de ações da bolsa brasileira também é influenciada pelos resultados dos balanços corporativos das empresas nacionais. Confira aqui os principais números analisados pelos investidores nesta sexta-feira.

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Um dos resultados financeiros mais relevantes foi o da Petrobras, divulgado na noite de ontem. A petroleira apresentou um prejuízo 94% menor do que o visto no 1º trimestre de 2020. Apesar disso, a reação dos mercados ao resultado da Chevron fez com que tanto as ações PN (PETR4) quanto as ON (PETR3) virassem e passassem a cair, recuando cerca 2% cada.

Enquanto isso, o aumento de provisões do Bradesco pesava sobre todo o setor bancário.

Pedro Galdi, analista da Mirae Asset, observou que, apesar da volatilidade dos últimos dias e da queda de hoje, o Ibovespa deve mostrar variação positiva no acumulado da semana.

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Mas nem só de queda foi a sexta-feira do Ibovespa.

No campo positivo, os papéis da Cielo ON (CIEL3) lideravam a alta no Ibovespa (+11%) em meio a notícias de que o Banco Central (BC) comunicou às empresas que irá liberar a retomada dos testes do WhatsApp Pay, sistema de pagamentos via aplicativo de mensagens. A Cielo, controlada pelo Banco do Brasil e pelo Bradesco, é uma das empresas selecionadas para fazer os testes iniciais da ferramenta.

Enquanto isso, as ações ON da Localiza (RENT3) seguem em destaque (+5,4%) enquanto os investidores reagem ao balanço trimestral e às perspectivas de curto prazo da empresa.

Exterior misto

Enquanto os balanços corporativos das big techs - como são chamadas Apple, Amazon, Alphabet (dona do Google) e Facebook - animaram os investidores. Por volta das 16h40, somente o índice Nasdaq subia (+0,8%), graças aos balanços das big techs. Já os índices Dow Jones e S&P-500 apagavam as quedas registradas no decorrer da sessão.

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Dólar e juro

O dólar, por sua vez, voltou a operar acima da faixa de R$ 5,20 em meio à piora do cenário externo e à disputa pela definição da Taxa PTax de julho. Por volta das 14h, a moeda norte-americana era cotada a R$ 5,21 (+1%).

Os contratos de juros futuros, por sua vez, fecharam sem direção clara, pressionados pelo comportamento do dólar, mas sem descolar muito do fechamento de ontem em meio à expectativa de que o Banco Central anunciará um novo corte de juro na semana que vem.

Veja como ficaram os principais vencimentos:

  • Janeiro/2021: de 1,908% para 1,905%;
  • Janeiro/2022: de 2,631% para 2,650%;
  • Janeiro/2023: estável a 3,650%;
  • Janeiro/2025: de 5,203% para 5,170%.

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