🔴 TOUROS E URSOS: A AÇÃO QUE QUASE DOBROU E FOI UM TOURO EM 2025 – ASSISTA AGORA

Olivia Bulla

Olivia Bulla

Olívia Bulla é jornalista, formada pela PUC Minas, e especialista em mercado financeiro e Economia, com mais de 10 anos de experiência e longa passagem pela Agência Estado/Broadcast. É mestre em Comunicação pela ECA-USP e tem conhecimento avançado em mandarim (chinês simplificado).

A Bula do Mercado

Mercado monitora focos de tensão

Protestos em Hong Kong e crise na Argentina somam-se às preocupações com guerra comercial e crescimento econômico global

Olivia Bulla
Olivia Bulla
13 de agosto de 2019
5:31 - atualizado às 9:43
Cresce lista de focos de tensão e investidores buscam proteção em ativos seguros

O fluxo de notícias não dá trégua ao mercado financeiro, que monitora os diversos focos de tensão espalhados pelo mundo. À guerra comercial entre Estados Unidos e China, que afeta as perspectivas do crescimento global e mantém o sentimento de aversão ao risco, somam-se os protestos pró-democracia em Hong Kong e, agora, a crise na Argentina.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Com isso, o sinal negativo volta a prevalecer entre as bolsas nesta terça-feira. Na Ásia, a tensão em Hong Kong manteve os investidores na defensiva, à medida que o protestos continuavam, mas em menor escala. O índice Hang Seng caiu 2%, liderando a perdas na região, enquanto Tóquio cedeu 1% e Xangai recuou 0,6%, após o Banco Central chinês (PBoC) fixar a taxa de referência do yuan acima de 7 por dólar pelo quarto dia seguido, a 7,0326.

No Ocidente, as principais bolsas europeias são negociadas em queda pela terceira sessão consecutiva, com as ações de bancos entre os destaques de baixa. Entre as commodities, o petróleo cai. Os índices futuros das bolsas de Nova York também amanheceram no vermelho, atentos também à inclinação negativa da curva de juros norte-americana, com o rendimento (yield) do título longo de 30 anos (T-bond) aproximando-se da mínima histórica.

Além de sinalizaram uma busca por proteção, bem como os riscos de uma recessão econômica nos EUA à frente, juros negativos no país sugerem, ao menos, certa disfuncionalidade monetária. Ou seja, os vários estímulos já lançados pelo Federal Reserve não permitiram um ajuste nos preços dos ativos, sustentando-os artificialmente. Assim, taxas negativamente inclinadas coincidem com quedas abruptas em Wall Street.

O fato de que a economia global está vendo uma desaceleração sincronizada, em meio à escalada da tensão entre EUA e China e às várias frentes da guerra (comercial, cambial, tecnológica), e de que os bancos centrais estão sem criatividade para conter o impacto da disputa turva o cenário à frente. Ou, ao menos, as projeções econômicas mais otimistas.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Soma-se a isso os receios relacionados ao agravamento das manifestações pró-democracia em Hong Kong contra o governo da ilha, ligado a Pequim. O governo chinês ainda respeita certo grau de autonomia da ex-colônia britânica, sob a política de “um país, dois sistemas”. Mas é difícil não pensar em intervenção do Exército se os atritos entre manifestantes e a polícia continuarem assim.

Leia Também

Não obstante, a derrota acachapante do presidente argentino, Mauricio Macri, nas eleições primárias para o candidato da oposição, Alberto Fernández, tem chances de impactar o mercado doméstico, nos moldes do que foi visto ontem. Por mais que o Brasil esteja “longe” de uma comparação com o país vizinho, é grande o risco de contaminação, uma vez que se trata do terceiro maior parceiro comercial do país, atrás apenas de China e EUA.

Los Hermanos

Passado o susto com a Argentina, os investidores tentam ver alguma luz no fim do túnel. Dado que é baixa a probabilidade de reversão até a eleição oficial no país vizinho, em outubro, os mercados financeiros tentam se concentrar na formação de governo de Fernández e na agenda econômica dele.

Para economistas, está dada a receita para uma catástrofe e um calote (default) da dívida externa do país é inevitável. Se com uma forte recessão econômica, a inflação em alta e a ausência de reservas internacionais já seria difícil endereçar os problemas argentinos com um candidato liberal, imagina com um que tem Cristina Kirchner como vice na chapa...

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ontem, o contágio do país vizinho ao ativos brasileiros se sobrepôs ao otimismo local com a agenda de reformas. Como resultado, o dólar superou a marca de R$ 4,00 durante a sessão, mas fechou abaixo desse nível, ao passo que o Ibovespa defendeu os 100 mil pontos, amparado pela perspectiva de novos cortes na Selic.

De qualquer forma, trata-se de mais um fator a trazer volatilidade ao mercado doméstico no curto prazo, testando o otimismo local com o caráter reformista do Congresso e a agenda de privatizações/desburocratização do governo Bolsonaro. Afinal, a difícil reversão de Macri é um elemento negativo para a América Latina, afastando ainda mais o capital estrangeiro do risco na região e dificultando a tentativa de recuperação da economia brasileira.

Dados no exterior em foco

A agenda econômica está esvaziada no Brasil nesta terça-feira. Mas em meio a tantos focos de tensão no mercado financeiro deve ser difícil os investidores concentrarem-se apenas nos números da inflação ao consumidor norte-americano (CPI) em julho (9h30).

O indicador é o grande destaque do calendário do dia hoje e pode calibrar as apostas sobre o rumo dos juros nos Estados Unidos no mês que vem. Mas também merece atenção o índice ZEW de sentimento econômico na zona do euro, logo cedo, e os dados sobre a atividade na indústria e no varejo chinês no mês passado, à noite.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
HORA DE BOTAR A MÃO NA MASSA?

Pão de Açúcar (PCAR3) tem novo CEO depois de meses com cargo ‘vago’. Ele vai lidar com o elefante na sala?

5 de janeiro de 2026 - 11:15

Alexandre Santoro assume o comando do Grupo Pão de Açúcar em meio à disputa por controle e a uma dívida de R$ 2,7 bilhões

AÇÃO DO MÊS

Nem banco, nem elétrica: ação favorita para janeiro de 2026 vem do canteiro de obras e está sendo negociada com desconto

5 de janeiro de 2026 - 6:03

Com um desconto de 27,18% no último mês, a construtora recebeu três recomendações entre os nove bancos e corretoras consultados pelo Seu Dinheiro

QUEDA FORTE NA BOLSA

Ação da Azul (AZUL54) em queda livre: por que os papéis estão sendo dizimados na bolsa, com perdas de 50% só hoje (2)?

2 de janeiro de 2026 - 17:31

Papéis derretem na bolsa após o mercado precificar os efeitos do Chapter 11 nos EUA, que envolve conversão de dívidas em ações, emissão massiva de novos papéis, fim das preferenciais e forte diluição para os atuais acionistas

R$ 1,2 BILHÃO

Dasa (DASA3): vender ativos por metade do preço pago foi um bom negócio? Analistas respondem

2 de janeiro de 2026 - 15:19

Papéis chegaram a disparar com a venda de ativos, mas perderam força ao longo do dia; bancos avaliam que o negócio reduz dívida, ainda que com desconto relevante

COMEÇOU MAL

Minerva (BEEF3) e MBRF (MBRF3) caem forte com tarifas da China sobre a carne bovina brasileira

2 de janeiro de 2026 - 14:47

País asiático impôs uma tarifa de 55% às importações que excederem a cota do Brasil, de 1,1 milhão de toneladas

RETROSPECTIVA DO IFIX

FIIs de galpões logísticos foram os campeões de 2025; confira o ranking dos melhores e piores fundos imobiliários do ano

2 de janeiro de 2026 - 6:03

Entre os destaques positivos do IFIX, os FIIs do segmento de galpões logísticos vêm sendo beneficiados pela alta demanda das empresas de varejo

MENOS DINHEIRO NO BOLSO

Petrobras (PETR4): por que ação fechou o ano no vermelho com o pior desempenho anual desde 2020

31 de dezembro de 2025 - 17:27

Não foi só o petróleo mais barato que pesou no humor do mercado: a expectativa em torno do novo plano estratégico, divulgado em novembro, e dividendos menos generosos pesaram nos papéis

VEJA A LISTA COMPLETA

As maiores quedas do Ibovespa em 2025: o que deu errado com Raízen (RAIZ4), Hapvida (HAPV3) e Natura (NATU3)?

31 de dezembro de 2025 - 7:30

Entre balanços frustrantes e um cenário econômico hostil, essas companhias concentraram as maiores quedas do principal índice da bolsa brasileira

ACABOU O RALI?

Ouro recua quase 5% e prata tomba quase 9% nesta segunda (29); entenda o que aconteceu com os metais preciosos

29 de dezembro de 2025 - 18:07

Ouro acumula alta de 66% em 2025, enquanto a prata avançou cerca de 145% no ano

RESUMO DOS MERCADOS

Na reta final de 2025, Ibovespa garante ganho de 1,5% na semana e dólar acompanha 

27 de dezembro de 2025 - 9:15

A liquidez reduzida marcou as negociações na semana do Natal, mas a Selic e o cenário eleitoral, além da questão fiscal, continuam ditando o ritmo do mercado brasileiro

A MIGRAÇÃO COMEÇOU?

Apetite por risco atinge o maior nível desde 2024, e investidores começam a trocar a renda fixa pela bolsa, diz XP

26 de dezembro de 2025 - 15:05

Levantamento com assessores mostra melhora no sentimento em relação às ações, com aumento na intenção de investir em bolsa e na alocação real

ÍNDICE RENOVADO

Perto da privatização, Copasa (CSMG3) fará parte do Ibovespa a partir de janeiro, enquanto outra ação dá adeus ao índice principal

26 de dezembro de 2025 - 9:55

Terceira prévia mostra que o índice da B3 começará o ano com 82 ativos, de 79 empresas, e com mudanças no “top 5”; saiba mais

CENÁRIOS ALTERNATIVOS

3 surpresas que podem mexer com os mercados em 2026, segundo o Morgan Stanley

25 de dezembro de 2025 - 14:00

O banco projeta alta de 13% do S&P 500 no próximo ano, sustentada por lucros fortes e recuperação gradual da economia dos EUA. Ainda assim, riscos seguem no radar

TOUROS E URSOS #253

Ursos de 2025: Banco Master, Bolsonaro, Oi (OIBR3) e dólar… veja quem esteve em baixa neste ano na visão do Seu Dinheiro

24 de dezembro de 2025 - 8:00

Retrospectiva especial do podcast Touros e Ursos revela quem terminou 2025 em baixa no mercado, na política e nos investimentos; confira

AINDA MAIS PRECIOSOS

Os recordes voltaram: ouro é negociado acima de US$ 4.450 e prata sobe a US$ 69 pela 1ª vez na história. O que mexe com os metais?

22 de dezembro de 2025 - 12:48

No acumulado do ano, a valorização do ouro se aproxima de 70%, enquanto a alta prata está em 128%

BOMBOU NO SD

LCIs e LCAs com juros mensais, 11 ações para dividendos em 2026 e mais: as mais lidas do Seu Dinheiro

21 de dezembro de 2025 - 17:10

Renda pingando na conta, dividendos no radar e até metas para correr mais: veja os assuntos que dominaram a atenção dos leitores do Seu Dinheiro nesta semana

B DE BILHÃO

R$ 40 bilhões em dividendos, JCP e bonificação: mais de 20 empresas anunciaram pagamentos na semana; veja a lista

21 de dezembro de 2025 - 16:01

Com receio da nova tributação de dividendos, empresas aceleraram anúncios de proventos e colocaram mais de R$ 40 bilhões na mesa em poucos dias

APÓS UMA DECISÃO JUDICIAL

Musk vira primeira pessoa na história a valer US$ 700 bilhões — e esse nem foi o único recorde de fortuna que ele bateu na semana

21 de dezembro de 2025 - 11:30

O patrimônio do presidente da Tesla atingiu os US$ 700 bilhões depois de uma decisão da Suprema Corte de Delaware reestabelecer um pacote de remuneração de US$ 56 bilhões ao executivo

DESTAQUES DA SEMANA

Maiores quedas e altas do Ibovespa na semana: com cenário eleitoral e Copom ‘jogando contra’, índice caiu 1,4%; confira os destaques

20 de dezembro de 2025 - 16:34

Com Copom firme e incertezas políticas no horizonte, investidores reduziram risco e pressionaram o Ibovespa; Brava (BRAV3) é maior alta, enquanto Direcional (DIRR3) lidera perdas

OS MAIORES DO ANO

Nem o ‘Pacman de FIIs’, nem o faminto TRXF11, o fundo imobiliário que mais cresceu em 2025 foi outro gigante do mercado; confira o ranking

19 de dezembro de 2025 - 14:28

Na pesquisa, que foi realizada com base em dados patrimoniais divulgados pelos FIIs, o fundo vencedor é um dos maiores nomes do segmento de papel

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar