Mercado se acomoda antes do carnaval
Ausência de notícia mais vultosa e proximidade da pausa prolongada na próxima semana reduzem a liquidez e elevam a cautela entre os investidores

A falta de perspectiva de avanço da reforma da Previdência antes do carnaval esfria os ânimos do mercado financeiro doméstico, com os ativos locais mantendo certa dinâmica de acomodação dos preços. Nem mesmo a agenda econômica, que ganha força nesta quarta-feira, deve ser capaz de impulsionar os negócios nesta reta final de mês.
Enfim, a ausência de alguma notícia mais vultosa, principalmente no âmbito político, e a proximidade da pausa prolongada no mercado local na próxima semana, por causa do carnaval, tende a reduzir o volume financeiro nos negócios e elevar a cautela entre os investidores.
O noticiário morno no exterior, passada a euforia com o adiamento do prazo para o fim da trégua tarifária entre Estados Unidos e China, tampouco ajuda a dar ritmo ao pregão por aqui. A falta de detalhes sobre os “progressos” nas negociações comerciais levanta dúvidas quanto à falta de consenso em temas delicados e à demora para um acordo final.
Exterior de lado
Hoje, os mercados internacionais amanheceram de lado, após uma sessão sem rumo definido na Ásia, onde Tóquio e Xangai subiram, +0,5% e +0,4%, enquanto Hong Kong caiu (-0,2%). Os índices futuros das bolsas de Nova York exibem leves baixas, mantendo a direção lateral, com viés negativo, observada ao final da sessão regular ontem.
Lá fora, os investidores apenas acompanham o segundo encontro entre o presidente norte-americano, Donald Trump, e o líder norte-coreano, Kim Jong Un, no Vietnã. Eles chegaram ontem a Hanói e reúnem-se hoje e amanhã, quando se espera avanços na construção de um acordo para que a Coreia do Norte desista de seu arsenal nuclear.
Nos demais mercados, o petróleo segue em alta, apoiado na sinalização do cartel de países produtores (Opep) em relação aos cortes na produção, o que neutraliza a fala de Trimp em relação aos preços “muito altos” do barril da commodity. Já o dólar está de lado, medindo forças em relação às moedas rivais e de países emergentes.
Leia Também
Fogo Amigo
Esse comportamento dos negócios no exterior não deve embalar o mercado doméstico, o que tende a manter a Bolsa brasileira ainda abaixo da “barreira psicológica” dos 100 mil pontos e o dólar orbitando ao redor de R$ 3,75, com as taxas de juros futuros embutindo prêmios moderadamente.
Por aqui, os investidores já “precificaram” todo o otimismo com a aprovação da reforma da Previdência. Agora, espera-se uma confirmação desse cenário, mantendo grande parte da proposta original do governo, com mudanças amplas e duras. Mas ao primeiro sinal de frustração, os players estão prontos para desarmar essas apostas.
Por isso, o mercado brasileiro está atento ao noticiário político, monitorando as negociações em Brasília em torno das novas regras para aposentadoria. A dificuldade do governo em dialogar com os deputados, aglutinando uma base aliada sólida, soma-se ao “fogo amigo” disparado pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia.
Depois de criticar na véspera alguns pontos da proposta, como a aposentadoria rural e de idosos em situação de carência (BCP), Maia afirmou ontem que o “despreparo” do governo na comunicação “é um erro primário” e destacou que o teto de votos a favor da reforma hoje “é menor” que o no governo Temer. Para ele, a articulação política está “muito lenta”.
Pode até parecer “blefe” de Maia, de modo a cobrar uma postura mais firme do governo para votar a nova Previdência. Mas salta aos olhos a “lentidão” na tramitação da reforma, entregue na semana passada, e a insatisfação dos parlamentares, principalmente sobre a aposentadoria dos militares. E essa percepção tem pesado no mercado doméstico.
Em uma tentativa de reagir, o presidente Jair Bolsonaro escolheu a deputada federal de primeiro mandato, Joice Hasselmann, como líder do governo no Congresso Nacional. O anúncio foi feito durante reunião com líderes partidários ontem, no Palácio da Alvorada. Ela atuará ao lado do ministro Onyx Lorenzoni (Casa Civil) na articulação política.
O desafio central dos líderes - que incluem ainda o Major Vitor Hugo (Câmara) e Fernando Bezerra Coelho (Senado) - será negociar com as bancadas de modo a fortalecer a base governista para votar e aprovar a proposta da reforma da Previdência. O texto precisa de 308 votos para passar pela Câmara e do aval de 49 senadores, ambos em dois turnos.
Dia de agenda cheia
O calendário econômico está carregado nesta quarta-feira, no Brasil e no exterior. Por aqui, merecem atenção, às 8h, o Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) e a sondagem sobre a confiança no setor de serviços, ambos referentes ao mês de fevereiro. Depois, às 9h, é a vez do primeiro levantamento sobre o desemprego (Pnad) no país neste ano.
Enquanto a taxa de desocupação deve subir a 12,00%, interrompendo a trajetória negativa registrada ao longo de 2018, o IGP-M também deve apagar os resultados fracos apurados nos últimos meses e subir 0,7%, em base mensal. Com isso, a taxa acumulada em 12 meses deve encostar-se em 7,5%.
Ainda às 9h, sai a inflação ao produtor (IPP) em janeiro. A agenda doméstica traz também, às 12h30, os dados semanais sobre a entrada e saída de dólares (fluxo cambial) do país. Por fim, após o fechamento do pregão local, a Petrobras publica o balanço financeiro do quarto trimestre do ano passado e do acumulado de 2018.
Já no exterior, destaque para a nova participação do presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, no Congresso norte-americano. Desta vez, na Câmara dos Representantes, a partir das 12h. Entre os indicadores econômicos dos EUA, saem os pedidos de bens duráveis em janeiro (10h30) e as encomendas às fábricas em dezembro (12h).
Também são esperados novos números do setor imobiliário norte-americano e sobre os estoques de petróleo bruto e derivados no país. No eixo Europa-Ásia, logo cedo, sai o índice de confiança do consumidor na zona do euro em fevereiro. No fim do dia, é a vez dos dados sobre a atividade nos setores industrial e de serviços na China também neste mês.
SEM FOLGA EM NOVA YORK
Nasdaq leva uma queda e puxa S&P 500 para o vermelho; confira o que movimentou os mercados lá fora
12 de outubro de 2026 - 17:10HORA DE COMPRAR?
Flávio Bolsonaro eleito? Expectativa após 1° turno derruba dólar abaixo dos R$ 5 e coloca estas 4 ações no radar dos bancões
12 de outubro de 2026 - 13:01AÇÕES
5 ações para buscar ganhos na bolsa e superar o Ibovespa nesta semana, segundo Terra Investimentos
11 de outubro de 2026 - 11:00AÇÕES SE DESTACARAM
Ibovespa bate recorde após eleições e sobe 8,82% na semana; veja quem ganhou e quem perdeu
10 de outubro de 2026 - 11:25VISÃO DO GESTOR
Fundo Verde, de Stuhlberger, vê espaço para novo rali da bolsa com o ‘trade Flávio’ — mas faz alerta para risco lá fora
9 de outubro de 2026 - 17:15OPORTUNIDADE NO RADAR
A janela dos fundos imobiliários está fechando, e o BTG Pactual revela os FIIs para surfar a onda enquanto há tempo
9 de outubro de 2026 - 16:35UM OLHO NA URNA E OUTRO NA BOLSA
Ibovespa renova máxima no dia e dólar cai abaixo de R$ 5, mas IPCA lembra: a conta dos juros ainda não fechou
9 de outubro de 2026 - 12:43RADAR DE FIIS
BTLG11 quer levantar até R$ 1,2 bilhão com nova emissão de cotas; veja quem pode participar
8 de outubro de 2026 - 10:47MERCADOS
A explosão da renda fixa nos EUA: Treasury de dez anos bate máxima em 24 anos, ações caem e Ibovespa acompanha
7 de outubro de 2026 - 17:57MUDANÇAS NA CARTEIRA
Os juros vão cair? Estes são os FIIs que os analistas indicam para aproveitar a virada da Selic
7 de outubro de 2026 - 6:03EM REFORMULAÇÃO
TRBL11 quer deixar Braskem e Correios para trás? FII abre terreno para uma nova estratégia; entenda o que está em jogo
6 de outubro de 2026 - 18:01ONDE INVESTIR APÓS O RALI
Nem todas surfaram o ‘trade Flávio’: Rede D’Or (RDOR3) e outras 5 ações são as favoritas para juros menores
6 de outubro de 2026 - 13:08TRADE ELEITORAL
Flávio Bolsonaro pode levar o Ibovespa aos 250 mil pontos? Morgan Stanley indica quais ações investir em cada cenário de 2º turno
5 de outubro de 2026 - 19:20DO NEUTRO À COMPRA
O efeito Flávio Bolsonaro na bolsa: JP Morgan vira a mão com Brasil após 1º turno das eleições — e vê alta de até 20%
5 de outubro de 2026 - 15:21ELEIÇÕES 2026
Flávio Bolsonaro à frente de Lula deve gerar alta de até 45% no Ibovespa e beneficiar estas ações, segundo BTG e Citi
5 de outubro de 2026 - 14:39MERCADOS
Ibovespa dispara 7,7% e supera 206 mil pontos na máxima histórica após vantagem de Flávio Bolsonaro sobre Lula
5 de outubro de 2026 - 10:39NOVO RECORDE
Petrobras (PETR4) supera R$ 700 bilhões em valor de mercado, o maior da história. O que impulsionou a ação?
3 de outubro de 2026 - 15:15BOM HUMOR NA BOLSA
Às vésperas das eleições, só 8 ações do Ibovespa caíram na semana. Hapvida (HAPV3) e outras 6 têm alta de dois dígitos
3 de outubro de 2026 - 11:45MAIS OTIMISMO COM O PAPEL
Bank of America vê potencial de alta de 64% para a JBS (JBSS32) e calcula a renda extra para o investidor
2 de outubro de 2026 - 19:32TOUROS E URSOS #290