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Moeda norte-americana registrou alta acentuada no início de uma série de depoimentos de Jerome Powell perante o Congresso dos EUA
Receita infalível para um dia de forte volatilidade nos mercados financeiros.
Ingredientes
Modo de preparo
O Ibovespa confirmou nesta terça-feira os prognósticos de volatilidade e oscilou ao sabor dos ventos de curtíssimo prazo emanados na direção dos mercados financeiros ao longo de todo o dia.
Já o dólar apresentou alta acentuada desde o início de uma bateria de depoimentos do presidente do Federal Reserve Bank (Fed, o banco central norte-americano), Jerome Powell, perante o Congresso dos Estados Unidos.
Depois da forte queda registrada ontem, o principal índice do mercado brasileiro de ações ensaiou uma alta acompanhando a abertura positiva da bolsa de valores de Nova York, mas logo sucumbiu ao estica-e-puxa de focos divergentes de pressão.
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O Ibovespa seguiu disputando o nível de suporte de 97 mil pontos durante toda a sessão em meio às mudanças de humor em Wall Street e à redução da alta do preço do barril de petróleo nos mercados futuros.
Enquanto os principais mercados europeus de ações fecharam em alta, recuperando pequena parte das perdas registradas ontem, a bolsa de valores de Nova York firmou-se no azul no meio da tarde em meio à melhora nas cotações dos papéis do setor de tecnologia.
Em Wall Street, o índice Dow Jones subiu 0,52%, o S&P-500 avançou 1,05% e o Nasdaq recuperou 1,71%. Por aqui, o principal índice da B3 fechou em alta de 0,31%, aos 97.293,54 pontos.
O fato é que, desde cedo, todos os ingredientes estavam postos para um dia de volatilidade nos mercados. Fonte de estresse é o que não faltava.
Além da ata do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central do Brasil (BCB) e do depoimento de Powell, a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) foi aberta hoje com os discursos dos presidentes do Brasil e dos Estados Unidos, Jair Bolsonaro e Donald Trump, respectivamente.
Os mercados financeiros locais repercutiram inicialmente o conteúdo da ata da última reunião do Copom, realizada nos dias 15 e 16 de setembro. Na ocasião, o Banco Central manteve a taxa básica de juro em 2% ao ano. Trata-se de uma mínima histórica da Selic.
Segundo a ata, para a maioria dos membros do Copom, o limite efetivo mínimo para a taxa básica seria significativamente maior em economias emergentes do que em países desenvolvidos devido à presença de um prêmio de risco.
Foi ressaltado ainda que esse prêmio é dinâmico e tende a ser maior no Brasil, dadas a sua relativa fragilidade fiscal e as incertezas quanto à sua trajetória fiscal prospectiva. O Copom concluiu que eventuais novas reduções na taxa de juros exigiriam cautela e gradualismo adicionais.
Analistas consideraram que o documento aponta para uma baixa probabilidade de novos cortes na taxa de juro, confirmando a sinalização do BCB de que a contribuição da política monetária para a superação da pandemia poderia ter chegado a um limite.
O economista-chefe da Necton Corretora, André Perfeito, observa um 'empate técnico' entre estes dois fatores concorrentes para que a Selic permaneça no nível atual.
"Primeiro, dada a recuperação desigual da atividade, seria necessário certo estímulo continuado, o que faz com que a Selic fique baixa. No entanto, o colegiado do BCB entende que o nível de juros atual já está próximo do limite de baixa, uma vez que cortes adicionais poderiam criar volatilidade dos ativos", afirma.
Enquanto isso, Jerome Powell prestou hoje depoimento à Comissão de Assuntos Financeiros da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos. O presidente do Fed iniciou seu testemunho com um texto preparado divulgado na véspera.
Na declaração, Powell ressaltou que o Fed segue empenhado em recorrer às ferramentas de política monetária disponíveis "pelo tempo que for necessário para assegurar que a recuperação será tão forte quanto possível".
Este foi o primeiro de três testemunhos de Powell perante o Congresso dos EUA previstos para esta semana. Amanhã, ele testemunhará perante a subcomissão da Câmara para o combate à pandemia e na quinta-feira será questionado pelos membros da Comissão de Assuntos Bancários, Habitacionais e Urbanos do Senado.
Os testemunhos regulares do dirigente máximo do Fed ao Congresso dos EUA costumam ser demorados e tensos - até por transcorrerem com os mercados abertos em Wall Street -, o que deve manter os investidores cautelosos durante os próximos dias.
Na B3, um dos destaques do dia ficou por conta da Oi, que avançou com a negociação para reduzir seu endividamento e com o aumento do preço-alvo pelo BTG Pactual.
No Ibovespa, as ações ON da resseguradora IRB Brasil dispararam na última meia hora de pregão e emergiram como a maior alta do dia no índice diante de um movimento de recompra do papel após a forte desvalorização verificada em dias anteriores.
Confira a seguir as cinco maiores altas e baixas do dia entre os componentes do Ibovespa.
MAIORES ALTAS
MAIORES QUEDAS
Hoje, o impacto principal da fala de Powell deu-se sobre o dólar. O mercado de câmbio teve um início de sessão volátil antes de se firmar em alta após o início do depoimento do presidente do Fed.
O dólar chegou a flertar com a faixa de R$ 5,50 antes de encerrar em alta de 1,27%, cotado a R$ 5,4691.
Já os contratos de juros futuros abriram em queda firme, devolvendo os prêmios acumulados na véspera depois de a ata do Copom não ter apresentado sinais de que o início de um aperto monetária seria iminente, mas distanciaram-se das mínimas do pregão diante da alta acentuada do dólar.
Confira as taxas negociadas de alguns dos principais contratos negociados na B3:
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O principal índice de ações da B3 encerrou o dia em alta de 2,01%, a 192.201,16 pontos. O dólar à vista terminou as negociações a R$ 5,1029, com queda de 1,01%, enquanto os futuros do petróleo tiveram as maiores quedas percentuais desde a pandemia
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