Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Olivia Bulla

Olivia Bulla

Olívia Bulla é jornalista, formada pela PUC Minas, e especialista em mercado financeiro e Economia, com mais de 10 anos de experiência e longa passagem pela Agência Estado/Broadcast. É mestre em Comunicação pela ECA-USP e tem conhecimento avançado em mandarim (chinês simplificado).

A Bula do Mercado

Dados dos EUA e atuação do BC geram expectativa

Em meio ao temor de recessão global, produção industrial e vendas no varejo norte-americano podem sinalizar se desaceleração econômica chegou aos EUA

Olivia Bulla
Olivia Bulla
15 de agosto de 2019
5:34 - atualizado às 9:43
Após superar R$ 4,00, BC muda atuação no câmbio e anuncia venda de dólares no mercado à vista

Após os dados fracos de atividade na China e na Europa reacenderem o temor quanto à desaceleração global, hoje é a vez de avaliar se essa perda de tração também chegou à economia norte-americana. Os números sobre as vendas no varejo (9h30) e a produção industrial (10h15) nos Estados Unidos podem (ou não) corroborar os riscos de uma recessão à frente, conforme sinalizado ontem pela inversão da curva de juros do país.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Foi a primeira vez desde a crise de 2008 que os juros dos títulos de dez anos (T-note) renderam menos do que os papéis de dois anos (T-bill). Esse fenômeno é conhecido como “inversão da curva de juros” e é visto no mercado financeiro como um indicador de recessão nos EUA. Por ora, o cenário de desaceleração econômica ainda parece o mais provável para o país do que uma queda abrupta da atividade.

Mas a fraqueza crescente em outras partes da economia global aumentou o risco de uma contração nos EUA, ainda mais considerando-se o impacto da guerra comercial e/ou um erro de estratégia por parte do Federal Reserve na condução da taxa de juros norte-americana. A hipótese de recessão provoca tensão entre os investidores, mas no modelo do Fed essa chance ainda é remota.

Se a economia realmente entrar em recessão, isso pode trazer grandes implicações aos ativos globais. Por ora, o perigo real aos EUA seria o presidente Donald Trump ampliar o viés protecionista, lançado mão de sobretaxas contra produtos importados ao redor do mundo - especialmente chineses. Ainda mais se o republicano se sentir motivado a elevar essa retórica, à medida que se for aproximando o período eleitoral e a disputa contra os rivais democratas.

Mercados ensaiam recuperação

Com isso, os mercados internacionais amanheceram ensaiando uma tentativa de recuperação, um dia depois de o índice Dow Jones amargar o pior desempenho do ano. Aliás, ontem, todos os índices acionário norte-americanos registraram perdas ao redor de 3%, diante dos crescentes receio de desaceleração econômica.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Nesta manhã, porém, Wall Street sinaliza uma sessão positiva para o dia, o que tenta embalar a abertura do pregão europeu, após uma sessão de perdas na Ásia, ainda sob o impacto da queda de ontem no Ocidente. Mas essa sinalização para o dia vai depender dos números da agenda econômica norte-americana, que está carregada hoje (veja abaixo).

Leia Também

O pregão asiático também foi penalizado pela queda do rendimento (yield) do título norte-americano de 30 anos (T-bond) abaixo de 2% pela primeira vez na história, um dia após ter alcançado mínima recorde. Os investidores tendem a migrar seus recursos para a segurança oferecida pelas Treasuries, em momentos de maior aversão ao risco.

As incertezas sobre a guerra comercial entre EUA e China têm provocado esse movimento de flight to quality, ou busca por proteção em ativo seguros, temendo os impactos da disputa na economia global. Os protestos em Hong Kong avolumam a lista de focos de tensão, sendo que Trump vinculou um acordo com Pequim se o governo chinês responder "humanamente" à crise na ex-colônia britânica. Ele sugeriu uma reunião com o presidente chinês, Xi Jinping, para resolver a situação.

Enquanto isso, o Banco Central chinês (PBoC) fixou a taxa de referência do yuan em 7,0268 por dólar, na sexta sessão seguida acima de 7. O dólar, aliás, perde terreno em relação às moedas rivais nesta manhã, com o euro e o iene ganhando valor. O xará australiano também avança, após dados acima do esperado sobre o emprego no país. Esse movimento das moedas no exterior favorece uma recuperação do real, em meio à nova atuação do Banco Central no câmbio (leia mais abaixo).

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Dia de agenda cheia nos EUA

As vendas no varejo nos EUA devem ter desacelerado em julho, para 0,3%, após expansão mensal de 0,4% nas três leituras anteriores, indicando uma redução no crescimento do consumo no início do terceiro trimestre. Já a produção industrial deve ter ficado estável no mês passado, com os dados regionais de atividade sinalizando mais fraqueza em agosto.

Aliás, a agenda econômica norte-americana traz também o desempenho da indústria na Filadélfia e em Nova York neste mês, ambos às 9h30. No mesmo horário, serão conhecidos também os dados preliminares sobre o custo da mão de obra e da produtividade nos EUA no trimestre passado, além dos pedidos semanais de auxílio-desemprego feitos no país.

O calendário do dia nos EUA reserva ainda, às 11h, os estoques nas empresas em junho e o índice de confiança das construtoras neste mês. Por fim, à tarde, o Tesouro norte-americano informa os números sobre o fluxo de capital estrangeiro em junho (17h). Já no Brasil, a agenda do dia traz apenas o primeiro IGP de agosto, o IGP-10, às 8h.

Blindagem local

A pressão vinda do exterior, em meio ao temor em relação à desaceleração da economia global, testa o ímpeto dos ativos domésticos, que tentam se amparar no avanço da agenda de reformas. Por ora, o sentimento de que o Congresso está entregando os ajustes necessários para fazer a economia voltar a andar sustenta o otimismo entre os investidores, blindando os negócios locais de estragos maiores.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O dólar, porém, tem se mostrado o ativo mais volátil, saltando da faixa de R$ 3,80 e indo além de R$ 4,00 em cerca de dez sessões, voltando ao maior nível desde maio. Atento a isso, o Banco Central anunciou que irá vender dólares das reservas internacionais, realizando o primeiro leilão à vista no mercado desde 2009, após a eclosão da crise financeira. A operação ocorrerá simultaneamente com compra de dólares no mercado futuro, por meio do chamado swap reverso.

A autoridade monetária irá vender até US$ 550 milhões a partir da quarta-feira da semana que vem, durante sete dias, totalizando US$ 3,850 bilhões. O BC também irá oferecer ao mercado contratos de swap cambial, mas avaliou que essa operação de venda de dólares no mercado futuro não atenderia sozinho à demanda por moeda estrangeira. Aos olhos do BC, há uma escassez de dólar em espécie - por isso, é preciso oferecer “dinheiro vivo”.

Já o Ibovespa caiu quase 3% ontem, mas tem conseguido defender os 100 mil pontos, apesar das sucessivas saídas dos investidores estrangeiros. Até a última segunda-feira, os “gringos” já retiraram R$ 6,5 bilhões da Bolsa apenas neste início de mês. Ontem, o índice acionário encerrou no limiar dessa marca. A curva de juros nacional também tem mostrado resiliência, mantendo o achatamento (flattening) histórico, sem recompor os prêmios.

Resta saber quanto mais o mercado doméstico resiste a essa maior aversão ao risco, que, por ora, tem sido essencialmente externa. Seja como for, uma forte onda vendedora (sell-off) no mundo, acaba respingando no Brasil. Mas a depender dos dados dos EUA a serem conhecidos hoje, a reação dos negócios locais à intervenção do BC pode ser positiva hoje, abrindo espaço para uma recuperação dos ativos. A conferir.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
VOLATILIDADE NOS MERCADOS

Petróleo cai até 11% com possível acordo no Oriente Médio e puxa tombo de Petrobras (PETR4) e Prio (PRIO3)

6 de maio de 2026 - 12:48

Expectativa de trégua no Oriente Médio reduz prêmio de risco da commodity e pesa sobre ações de petroleiras na bolsa brasileira

BEM-VINDA AO CLUBE

Samsung atinge valor de mercado de US$ 1 trilhão e não é (só) pelos celulares; veja motivos

6 de maio de 2026 - 10:43

Conhecida pelos celulares, a Samsung é maior fabricante mundial de chips de memória de alta performance

AÇÃO DO MÊS

Três gigantes são as apostas dos analistas para navegar as águas turbulentas de maio; confira o ranking completo

6 de maio de 2026 - 6:00

Apesar de o horizonte mostrar a chegada de uma tempestade, há ações que podem fazer a carteira dos investidores navegar mais tranquilamente

A FONTE SECOU?

FII CACR11 fecha torneira de dividendos e derrete 42% na bolsa; entenda o que aconteceu e quando os proventos devem voltar a pingar

5 de maio de 2026 - 10:24

A gestora projeta que a retomada das vendas deve contribuir para recompor o caixa e viabilizar o retorno dos dividendos

COMPRAR OU VENDER?

O gringo saiu e a Vale (VALE3) sentiu: ações caem 3% com debandada estrangeira e pressionam Ibovespa

4 de maio de 2026 - 18:40

Ações da mineradora recuaram com aversão ao risco global, enquanto minério de ferro avançou na China; bancos seguem otimistas com dividendos

EQUILIBRANDO A EXPOSIÇÃO

RBVA11 em expansão: FII adiciona Estácio, PBKids e Pátio Maria Antônia no portfólio por mais de R$ 100 milhões

4 de maio de 2026 - 17:32

Apesar das transações, a gestão do fundo imobiliário mantém o guidance de R$ 0,09 por cota no semestre

TOP PICKS DE ENERGIA

Nem Cemig (CMIG4) nem Axia Energia (AXIA3): Safra dá veredito de compra para uma ação elétrica e diz quais são as favoritas do setor

4 de maio de 2026 - 16:55

O banco elevou uma ação elétrica de neutra para compra, e citou outras duas empresas do setor que são consideradas as mais promissoras

SEM AQUISIÇÃO POR COTAS

Quer lucrar com a corrida do e-commerce? BTLG11 lança emissão aberta ao investidor — e você deveria entrar, segundo a Empiricus

4 de maio de 2026 - 15:05

Considerando a receita dos novos imóveis, a casa de análise enxerga potencial de geração de valor no médio prazo

SEM PROPOSTA

CVC (CVCB3) em alta na bolsa: companhia de viagens nega ter recebido proposta de aquisição para OPA

4 de maio de 2026 - 10:42

O comunicado é uma resposta à notícia de que a controladora da Decolar considerava fazer uma oferta pela operadora brasileira de turismo

RECICLANDO O PORTFÓLIO

LOG (LOGG3) fecha maior venda da história com acordo de R$ 1,02 bilhão com FII do Itaú; veja os detalhes da operação

4 de maio de 2026 - 10:05

A operação envolve a alienação de 11 empreendimentos logísticos e reforça a estratégia de reciclagem de portfólio da companhia

SADIA HALAL

IPO de US$ 2 bilhões a caminho: MBRF (MBRF3) dá passo final para colocar uma gigante na bolsa; veja detalhes

4 de maio de 2026 - 9:11

A companhia anunciou que concluiu o acordo com o fundo soberano da Arábia Saudita para criação da Sadia Halal. O próximo passo é o IPO na bolsa de lá, com valor de mercado estimado ultrapassando os US$ 2 bilhões

NOVAS MÁXIMAS

Bolsas de NY renovam recordes com esperança em relação à guerra no Irã; Nasdaq fecha acima dos 25 mil pontos pela primeira vez

1 de maio de 2026 - 18:26

Balanços corporativos também mexeram com índices de ações norte-americanos; petróleo caiu com possível acordo entre Irã e EUA

SOBE E DESCE

Duas siderúrgicas e um estranho no ninho: o que levou Usiminas (USIM5), Hapvida (HAPV3) e Gerdau (GGBR4) às maiores altas do Ibovespa em abril?

1 de maio de 2026 - 15:32

Já o carro das ações com pior desempenho foi puxado pela MBRF; veja os rankings completos das melhores e piores ações do mês

MAÇÃ DE OURO

Ação da Apple (AAPL) sobe depois de alta de quase 20% no lucro com sucesso do iPhone 17; saiba qual é o risco no horizonte

1 de maio de 2026 - 11:48

A falta de chips não é o único obstáculo da inteligência artificial para as empresas de tecnologia, que mostram que a corrida pela IA vai custar caro

SD ENTREVISTA

Bolsa brasileira não está barata, mas vale a pena pagar mais caro por boas empresas, afirma gestor da Itaú Asset

30 de abril de 2026 - 16:05

Ao Seu Dinheiro, Rodrigo Koch, responsável pelas estratégias de ações da família Optimus, explica por que trocou a busca por “barganhas” pela segurança da liquidez

INADIMPLÊNCIA NO ARRANHA-CÉU

FII BMLC11 leva calote e move ação de despejo contra locatária do prédio mais alto do RJ; entenda os impactos nos dividendos

30 de abril de 2026 - 11:40

O espaço ocupado pela empresa representa cerca de 2% da área bruta locável (ABL) do BMLC11, o que limita o impacto operacional

RENDA EXTRA PARA COMPRAS

Iguatemi (IGTI11) prevê investimentos e dividendos milionários para 2026; confira o anúncio da operadora de shopping centers

30 de abril de 2026 - 11:01

A Iguatemi publica seu balanço do primeiro trimestre de 2026 (1T26) em 5 de maio e pode apresentar, de acordo com o Itaú BBA, crescimento de 9,6% na receita líquida

PRESSÃO TOTAL

O dia em que o otimismo evaporou da bolsa, fez o Ibovespa fechar no pior nível em um mês e Nova York sucumbir

29 de abril de 2026 - 17:53

No câmbio, o dólar à vista fechou em alta, voltando a ficar acima dos R$ 5,00; confira o que mexeu com os mercados nesta quarta-feira (29)

JOIA RARA

Bradsaúde (ODPV3) faz olhos do Itaú BBA brilharem, que eleva a recomendação para compra; mas entenda qual é o risco

29 de abril de 2026 - 15:45

O Itaú BBA acredita que é uma uma operadora líder geradora de caixa, investimentos hospitalares de alto retorno e um perfil atrativo de dividendos

TOUROS E URSOS #268

O dólar está ‘no limite’? Por que este gestor especialista em câmbio não vê muito mais espaço para queda

29 de abril de 2026 - 14:30

Alfredo Menezes, CEO e CIO da Armor Capital, participou da edição desta semana do podcast Touros e Ursos. Para ele, a moeda norte-americana já se aproxima de um piso e tende a encontrar resistência para cair muito além dos níveis atuais

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar
Jul.ia
Jul.ia
Jul.ia

Olá, Eu sou a Jul.ia, Posso te ajudar com seu IR 2026?

FAÇA SUA PERGUNTA
Dúvidas sobre IR 2026?
FAÇA SUA PERGUNTA
Jul.ia
Jul.ia