Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Victor Aguiar

Victor Aguiar

Jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero e com MBA em Informações Econômico-Financeiras e Mercado de Capitais pelo Instituto Educacional BM&FBovespa. Trabalhou nas principais redações de economia do país, como Bloomberg, Agência Estado/Broadcast e Valor Econômico. Em 2020, foi eleito pela Jornalistas & Cia como um dos 10 profissionais de imprensa mais admirados no segmento de economia, negócios e finanças.

Novo recorde

Decolando: Ibovespa sobe forte e chega aos 114 mil pontos pela primeira vez na história

Em meio ao clima de otimismo que toma conta dos mercados brasileiros em dezembro, declarações do ministro Paulo Guedes foram bem recebidas pelos investidores e fizeram o Ibovespa subir 1,51% nesta quarta-feira, renovando mais uma vez as máximas

Victor Aguiar
Victor Aguiar
18 de dezembro de 2019
18:45 - atualizado às 10:44
Foguete Ibovespa
Imagem: Shutterstock

Para o Ibovespa, parece não haver fronteira final. O principal índice da bolsa brasileira teve mais uma alta expressiva nesta quarta-feira (16), audaciosamente indo onde nenhum homem jamais esteve — o nível dos 114 mil pontos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

É isso mesmo: o Ibovespa fechou o pregão de hoje com um ganho de 1,51%, aos 114.314,65 pontos, renovando mais uma vez o topo histórico — é a sétima vez só em dezembro que o índice marca novos recordes.

Com o desempenho desta quarta-feira, o Ibovespa já acumula expressivos 5,62% de valorização apenas neste mês. No ano, o resultado é igualmente chamativo: uma alta de 30,07% desde o começo de 2019.

E o que explica mais essa forte valorização? Bem, é preciso ponderar alguns fatores, a começar pelas condições macro que circundam o mercado brasileiro. Diversos pontos atuam em conjunto neste mês para injetar confiança nos agentes financeiros, tanto aqui quanto no exterior.

No front local, há a perspectiva muito mais favorável para a economia brasileira: com a taxa de juros nas mínimas históricas — e sem expectativa de elevação na Selic no curto prazo — e com dados mostrando a retomada no crescimento da atividade doméstica, o ambiente está bastante favorável para o aumento à exposição ao risco, especialmente na bolsa.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

E, em termos internacionais, há o alívio nas tensões comerciais entre Estados Unidos e China, com as potências chegando às bases para a primeira fase de um acordo — o que dá força à leitura de que a economia global poderá ser menos penalizada pelas disputas em 2020.

Leia Também

Dito isso, há os fatores pontuais de cada pregão. E, nos últimos dias, as sessões têm sido marcadas pela ausência de novidades negativas — o que traz tranquilidade aos investidores e permitem que, ao menor sinal de otimismo, a onda de alívio se renove.

Nesta quinta-feira, o responsável por trazer ânimo extra aos mercados foi o ministro da Economia, Paulo Guedes, que assumiu um tom positivo ao falar sobre os esforços feitos pela pasta em 2019 e as perspectivas para o próximo ano — uma leitura que animou os agentes financeiros e fez o Ibovespa subir ainda mais.

"O Guedes falou hoje, mas o clima mais otimista já vem dos últimos dias", diz Ari Santos, gerente da mesa de operações da H. Commcor. "Temos expectativa de PIB melhor, menos briga no exterior, agências de classificação de risco mais positivas com o Brasil. O resultado é menos volatilidade".

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Palavras de Guedes

Entre outros pontos, o ministro mostrou-se satisfeito com a reforma da Previdência aprovada pelo Congresso, elogiando o trabalho "construtivo da Câmara e do Senado". Guedes ainda destacou o controle mais rígido no front fiscal e ponderou que as PECs que atualmente tramitam no Congresso a respeito da reforma tributária "são complementares".

Além disso, ele ainda projetou um crescimento do PIB de, ao menos, 2% em 2020, mostrando-se otimista quanto à possibilidade de aceleração nos investimentos no setor de infraestrutura — a MP do Saneamento foi usada por Guedes como exemplo para justificar seu otimismo.

Por mais que as declarações não tenham trazido grandes novidades ou fornecido pistas mais concretas quanto aos planos da pasta para 2020, fato é que o mercado recebeu bem as falas, ampliando o ritmo de ganhos do Ibovespa.

Até o meio da tarde, o índice exibia ganhos modestos, lutando para se sustentar acima dos 113 mil pontos. Foi a partir da fala de Guedes que o Ibovespa deu um salto, rompendo o patamar dos 114 mil pontos — e por lá ficando até o fechamento.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Exterior calmo

O único fator de instabilidade no horizonte nesta terça-feira é a votação do processo de impeachment do presidente americano, Donald Trump, pela Câmara dos Deputados do país. Mas é dado como certo que os deputados darão continuidade ao processo, enviando-o ao Senado.

Assim, a votação de hoje não traz maiores turbulências aos mercados, dado o desfecho já aguardado. No Senado, contudo, o cenário deve ser o oposto: a maioria republicana da Casa deve barrar a continuidade das discussões.

Dada a falta de fatores-surpresa, as bolsas americanas praticamente ignoraram o tema do impeachment de Trump nesta quarta-feira, exibindo apenas movimentações marginais. O Dow Jones (-0,10%) e o S&P 500 (-0,04%) fecharam em leve queda, enquanto o Nasdaq (+0,05%) conseguiu sustentar uma alta modesta — suficiente para que o índice atingisse um novo recorde de fechamento.

E o dólar?

No mercado de câmbio, o dia foi bem tranquilo. O dólar à vista apresentou poucas flutuações, fechando o dia em leve baixa de 0,12%, a R$ 4,0596 — a menor cotação desde 5 de novembro, quando a divisa americana estava abaixo dos R$ 4,00 (R$ 3,9939).

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O mercado de moedas reagiu ao tom de calmaria visto no exterior, não repercutindo as declarações de Guedes. Lá fora, o dólar exibiu um tom misto em relação às divisas emergentes: fechou em leve alta ante o peso mexicano e o rublo russo, mas teve uma ligeira queda ante o peso chileno e o rand sul-africano.

Alívio nos juros

As curvas de juros aproveitaram o bom humor dos mercados e a leve quedado do dólar à vista para fechar em baixa, tanto na ponta curta quanto na longa — nos últimos dias, os DIS passaram por ajustes positivos relevantes.

Veja abaixo como ficaram as principais curvas nesta terça-feira:

  • Janeiro/2021: de 4,65% para 4,60%;
  • Janeiro/2023: de 5,99% para 5,92%;
  • Janeiro/2025: de 6,60% para 6,56%;
  • Janeiro/2027: de 6,93% para 6,90%.

Corporativo em foco

Por aqui, o noticiário corporativo foi responsável por algumas das principais oscilações na bolsa. Os papéis ON da Marfrig (MRFG3) caíram 4,21% após a conclusão de uma oferta de ações que movimentou R$ 3 bilhões, dos quais mais de R$ 2 bilhões foram vendidos pelo BNDES — o que marcou a saída do banco público da empresa.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Outro destaque foi Hypera ON (HYPE3), com ganho de 3,84%. O mercado reagiu positivamente à aquisição de alguns ativos da Boehringer, por R$ 1,3 bilhões — a operação inclui as marcas Buscopan e Buscofem.

Em comentário, a equipe de análise do BTG Pactual classificou a transação como positiva, dadas as marcas fortes envolvidas e as possíveis sinergias, relacionadas sobretudo às áreas de produção e marketing — você pode ler mais detalhes nesta matéria.

Veja abaixo as cinco ações de melhor desempenho do índice no momento:

  • Engie ON (EGIE3): +5,03%
  • Qualicorp ON (QUAL3): +4,48%
  • GPA PN (PCAR4): +4,00%
  • Bradesco ON (BBDC3): +3,87%
  • Yduqs ON (YDUQ3): +3,86%

Confira também as maiores quedas do Ibovespa:

  • Marfrig ON (MRFG3): -4,21%
  • Cogna ON (COGN3): -3,00%
  • Eletrobras PNB (ELET6): -2,95%
  • MRV ON (MRVE3): -1,51%
  • Eletrobras ON (ELET3): -1,50%

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
FOCO EM RENDA EXTRA

Não é Auren (AURE3) nem Engie (EGIE3): a elétrica favorita do Santander pode pagar dividendos de até 24%

3 de abril de 2026 - 11:04

Os analistas destacam que a ação preferida no setor elétrico do banco tem um caixa robusto, que pode se traduzir em dividendos extras para os acionistas

ONDE INVESTIR

Onde investir em abril? Os ativos para se proteger do risco geopolítico e ainda ganhar dinheiro; Petrobras (PETR4) se destaca com dividendos no radar

3 de abril de 2026 - 7:01

Confira as recomendações da Empiricus Research em abril para ações, dividendos, fundos imobiliários, ações internacionais e criptomoedas

MERCADOS HOJE

Trump promete força total na guerra contra o Irã e espalha medo, mas Ibovespa consegue se segurar, enquanto petróleo dispara

2 de abril de 2026 - 10:56

Em discurso à nação na ultima quarta-feira (1), Trump prometeu “levar o Irã de volta a Idade da Pedra”. Com isso, os futuros do Brent dispararam, mas bolsas ao redor do mundo conseguiram conter as quedas. Ibovespa encerrou o dia com leve alta de 0,05%, a 188.052,02 pontos

AÇÃO DO MÊS

Axia Energia (AXIA6) segue nos holofotes com dividendos no radar — mas não é a única; confira as favoritas dos analistas para investir em abril

2 de abril de 2026 - 6:04

A Axia Energia teve que abrir espaço para uma outra empresa do setor, além de dividir o pódio com duas companhias do setor bancário e de aluguel de carros

PORTFÓLIO INTERNACIONAL

Tchau, Ozempic? Empiricus corta Novo Nordisk e outras gigantes de carteira para abril — e reforça aposta em IA, streaming e petróleo

1 de abril de 2026 - 18:33

Revisão da carteira internacional mostra uma guinada estratégica para capturar novas oportunidades no mercado global; veja quem saiu e quem entrou no portfólio

VEJA O CASO A CASO

Guerra no bolso: BofA rebaixa Azzas 2154 (AZZA3) e corta projeções de Magazine Luiza (MGLU3), GPA (PCAR3) e mais — veja quem sofre e quem escapa no varejo

1 de abril de 2026 - 17:28

O banco cortou a recomendação da dona da Hering de compra para neutra, enquanto revisou estimativas para uma série de outras empresas brasileiras diante da guerra e juros elevados

QUEM VAI SE DAR MELHOR

Sai Prio (PRIO3), entra Petrobras (PETR4): dividendo com o fim da guerra é o alvo do BTG para abril

1 de abril de 2026 - 15:51

Banco vê estatal mais protegida em um possível cenário de petróleo mais barato e traz Embraer de volta à carteira do mês

RENDA EXTRA NÃO VALE A PENA?

Cyrela (CYRE3) pode ativar ‘gatilho’ que pagaria até R$ 1,9 bilhão em dividendos extraordinários — mas o lucro não deve chegar ao bolso do acionista; por quê?

1 de abril de 2026 - 15:15

JP Morgan calcula que a venda de subsidiárias poderia gerar renda extra para os acionistas da Cyrela, mas a operação não seria tão benéfica; entenda

LOCATÁRIOS DE PESO

Alianza Trust Renda (ALZR11) traz Fleury (FLRY3) para o portfólio de inquilinos com compra de imóvel — e Shopee pode ser a próxima

1 de abril de 2026 - 13:59

As operações reforçam a estratégia do ALZR11 de ampliar a exposição a contratos com inquilinos de grande porte

AÇÕES SOBEM FORTE

Braskem: Citi muda de ideia sobre BRKM5 e eleva recomendação logo antes de notícia sobre possível proteção contra credores

1 de abril de 2026 - 11:50

Banco vê alívio com alta dos spreads petroquímicos em meio à guerra no Oriente Médio e eleva preço-alvo para R$ 10, mas incertezas sobre dívida e possível proteção contra credores seguem no radar. Segundo a Bloomberg, falência não está descartada

ESPAÇO E IA

SpaceX, de Elon Musk, reúne 21 bancos para o maior IPO da história, diz Reuters; um deles é brasileiro

1 de abril de 2026 - 10:24

A empresa é controlada pelo fundador e presidente-executivo Musk, que já é o mais rico do planeta com US$ 817 bilhões no bolso, e a captação de ainda mais valor no mercado pode fazer esse valor explodir.

O INIMIGO AGORA É O MESMO

‘Taxa das blusinhas’ pode cair e acende alerta no varejo: Lojas Renner (LREN3), C&A (CEAB3) e Riachuelo (RIAA3) estão preparadas?

31 de março de 2026 - 18:35

Para o BTG Pactual, revisão das tarifas pode reacender a pressão competitiva de plataformas estrangeiras, colocando varejistas brasileiros sob novo teste em meio a juros altos e consumo enfraquecido

OPORTUNIDADE SEGUE NA MESA

Vale (VALE3) tropeça e ação cai 6,8% em março, mas mineradora está longe do fim da linha com dividendos extraodinários à frente

31 de março de 2026 - 18:14

Na leitura do mercado, o movimento de queda dos papéis nos últimos 30 dias tem menos a ver com as tensões geopolíticas e mais com fatores específicos

CHEGOU A HORA DE BRILHAR?

Bresco Logística (BRCO11) recua abaixo do valor patrimonial, e analistas veem oportunidade; entenda o que esperar do ativo e do mercado de FIIs daqui para frente

31 de março de 2026 - 16:31

Com os principais segmentos dos FIIs já em ciclo de recuperação, há agora uma fase de expansão potencial, e o BRCO11 é o preferido para brilhar

VISÃO DE ESPECIALISTA

Elétricas, petróleo e construtoras: onde se escondem as oportunidades na bolsa, segundo gestores

31 de março de 2026 - 15:32

Apesar das incertezas sobre a demanda no longo prazo, gestor avalia que o risco de preços muito baixos da commodity diminuiu e que setor do petróleo tem potencial de alta

O QUE FAZER COM AS AÇÕES

Maior alta do Ibovespa: Natura (NATU3) salta mais de 10% com “selo” de gigante global e outro acordo de acionistas. Hora de comprar?

31 de março de 2026 - 14:31

Ações da Natura (NATU3) lideram os ganhos do Ibovespa após anúncio de nova estrutura de governança e sinalização de investimento relevante da Advent, que pode redefinir o valuation e sustentar o interesse pelo papel.

ALÉM DOS GRINGOS

Virada de jogo? Brasil se destaca entre emergentes e investidor local volta à B3, diz Itaú BBA

30 de março de 2026 - 18:04

Segundo o banco de investimentos, o cenário macro mais favorável coloca o Brasil em evidência

VIRADA DE CARTEIRA

Brasileiros perdem interesse na renda fixa e ações ganham espaço aos poucos — mesmo com a guerra aumentando os riscos, diz XP

30 de março de 2026 - 15:42

Levantamento com assessores indica que apetite por risco permanece inalterado, com o sentimento pelo Ibovespa deteriorando na margem

EFEITO BRENT

Guerra, petróleo em alta e novos poços: a combinação que colocou a Brava (BRAV3) no topo da bolsa nesta segunda

30 de março de 2026 - 13:18

Companhia inicia campanha de perfuração e aproveita cenário externo turbulento para ganhar tração no Ibovespa

MERCADOS HOJE

Ibovespa e dólar avançam com mercado dividido sobre a guerra e Galípolo “ganhando tempo”; veja os destaques de hoje

30 de março de 2026 - 11:55

Os mercados começaram a semana sob tensão geopolítica, com guerra no Oriente Médio elevando o preço do petróleo e dividindo investidores, enquanto falas de Galípolo reforçam cautela do BC

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar
Jul.ia
Jul.ia
Jul.ia

Olá, Eu sou a Jul.ia, Posso te ajudar com seu IR 2026?

FAÇA SUA PERGUNTA
Dúvidas sobre IR 2026?
FAÇA SUA PERGUNTA
Jul.ia
Jul.ia