🔴 ONDE INVESTIR 2026: ESTRATÉGIAS DE ALOCAÇÃO, AÇÕES, DIVIDENDOS, RENDA FIXA, FIIS e CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

Qual o segredo do investidor de sucesso?

Penso, lembrando da minha trajetória: qual será o segredo do sucesso? Quais as regras para um bom investidor? Qual a lista de prescrições a seguir agora? Onde está a fórmula mágica? 

18 de novembro de 2019
10:24 - atualizado às 9:35
ações investidor
Imagem: Shutterstock

No momento em que você lê esta coluna, me preparo para subir ao palco do nosso evento de 10 anos para uma pequena apresentação. Considerando o atraso típico de eventos como esse, é possível que você esteja um pouco adiantado em relação a mim. Se for o caso, é questão de uns minutinhos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

É um papo meio cafona, clichê e tal. Eu concordo. Mas enquanto preparava a fala de hoje, não consegui escapar de assistir  mentalmente ao filme desses últimos 10 anos. E não há por que dizer “últimos 10 anos de minha carreira profissional”, porque, para mim, não há muita separação entre as coisas. O “Felipe” tem como sobrenome “da Empiricus”. Miranda virou meu nome do meio. E todos compõem uma coisa só. No assunto férias, por exemplo, rivalizo à altura com Elon Musk — talvez seja essa a única categoria em que possamos estar no mesmo parágrafo. Acordo e vou dormir pensando na Empiricus, mesmo que seja apenas com uma das partes do meu cérebro. Não acho legal. Apenas é o que é. Só podemos caminhar sobre as próprias pernas e sentar sobre o próprio traseiro.

Sabe, quanto mais subo no palco ou quanto mais alto pareço subir na vida, mais me lembro da necessidade de descer ao solo, às raízes. Voltar-me a mim mesmo. Manter-me com os pés no chão, com laços físicos presos à mãe Gaia e emotivos à mãe Lúcia, sob o risco de deparar-me com o mesmo destino de Anteu.

Segredo do sucesso

Penso, lembrando da trajetória: qual será o segredo do sucesso? Quais as regras para um bom investidor? Qual a lista de prescrições a seguir agora? Onde está a fórmula mágica?

Perguntas pretensiosas, todas sem resposta. O que eu gostaria mesmo de saber é: por que é tão difícil explicar o sucesso e a alta performance? Por que esse monte de listas e receitas simplesmente não funciona? Por que tudo que se diz sobre a proeminência e o destaque é desprovido de ciência encarregado de storytelling construído ex-post? Por que gurus, consultores, professores, jornalistas estão errados tão frequentemente?

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Aqui, sempre quis fazer algo semelhante ao proposto por Phil Rosenzweig, no livro “The Halo Effect… and the Eight Other Business Delusions That Deceive Managers”, na linha do: “Este livro pretende estimular a discussão e aumentar o nível de pensamento sobre negócios. O ponto não é fazer o executivo mais esperto. O mundo dos negócios é cheio de pessoas espertas — inteligentes, rápidas de pensamento e capazes de dialogar com aquela linguagem típica dos executivos. Em menor oferta, estão executivos que são verdadeiramente sábios — conseguem discernir, têm uma abordagem apropriadamente cética e são capazes de identificar o certo e o errado. Eu gostaria de tentar tornar as pessoas mais sábias.” O que é válido para o ambiente empresarial aplica-se também aos investimentos.

Leia Também

Passada uma década, no que a Empiricus se transformou? Como diz Andre Agassi em sua maravilhosa biografia, “(...) a pergunta erra o alvo. Transformar é fazer uma coisa se tornar outra, mas eu comecei do nada. Eu não me transformei, eu me formei. Quando comecei no tênis, era como a maioria das crianças: não sabia quem era e me revoltava que as pessoas mais velhas me dissessem o que ser. Acho que as pessoas mais velhas cometem esse erro o tempo todo com os mais jovens, tratando-as como produtos acabados, quando, na realidade, eles são uma obra em andamento. É como avaliar um jogo antes que acabe”.

A primeira vez que meu pai quebrou foi em 1995. Houve outras três, mas a primeira a gente nunca esquece. No final, acho que posso me considerar um expert em falências familiares, podendo pedir música no Fantástico. Eu lembro que em 95 havia um otimismo inicial entre os traders de ações e opções no Brasil, derivado daquele sentimento pós-Plano Real, de “agora vai”; papai estava entre eles. Até que os mercados começaram a ir mal. Lembro dele reclamando: “esse Pactual não para de vender. É um bando de loucos”. O bando de loucos era, na verdade, uma reunião de visionários, sob o comando de André Jakurski, que antevia acertadamente a crise do México. Foi assim que os nomes “Pactual” e “Jakurski” viraram figuras mitológicas lá em casa.

Na metáfora de Contardo Calligaris, outro brilhante palestrante no nosso evento hoje, de quem sou grande fã, o ambiente psíquico é como uma caatinga. Conforme chove uma primeira vez na caatinga, formam-se sulcos pelos quais a água escorre. Na próxima tempestade, a água necessariamente voltará a escorrer pelos mesmos canais previamente delineados. No nosso psiquismo, é a mesma coisa. Seguimos, de maneira repetitiva e recorrente, voltando sempre aos mesmos temas essenciais, às questões edípicas mais profundas, aos mesmos sulcos e às mesmas cicatrizes.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Por isso, e também por outras coisas, é um motivo de orgulho estar, neste exato momento, convidando o André Esteves para subir ao palco dialogar comigo — não que eu pense haver paralelismo entre a gente; o pedido de uma conversa, em vez de uma palestra, veio dele.

Há algo particularmente interessante sobre o Esteves, que é sua capacidade de falar sobre vários assuntos. Ah, sim, falar todo mundo fala; o que mais tem é gente disposta a ditar regra por aí. No caso, quero dizer falar com profundidade e propriedade. Tenho certeza de que vai ser muito rico ouvir a opinião dele sobre desaceleração da economia global, rivalidade comercial entre EUA e China, protestos na América Latina, prisão em segunda instância, impactos da soltura do Lula, financial deepening, crescimento local e mercados brasileiros, além, claro, de sua visão para o próprio banco, o que muito me interessa, dada nossa indicação de compra para as ações de Pan e de BTG.

E o futuro?

Eu tenho cá minhas percepções. Ao que me parece, caminhamos para um abrandamento das tensões comerciais lá fora, o que afasta ainda mais o risco de uma recessão global iminente, pavimentando a via para o fluxo de recursos para mercados emergentes. E nesse escopo o Brasil é o país em que se realiza a mais profunda e abrangente plataforma de reformas estruturais e fiscais, caminhando na contramão do mundo, inclusive no sentido de uma maior abertura comercial. Sobre a cunhada “primavera latina”, não acho que o Brasil esteja, para o investidor estrangeiro, no mesmo bolo de Chile, Argentina, Bolívia e Venezuela — estamos mais perto da Turquia, da África do Sul, do México e, talvez, até da Rússia do que de nossos vizinhos geográficos.

Minha preocupação poderia ser um pouco maior por conta dos protestos no Chile, em especial se não contássemos com uma importante aceleração do crescimento doméstico. Começa a ficar um pouco mais claro que, em países com grande nível de desigualdade, há um aumento importante do nível de risco de movimentos e manifestações populares contrários ao liberalismo quando não ocorre crescimento econômico importante. Ficamos meio no fio da navalha, dependendo de uma percepção de melhora da economia para frearmos o risco de convulsão social.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Existe aqui também um eventual obstáculo para a narrativa. O governo, em especial o ministro Paulo Guedes, vinha colocando o Chile como um exemplo a ser perseguido — e, com efeito, o Chile é mesmo um exemplo a ser perseguido. Mas circunstancialmente observamos movimentos por lá semelhantes ao que tivemos por aqui em 2013. Não à toa, já circula no Congresso a ideia de termos uma agenda mais formal e estruturada em prol do combate à desigualdade. Em outras palavras, caminhamos sob um chão escorregadio na direção do ajuste fiscal.

De todo modo, entendo que todas essas coisas representam ruídos passageiros em meio ao grande bull market estrutural pelo qual estamos passando. O grande problema da renda variável é que ela varia. Precisamos estar preparados para esses momentos, financeira e psicologicamente. Mesmo os maiores ciclos de alta passam por correções importantes — o investidor precisa ter isso na cabeça a todo momento, para não entrar em pânico em situações de elevação pontual do nível de estresse.

Depois de assistir a esse filme de uma década, vendo como a gente realmente mudou o patamar financeiro dos três leitores que nos acompanharam nessa trajetória por um período mais longo, acho que a coisa mais útil que eu poderia lhe sugerir é: monte um portfólio diversificado, inclusive lá fora, com uma boa posição em ações e em juros longos. Saia para um pequeno sabático. Daqui a 10 anos, a gente volta a se falar. O grande segredo dessa história é que não há segredo algum.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
MAIS ENERGIA PARA A CARTEIRA

Tchau, Vale (VALE3): BTG escolhe nova “vaca leiteira” para sua carteira de dividendos — saiba qual é a ação escolhida para renda passiva

3 de fevereiro de 2026 - 18:35

A Axia (ex-Eletrobras) foi uma das ações que mais se valorizou no ano passado, principalmente pela privatização e pela sua nova política agressiva de pagamentos de dividendos

DA CIDADE PARA O CAMPO

BTAL11 migra para fiagro e terá primeiro programa de recompra de cotas; entenda os impactos para os cotistas

3 de fevereiro de 2026 - 14:02

A iniciativa faz parte da estratégia do BTG Pactual para aumentar a distribuição de dividendos e permitir uma maior flexibilidade para a gestão

MERCADOS HOJE

Ibovespa salta para históricos 187 mil pontos e dólar cai. Corte da Selic é um dos gatilhos do recorde, mas não é o único

3 de fevereiro de 2026 - 12:31

Para a XP, o principal índice da bolsa brasileira pode chegar aos 235 mil pontos no cenário mais otimista para 2026

DEPOIS DE A HOLDING PEDIR RJ

Fictor Alimentos (FICT3) desaba 40% na B3. Por que o mercado não acreditou que a empresa ficará de fora da RJ da holding?

2 de fevereiro de 2026 - 15:34

Discurso de separação não tranquilizou investidores, que temem risco de contágio, dependência financeira e possível inclusão da subsidiária no processo de recuperação

DESTAQUES DA BOLSA

Raízen (RAIZ4) dispara, volta a ser negociada acima de R$ 1 e lidera as altas do Ibovespa na semana; veja os destaques

1 de fevereiro de 2026 - 15:00

Fluxo estrangeiro impulsiona o Ibovespa a recordes históricos em janeiro, com alta de dois dígitos no mês, dólar mais fraco e sinalização de cortes de juros; Raízen (RAIZ4) se destaca como a ação com maior alta da semana no índice

CRIPTOMOEDAS HOJE

US$ 2,4 bilhões liquidados em 24 horas: Bitcoin (BTC) sofre nova derrocada e opera abaixo dos US$ 80 mil. O que explica?

1 de fevereiro de 2026 - 12:01

Queda do bitcoin se aprofunda com liquidações de mais de US$ 2,4 bilhões no mercado como um todo nas últimas 24 horas, enquanto incertezas macro voltam a pesar sobre as criptomoedas

BALANÇO DO MÊS

Ibovespa dispara em janeiro e nenhum outro investimento foi páreo — nem mesmo o ouro

30 de janeiro de 2026 - 19:34

Novos recordes para a bolsa brasileira e para o metal precioso foram registrados no mês, mas as ações saíram na frente

NÃO PERCA O PRAZO

Gol (GOLL54) vai sair da bolsa com OPA, mas adesão ao leilão não é automática; veja o que o investidor deve fazer

30 de janeiro de 2026 - 18:13

A adesão ao leilão não é obrigatória. Mas é mais difícil vender ações de uma companhia fechada, que não são negociadas na bolsa

DESCE E SOBE

Fundo imobiliário TGAR11 cai 14% em três dias, mas BB-BI diz que não é hora de vender — entenda o que pode impulsionar o FII na bolsa agora

30 de janeiro de 2026 - 12:55

O analista André Oliveira, do BB-BI, reitera a recomendação de compra, especialmente para os investidores mais arrojados

NA ROTA DO CRESCIMENTO

FIIs driblam juros altos com troca de cotas, mas há riscos para os cotistas? O BTG Pactual responde

29 de janeiro de 2026 - 15:21

O banco avalia que a estratégia de aquisição via troca de cotas veio para ficar e, quando bem executada, tem potencial de geração de valor

BUSCA POR SEGURANÇA

Ibovespa dispara no ano, mas investidores brasileiros estão receosos e tiram dinheiro da bolsa, diz XP

29 de janeiro de 2026 - 14:15

Uma fatia menor da carteira dos brasileiros está em ativos na bolsa, como ações, ETFs, FIIs e outros, e cresce a proporção dos investidores que pretende reduzir sua exposição à renda variável

VIROU PASSEIO

Ouro ultrapassa os US$ 5.500 pela 1ª vez e faz BTG elevar preço-alvo da Aura (AURA33) para US$ 87; Ibovespa alcança inéditos 186 mil pontos

29 de janeiro de 2026 - 12:39

Apetite dos BC, fuga do dólar e incertezas no Japão impulsionaram os metais preciosos a recordes, enquanto por aqui, o principal índice da bolsa brasileira reverberou a sinalização do Copom, dados e balanços nos EUA

A VISÃO DO GESTOR

BTRA11 e BTAL11: por que o BTG está convertendo esses FIIs em fiagros — e como isso pode turbinar os seus dividendos

29 de janeiro de 2026 - 6:04

Tiago Lima, sócio e head de distribuição da BTG Pactual Asset Management, conta ao Seu Dinheiro que a mudança é um marco de modernização e destravará dividendos para os cotistas

GLOW UP NA BOLSA

A troca de look da Riachuelo: Guararapes define data para a estreia do novo ticker na B3

28 de janeiro de 2026 - 19:52

Segundo a varejista, a iniciativa busca aproximar o código de negociação do nome pelo qual a marca é amplamente reconhecida pelo público

BOLSA E CÂMBIO

Uma Super Quarta nos mercados: Ibovespa bate novo recorde aos 184 mil pontos e ouro atinge marca histórica; dólar fica estável a R$ 5,20

28 de janeiro de 2026 - 19:25

Índice supera 185 mil pontos intradia em dia de decisão sobre juros nos EUA e no Brasil; Vale e Petrobras puxam ganhos, enquanto Raízen dispara 20%

REFORÇO FINANCEIRO

Raízen (RAIZ4) dispara 20% com expectativa por aumento de capital de R$ 1 bilhão; ação volta a valer mais de R$ 1

28 de janeiro de 2026 - 17:55

A forte valorização desta quarta-feira começou no dia anterior (27), em meio à expectativa de que a companhia realize uma reestruturação financeira

BOLSA EM FESTA

Recorde do Ibovespa é fichinha: bolsa brasileira pode ir a 300 mil pontos — e o investidor brasileiro pode chegar atrasado

28 de janeiro de 2026 - 17:02

Com fluxo estrangeiro forte e juros ainda altos, gestores alertam para o risco de ficar fora do próximo ciclo da bolsa

BOLSA E CÂMBIO

Dólar leva tombo e fecha a R$ 5,20 — o menor nível desde maio de 2024 — graças a empurrão de Trump 

27 de janeiro de 2026 - 20:04

Ibovespa volta a renovar máxima durante a sessão e atinge os inéditos 183 mil pontos; mas não é só o mercado brasileiro que está voando, outros emergentes sobem ainda mais

ALOCAÇÃO GLOBAL

Mesmo em recorde, a bolsa brasileira segue barata para o gringo — e fiscal não apavora o estrangeiro, diz UBS

27 de janeiro de 2026 - 17:30

Na avaliação de Ulrike Hoffmann e Arend Kapteyn, mesmo com incertezas fiscais, ações brasileiras seguem atraentes no cenário global

FOGUETE NÃO TEM RÉ

Ibovespa bate mais um recorde, e mérito não é (só) do Brasil; veja as ações preferidas dos estrangeiros

27 de janeiro de 2026 - 12:31

As ações que compõem o Ibovespa são bastante buscadas, já que muitas compras ocorrem por meio do próprio índice ou ETF do índice

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar