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Bolsa e dólar hoje

Volatilidade, reforma e Fed: Ibovespa fecha no vermelho

Queda ganhou força assim que investidores viram que a economia que o governo fará com a Previdência ficou perto do mínimo estimado por Guedes

Seu Dinheiro
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20 de fevereiro de 2019
10:16 - atualizado às 9:56
Selo marca a cobertura de mercados do Seu Dinheiro para o fechamento da Bolsa
Resta saber se o otimismo se sustentará hoje em meio a dúvidas sobre a base de apoio - Imagem: Seu Dinheiro

Depois de um dia com reforma da Previdência e ata do Federal Reserve (o banco central americano) a Bolsa de Valores de São Paulo não resistiu: fechou em forte queda de 1,14%, a 96.544 pontos.

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Pela manhã,  abriu no azul e ficou perto de bater o recorde de pontuação de 98.588 (assim que o projeto de reforma da Previdência Social foi entregue aos deputados, em Brasília). Mas o índice ficou instável quando os técnicos do governo começaram a entrevista coletiva para a imprensa e disseram que "quem ganha mais, pagará mais". A volatilidade continuou quando os investidores souberam que a economia que o governo fará com a reforma em dez anos ficou perto do mínimo estimado pelo ministro da Economia, Paulo Guedes. Para completar o dia, veio a ata do Federal Reserve. Aí tudo azedou de vez. Bastou o Fed destacar que a expansão econômica no Brasil foi moderada entre outubro e dezembro do ano passado - após uma breve recuperação nos três meses anteriores, que tudo foi para o vinagre.

Conclusão: o dólar acelerou (e o Ibovespa encolheu) e fechou em alta de 0,43%, a R$ 3,73.

Fed ataca novamente

A divulgação da ata da última reunião do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA), alertando que os riscos à economia mundial aumentaram, trouxe volatilidade aos ativos. Em entrevista à rede de TV americana CNN, o vice-presidente do Federal Reserve, Richard Clarida defendeu o aumento nos juros em dezembro e disse que o banco central está próximo das metas de preços e de emprego. Além disso, o vice-presidente do Fed comentou que há cenários em que a autoridade monetária pode não elevar os juros este ano.

Via Varejo

A Via Varejo fechou em baixa de 1,33% depois de a empresa divulgar prejuízo líquido de R$ 279 milhões no quarto trimestre do ano passado, revertendo lucro líquido de R$ 111 milhões em igual intervalo de 2017. No acumulado de 2018, o prejuízo líquido atingiu R$ 267 milhões, ante um lucro líquido de R$ 168 milhões em 2017.

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A expectativa média dos analistas apontava para um lucro de R$ 202 milhões da Via Varejo no quarto trimestre, de acordo com dados da Bloomberg. A diferença entre a expectativa e a realidade se deu principalmente pela contabilização de despesas adicionais relacionadas ao processo de reestruturação da varejista.

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Marias vão com as outras

Depois de divulgados resultados desfavoráveis da Via Varejo, B2W e Magazine Luiza também passaram a cair. A dona do site Submarino caiu 5,36% e Magalu perdeu 4,22%.

Realizando lucros

Após apresentar lucro líquido acima do esperado por analistas, as ações ON da Engie Brasil lideraram as maiores quedas do Ibovespa, com baixa de 5,62%.

Em relatório, os analistas do BTG apontam que a empresa teve um bom desempenho recentemente, com a ação acumulando ganho de 64% nos últimos seis meses. "Mas apesar do bom conjunto de resultados em 2018 e potencial para novas aquisições, ainda vemos a avaliação atual como excessivamente cara".

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Telefônica e Tim

As ações PN de Telefônica fecharam em baixa de 1,81%, enquanto as ordinárias de Tim subiram 2,51%, após a divulgação de balanço trimestral.

Já a Tim registrou aumento no seu faturamento, principalmente com o tráfego de dados, mas o lucro foi impactado por maiores despesas financeiras. Enquanto isso, o Ebitda teve crescimento de 5,6% em igual base de comparação.

CSN em primeiro

A CSN foi o grande destaque dentro do setor siderúrgico hoje, e também a maior alta do Ibovespa, com alta de 3,74%. Outras do mesmo setor também tiveram alta, como Usiminas PNA, com 0,65%, e Gerdau PN, com 1,67%.

Ensino à distância

A Estácio e a Kroton figuraram entre as principais quedas do Ibovespa. Em relatório, o BTG Pactual destaca que o Ministério da Educação (MEC) divulgou nota afirmando que identificou a necessidade de revisar os processos de credenciamento de novos polos de ensino à distância (EAD). A justificativa da pasta é assegurar a qualidade do ensino ofertado diante da rápida expansão do setor, que, ressalta o MEC, cresceu mais de 120% em apenas dois anos. Em 2017, relembram os analistas, o MEC mudou a regulação para facilitar o credenciamento de polos, que, até então, chegava a demorar de 18 a 24 meses. O MEC disse que não descarta a possibilidade de elaboração de novas diretrizes, a criação de novos instrumentos de avaliação e a revisão da legislação atual do ensino à distância. Estácio recuou 5,55% e Kroton caiu 3,80%.

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Blue Chips

A Petrobras PN caiu 1,24%. Já a Vale registrou alta de 0,68%. Os bancos, que pela manhã guiavam o índice para cima, arrefeceram, com as ordinárias do Bando do Brasil em baixa de 2,83% e Itaú Unibanco com menos 1,27%. Bradesco encolheu 1,65%.

*Com Estadão Conteúdo

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