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ata do copom

Redução adicional da Selic pode gerar instabilidade no preço dos ativos, diz BC

Ata da última reunião do Copom mostra que grupo ponderou ainda sobre estímulos do governo e a chamada “prescrição futura”; taxa básica foi mantida em 2%

22 de setembro de 2020
9:40 - atualizado às 9:43
instabilidade
Imagem: Shutterstock

A ata do último encontro do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, divulgada nesta terça-feira (22), mostra que o grupo ponderou que a Selic estaria próxima do nível em que reduções adicionais poderiam ser acompanhadas de instabilidade nos preços de ativos.

O Banco Central manteve a taxa básica de juros no patamar de 2%, na reunião dos dias 15 e 16 de setembro. É uma mínima histórica da Selic.

Para a maioria dos membros do Copom, o limite efetivo mínimo para a taxa básica seria significativamente maior em economias emergentes do que em países desenvolvidos devido à presença de um prêmio de risco.

Foi ressaltado que esse prêmio é dinâmico e tende a ser maior no Brasil, dadas a sua relativa fragilidade fiscal e as incertezas quanto à sua trajetória fiscal prospectiva.

O Comitê concluiu que eventuais novas reduções na taxa de juros exigiriam cautela e gradualismo adicionais. "Se necessárias, novas reduções de juros demandariam maior clareza sobre a atividade e inflação prospectivas e poderiam ser temporalmente espaçadas.

Estímulos dos governos

O Comitê ponderou ainda que uma possível redução abrupta e não organizada dos estímulos governamentais pode atrasar a recuperação da demanda por bens e o processo de recomposição de estoques.

Ao mesmo tempo, a própria evolução da pandemia da Covid-19 pode atuar como um limitante para o pleno funcionamento do setor de serviços, diz a ata.

Para o Copom, os programas governamentais de recomposição de renda têm permitido uma retomada relativamente forte do consumo de bens duráveis e do investimento, mas que "várias atividades do setor de serviços" permanecem bastante deprimidas.

A pouca previsibilidade associada à evolução da pandemia e à "necessária" redução nos auxílios emergenciais a partir do final desse ano aumentam a incerteza sobre a velocidade de retomada da atividade econômica, diz a ata.

O BC considera que a pandemia deve continuar a ter efeitos heterogêneos sobre os setores econômicos. Dada a natureza do choque, o setor de serviços deve continuar a apresentar maior ociosidade que os demais, segundo o documento.

Para o BC, os juros baixos sem precedentes podem comprometer o desempenho de alguns mercados e setores econômicos, com potencial impacto sobre a intermediação financeira.

"Com base em resultados de cenários de teste de estresse, o Comitê concluiu que o sistema financeiro apresenta resiliência frente ao risco de crédito decorrente da atual pandemia", diz a ata.

Forward guidance

Na decisão anterior, o Copom passou a utilizar uma “prescrição futura” (“forward guidance”) como um instrumento de política monetária adicional - que foi reiterado na última reunião do Comitê.

O Copom avaliou que as condições para a manutenção do forward guidance seguem satisfeitas.

"Frente às dificuldades inerentes ao uso de prescrições futuras em economias emergentes, além das expectativas e projeções de inflação no horizonte relevante, o Comitê também considerou necessário condicionar sua intenção para a política de juros a dois outros fatores", lembrou a última ata.

Primeiro, à manutenção do regime fiscal, já que sua ruptura implicaria alterações significativas para a taxa de juros estrutural da economia.

Segundo, à ancoragem das expectativas de inflação de longo prazo, tendo em vista que a desancoragem indicaria que os custos derivados do estímulo monetário estariam se sobrepondo a seus benefícios.

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