O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Incertezas econômicas e pressão sobre emergentes levam Ibovespa abaixo dos 100 mil pontos e dólar acima de R$ 4,00, deslocando foco local para o exterior
Depois de passar o primeiro semestre mais atento a questões internas, como a reforma da Previdência, o mercado financeiro doméstico se deu conta que a queda do Ibovespa para abaixo dos 100 mil pontos e a alta do dólar para além de R$ 4,00 são explicados por movimentos globais, diante das incertezas econômicas. Por isso, hoje, os investidores ficarão mais atentos ao exterior.
Afinal, esta quarta-feira é dia de divulgação da ata da reunião do Federal Reserve (15h) no mês passado, quando a taxa de juros nos Estados Unidos sofreu um “ajuste de meio de ciclo” e caiu 0,25 ponto. Os investidores devem buscar no documento os motivos que levaram ao “corte preventivo”, bem como pistas sobre o que poderia justificar quedas adicionais. Mas a expectativa maior está na fala do presidente Jerome Powell em Jackson Hole, na sexta-feira, quando pode manter o tom de ajuste ou prometer mais cortes, em meio a pressão e críticas de Donald Trump.
Por ora, o mercado financeiro confia em uma ação coordenada dos principais bancos centrais para atenuar os riscos à economia global vindos da guerra comercial entre Estados Unidos e China. Para os investidores, se os BCs lançarem mão de uma nova rodada de estímulos monetários, cortando os juros e injetando liquidez, o colapso dos negócios (e da atividade) pode ser evitado.
Contudo, integrantes do Fed - entre eles, o próprio Powell - têm mostrado reticências quanto à necessidade de adotar mais estímulos, diante da robustez da economia norte-americana, que segue crescendo, sem gerar inflação e com um mercado de trabalho sólido. Ou seja, os investidores esperam que Powell sinalize que o Fed está prestes a embarcar em uma onda revigorada de afrouxamento monetário, mas os dados dos EUA simplesmente não justificam a necessidade de um ciclo agressivo de flexibilização.
Diante desse cenário errático, os investidores acabam elevando a volatilidade nos mercados. Afinal, uma hora parece haver trégua entre as duas maiores economias do mundo, em outra, a tensão aumenta. Da mesma forma, em um momento espera-se que o Fed reduza os juros norte-americanos, mas, depois, surgem dúvidas. Há ainda as incertezas sobre a desaceleração global.
Essa indefinição faz o mercado alternar momentos, sem saber que rumo tomar. A sessão hoje na Ásia, por exemplo, foi mista, com as bolsas chinesas devolvendo parte da alta, mas flutuaram no campo positivo, enquanto Tóquio caiu. Nas praças emergentes, Cingapura, Malásia e Indonésia tiveram perdas, enquanto na Oceania, a Bolsa de Sydney recuou 1%.
Leia Também
Já no Ocidente, os índices futuros das bolsas de Nova York exibem ganhos, sinalizando uma sessão de recuperação para o dia, após a queda de ontem em Wall Street, que interrompeu uma sequência de alta do S&P 500. Na Europa, além das questões externas, as bolsas também estão atentas à situação na Itália.
Após a renúncia do primeiro-ministro, Giuseppe Conte, ontem, a expectativa é de que o presidente italiano, Sergio Mattarella, decida realizar novas eleições no país. A Bolsa de Milão subia mais de 1%, logo cedo, liderando os ganhos no velho continente. Nos demais mercados, o petróleo avança, antes dos dados semanais dos estoques nos EUA (11h30). O dólar, por sua vez, tem poucas variações, enquanto o ouro cai.
A blindagem do mercado doméstico das incertezas externas perdeu resistência. Agora, o temor dos investidores de que o Fed não chancele o tão esperado corte de juros na próxima reunião, em setembro, combinado com a crise na vizinha Argentina reduz o apetite pelo risco em países emergentes, sendo que os ativos brasileiros são um prato cheio para essas saídas.
Os dados atualizados do Banco Central sobre o fluxo cambial (14h30) até meados deste mês devem refletir a retirada de recursos estrangeiros do país - evidenciada, principalmente, pelo saldo negativo de capital externo na Bolsa brasileira (mercado secundário), que já supera R$ 20 bilhões, com os investidores locais e institucionais abrindo a porta para os “gringos”.
Esse players locais se apoiavam no andamento da proposta de novas regras para aposentadoria para sustentar um rali do Ibovespa, relegando a importância do investidor estrangeiro. A diminuição do prêmio de risco na curva de juros futuros também ajudou no movimento. O dólar, porém, sempre mostrou-se mais sensível ao exterior.
Ou seja, enquanto os fundos e gestores nacionais, além dos investidores pessoa física, se beneficiaram de um primeiro semestre de otimismo local e global; agora, o mercado doméstico sofre com os efeitos contrários desse sentimento mundo afora, potencializado aqui pela ausência de um gatilho local capaz de blindar os negócios - já que a Previdência saiu de cena - e pelo frágil desempenho da economia brasileira, que pode ter voltado à recessão.
Aos poucos, então, os investidores vão percebendo que a indicação do BC de renovar o piso histórico da Selic até dezembro, após o corte de 0,50 ponto (pp) no mês passado, é porque os sinais dados pela atividade são cada vez mais preocupantes. E isso é um “banho de água fria” nas expectativas de lucros mais forte das empresas.
Cabe, portanto, uma correção nos preços. E esse movimento pode ser exacerbado pela intensidade do fluxo negativo nos emergentes, com os ativos brasileiros sofrendo mais por causa da liquidez maior, em meio ao receio de recessão global por causa da disputa entre EUA e China. Aliás, os sinais emitidos pela inversão da curva de juros não podem ser ignorados...
A redução de posição em ativos emergentes, por causa do ambiente de maior aversão ao risco, levou a uma desvalorização do real que incitou uma atuação ousada do Banco Central. De hoje até a quinta-feira da semana que vem (dia 29), a autoridade monetária irá oferecer dólares da reserva internacional, no total de US$ 3,8 bilhões.
A operação será feita via leilões diários no mercado à vista, que serão realizados de forma simultânea à oferta, no mesmo montante, de swaps cambiais reversos. O anúncio do BC foi feito na noite da quarta-feira passada, mas desde a última sexta-feira o dólar encerrou o pregão cotado acima de R$ 4,00, refletindo, entre outras coisas, a saída de recursos externos do país e a perspectiva de cortes adicionais na Selic.
De qualquer forma, o movimento no mercado doméstico ontem mostrou que não é interessante montar uma posição defensiva (hedge) com a moeda norte-americana nesses níveis. Tanto que os investidores optaram por reduzir a exposição ao risco em ações e taxas, ao invés de comprar dólar. A ver, então, como o mercado irá reagir à injeção de dinheiro vivo pelo BC a partir de hoje.
Caso o Fed e os principais bancos centrais - inclusive o brasileiro - continuem emitindo sinais suaves (“dovish”) para atenuar os impactos da guerra comercial nos ativos globais e nas perspectivas econômicas, o movimento de busca por segurança (fly to quality) pode se dissipar. Do contrário, o desmonte contra emergentes pode seguir seu curso. A conferir.
Entrada de capital estrangeiro, volumes em alta e ganhos tributários levam instituição financeira a projetar lucros até 19% acima do consenso e margens robustas para a operadora da bolsa
Itaú BBA e Bank Of America dizem até onde o índice pode ir e quem brilhou em uma semana marcada por recordes sucessivos
Com dólar ao redor de R$ 5,06 e queda próxima de 8% no mês, combinação de fluxo estrangeiro, juros elevados e cenário externo sustenta valorização do real. Especialistas acreditam que há espaço para mais desvalorização
Escalada das tensões no Oriente Médio, com foco em Israel e Líbano, ainda mantém os preços do barril em níveis elevados, e coloca estatal entre as mais negociadas do dia na bolsa brasileira
O fundo imobiliário destacou que a movimentação faz parte da estratégia ativa de gestão, com foco na geração de valor para os cotistas
A construtora divulgou números acima das expectativas do mercado e ações disparam mais de 12%, mas Alea segue sendo o grande incômodo de investidores
Trump pausou a guerra contra o Irã, mas o setor de defesa está longe de esfriar; BTG Pactual projeta um novo superciclo global de investimentos e recomenda ETF para capturar ganhos. Entenda por que a tese de rearmamento segue forte.
Após críticas da Squadra sobre a operação da empresa no Sul e Sudeste, a empresa estaria buscando vender ativos em uma das regiões, segundo reportagem do Pipeline
Três operações de peso envolvendo os FIIs Bresco Logística (BRCO11), Capitânia Logística (CPLG11) e REC Recebíveis (RECR11) são destaques hoje; confira a seguir
O principal índice de ações da B3 encerrou o dia em alta de 2,01%, a 192.201,16 pontos. O dólar à vista terminou as negociações a R$ 5,1029, com queda de 1,01%, enquanto os futuros do petróleo tiveram as maiores quedas percentuais desde a pandemia
Em evento do Bradesco BBI, especialistas afirmaram esperar a retomada do apetite dos estrangeiros e a continuidade da queda dos juros para destravar mais valor da Bolsa
O fundo imobiliário GGRC11 poderá emitir um lote extra de até 50%, o que pode elevar o volume total da oferta
Santander espera que a Hypera tenha um 1º trimestre mais fraco em 2026, mas ainda assim recomenda a compra da ação; o que está em jogo?
Aos poucos, a empresa está amadurecendo seus procedimentos internos e pode se tornar uma candidata a novos patamares nos EUA, como entrar em certos índices de ações
O FII do mês da série do Seu Dinheiro é avaliado como um dos maiores e mais diversificados fundos imobiliários do mercado brasileiro
Foram mantidas C&A (CEAB3), Brava Energia (BRAV3), Suzano (SUZB3), Plano&Plano (PLPL3), Smart Fit (SMFT3) e Intelbras (INTB3)
Segundo o banco, o portfólio busca superar o Índice de Dividendos (IDIV) da B3 no longo prazo
Até o dia 24 de março, a bolsa brasileira já acumulava R$ 7,05 bilhões, e a expectativa é de que o ingresso de capital internacional continue
Com a semana mais enxuta pelo feriado de Sexta-Feira Santa, apenas oito ações encerraram em queda
A Fictor Alimentos recebeu correspondência da B3 por negociar suas ações abaixo de R$ 1, condição conhecida como penny stock. A empresa busca solucionar o caso com um grupamento