Dólar dispara ante moedas emergentes e flerta com a faixa dos R$ 5,50
Alta acentuada da moeda norte-americana coincidiu com o início de uma série de depoimentos de Jerome Powell perante o Congresso dos EUA

O dólar fechou em alta acentuada nesta terça-feira repercutindo o início de uma bateria de depoimentos do presidente do Federal Reserve Bank (Fed, o banco central norte-americano), Jerome Powell, perante o Congresso dos Estados Unidos ao longo desta semana.
A moeda norte-americana já havia aberto em alta em reação à ata do Comitê de Política Monetária do Banco Central, mas chegou a operar em queda por um tempo antes de disparar com o início do depoimento de Powell.
O dólar chegou a flertar com a faixa de R$ 5,50 antes de fechar em alta de 1,27%, cotado a R$ 5,4691.
Enquanto o Ibovespa atravessou uma terça-feira de intensa volatilidade, o dólar registrou alta generalizada frente a divisas de outros países emergentes e exportadores de commodities.
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De acordo com Alessandro Faganello, analista de câmbio da Advanced Corretora, além do depoimento de Powell, também impulsionaram o dólar comentários do secretário do Tesouro dos EUA, Steven Mnuchin, e a persistente retórica anti-China do presidente norte-americano, Donald Trump.
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O presidente do Fed prestou depoimento hoje à Comissão de Assuntos Financeiros da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos.
Powell iniciou seu testemunho com um texto preparado divulgado na véspera. Na declaração, ele ressaltou que o Fed segue empenhado em recorrer às ferramentas de política monetária disponíveis "pelo tempo que for necessário para assegurar que a recuperação será tão forte quanto possível".
Em uma de suas intervenções perante os deputados norte-americanos, Powell disse considerar provável que mais estímulo fiscal por parte do governo talvez seja necessário.
O trâmite de um pacote de ajuda à população norte-americana, no entanto, segue emperrado pelas disputas entre democratas e republicanos restando apenas algumas semanas para as eleições presidenciais nos EUA.
Este foi o primeiro de três testemunhos de Powell perante o Congresso dos EUA programados para esta semana. Amanhã, Powell testemunhará perante a subcomissão da Câmara para o combate à pandemia e na quinta-feira será questionado pelos membros da Comissão de Assuntos Bancários, Habitacionais e Urbanos do Senado.
Também em depoimento perante a Câmara, o Secretário do Tesouro dos EUA, Steven Mnuchin, afirmou que a administração do presidente Donald Trump tem um programa para a economia e que precisa do novo pacote fiscal aprovado pelo Congresso.
Outro fator de impacto sobre o dólar nos mercados internacionais foi uma fala do presidente do Fed regional de Chicago, Charles Evans, ter mencionado durante uma conferência virtual a possibilidade aumento da taxa de juro nos EUA diante das perspectivas de recuperação econômica lenta.
Apesar de Evans não ter direito a voto no FOMC – o comitê de política monetária do Fed - este ano, o comentário acentuou o movimento de aversão ao risco no mercado de câmbio.
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