🔴 ONDE INVESTIR EM MARÇO: ESPECIALISTAS TRAZEM INSIGHTS SOBRE MACRO, AÇÕES, RENDA FIXA, FIIS E CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Olivia Bulla

Olivia Bulla

Olívia Bulla é jornalista, formada pela PUC Minas, e especialista em mercado financeiro e Economia, com mais de 10 anos de experiência e longa passagem pela Agência Estado/Broadcast. É mestre em Comunicação pela ECA-USP e tem conhecimento avançado em mandarim (chinês simplificado).

A Bula do Mercado

Mercados ecoam decisão de BCs

Fed e Copom agem dentro do esperado e BC brasileiro indica “ajuste adicional no grau de estímulo”

Olivia Bulla
Olivia Bulla
1 de agosto de 2019
5:17 - atualizado às 9:44
Enquanto isso, trapalhada de Powell mantém ativos de risco no exterior sob pressão

O mês de agosto começa com o mercado financeiro repercutindo as decisões dos bancos centrais dos Estados Unidos (Fed) e do Brasil (Copom) ontem. Ambos agiram dentro do esperado e reduziram suas respectivas taxas de juros em 0,25 ponto e 0,50 ponto porcentual (pp) - embora também houvesse argumentos para uma queda menor da Selic.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Mas enquanto o presidente do Fed, Jerome Powell, atrapalhou-se na coletiva de imprensa e não conseguiu explicar se o corte dava início (ou não) a um ciclo de queda, o comunicado do Copom não deixou dúvidas de que vem mais por aí, ao afirmar que o cenário permite “ajuste adicional no grau de estímulo”.

Ainda assim, o Comitê fez uma ressalva, enfatizando que essa avaliação “não restringe sua próxima decisão”. Mas a sinalização de que a Selic pode cair ainda mais neste ano, após renovar a mínima histórica para 6,00% ao final da reunião de julho, deve ser suficiente para aliviar o impacto da decisão do Fed, horas antes.

Com isso, a Bolsa brasileira deve se recuperar hoje da queda de pouco mais de 1% na última sessão do mês passado, afastando-se do limiar dos 100 mil pontos, e os juros futuros tendem a calibrar as apostas quanto ao ciclo total de cortes, que pode superar 1 pp até dezembro. Já o dólar pode sofrer pressão para cima, após ultrapassar os R$ 3,80 na véspera.

Afinal, se os juros norte-americanos não caírem mais e a taxa básica brasileira seguir ladeira abaixo, a atratividade no diferencial entre as taxas de juros pagas aqui frente ao praticado no exterior tende a ser menor, desvalorizando o real contra o dólar. Esse entendimento tende a trazer certo nervosismo aos negócios com moedas no curto prazo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Corta ou não corta?

Ainda mais após as declarações confusas de Powell, na esteira da decisão do Comitê do Fed (Fomc) de reduzir a taxa dos Fed Funds para o intervalo entre 2,00% e 2,25%, no primeiro corte desde a crise de 2008. Durante a entrevista coletiva, o presidente do BC disse que a decisão de cortar os juros era apenas um “ajuste” no meio de um ciclo de política monetária e não sinaliza, necessariamente, o início de um processo de afrouxamento.

Leia Também

A fala foi interpretada como um sinal de que não haverá novas reduções no curto prazo, jogando um balde de água fria nos investidores - e no presidente Donald Trump, que gostariam de ver o juro nos EUA ainda menor rapidamente, em meio à expectativa de suporte ao mercado financeiro por parte do Fed. Foi o suficiente para jogar as bolsas para baixo e fortalecer o dólar, enquanto o juro projetado pelo papel de dois anos (T-bill) subia.

Depois, ainda na sessão de perguntas e respostas aos jornalistas, Powell tentou contornar a situação, afirmando não ter dito que é “apenas um corte na taxa”. Segundo ele, não se trata de “iniciar um longo ciclo de cortes”, mas podem haver novas quedas. Porém, em um desastre absoluto, o presidente do Fed disse que também não se pode “assumir” que o juro nos EUA não vai mais subir de novo.

Enquanto a credibilidade do Fed derretia a olho nu, Powell tentava justificar sua fala nas condições ainda robustas da economia norte-americana, destacando o “aspecto de seguro” do corte nos juros promovido ontem e indicando que a próxima queda não será tão iminente. Para ele, a decisão de ontem visa apoiar o crescimento econômico dos EUA, que segue sólido, e evitar os riscos negativos, vindos, principalmente, da guerra comercial.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Para Trump, Powell, “como de costume, decepcionou”. Segundo o chefe da Casa Branca, o que o mercado queria ouvir de Jay e do Fed era que seria o começo de um “longo e agressivo” ciclo de corte de juros que acompanharia a China, a União Europeia e outros países ao redor do mundo. “Eu certamente não estou recebendo muita ajuda do Federal Reserve!”, disse, pelo Twitter.

Exterior sob pressão

O sell-off visto ontem em Wall Street, onde os principais índices de ações das bolsas norte-americanas fecharam em queda de mais de 1%, penalizou a sessão na Ásia. Hong Kong e Xangai lideraram as perdas, enquanto Tóquio teve leve alta, após Powell minar as esperanças de que o Fed está preparado para continuar cortando os juros dos EUA.

O fato de a decisão de ontem não ter sido unânime, com dois votos pela manutenção da taxa norte-americana, também pesa nos ativos. Mas os índices futuros em Nova York tentam se esquivar do sinal negativo e ensaiam ganhos nesta manhã, beneficiando a abertura do pregão europeu.

Em um movimento épico, em que o todo-poderoso Trump exige um corte no juro pelo Fed, o que se vê mesmo é o dólar negociado nos maiores níveis em dois meses. O iene sobe e o euro cai, ao passo que ouro cai mais de 1%. O petróleo também tem queda acelerada. Nos bônus, o juro projeto pelo papel de dois anos segue em alta firme, perto da faixa de 1,9%.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Passado o evento envolvendo o Fed, as atenções dos investidores seguem nas negociações comerciais entre EUA e China. Com poucos sinais de progresso concreto na mais recente rodada, em Xangai, realizada pela primeira vez desde o encontro do G-20, no fim de junho, as delegações de ambos os países planejam se encontrar novamente no início de setembro.

Mas uma solução para o conflito entre as duas maiores economias do mundo ainda parece distante. Na melhor hipótese, uma trégua tarifária temporária pode ser alcançada ainda em 2019, sendo que as principais diferenças, envolvendo tecnologia, tendem a permanecer. Além disso, o foco segue na atual temporada de balanços nos EUA, em meio à espera pelos dados oficiais sobre o mercado de trabalho (payroll) no país, amanhã.

Agenda segue forte

Mais um banco central decide hoje sobre os juros, desta vez, o BC inglês (BoE). O anúncio será feito logo cedo, às 8h, e será seguido de uma entrevista coletiva do presidente, Mark Carney (8h30). A previsão, originalmente, era de manutenção da taxa em 0,75%. Porém, após a decisão do Fed e diante dos crescentes riscos de um hard Brexit em outubro, o que derruba a libra, o BoE também pode se ver obrigado a agir.

Entre os indicadores econômicos, a agenda traz uma série de dados de atividade da indústria. A produção nacional em junho será conhecida às 9h e a expectativa é de queda, no confronto mensal, reforçando os sinais de retomada lenta e gradual da economia brasileira.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

No exterior, logo cedo, saem as leituras finais de julho do índice dos gerentes de compras (PMI) do setor industrial na Europa. Também pela manhã, nos EUA, serão conhecidos o índices PMI e ISM da indústria de transformação no mês passado (10h45 e 11h) e os pedidos semanais de auxílio-desemprego feitos no país (9h30).

Na safra brasileira de balanços, destaque para os resultados financeiros da Gol, antes da abertura do pregão local, e da Petrobras, após o fechamento da sessão. Enquanto para a companhia aérea projeta-se um prejuízo líquido ao redor de R$ 20 milhões, para a petrolífera a estimativa é de um ganho robusto de quase R$ 10 bilhões em três meses.

Ontem à noite, a Vale decepcionou, ao encerrar o segundo trimestre deste ano com um prejuízo líquido de US$ 133 milhões, ante previsão de lucro acima de US$ 2,5 bilhões. Segundo a mineradora, o resultado ainda foi influenciado pelo impacto da ruptura da barragem de Brumadinho, em Minas Gerais. Foi o segundo trimestre seguido de prejuízo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
MERCADOS

Sem colete à prova de balas, Ibovespa cai mais de 2% e dólar vai às máximas do dia; bolsa sangra com Irã-EUA e fogo amigo do IPCA 

12 de março de 2026 - 12:47

Bolsas ao redor do mundo sentiram os efeitos do novo capítulo do conflito no Oriente Médio, enquanto o barril do Brent voltou a ser cotado aos US$ 100

PEGOU UM SHAPE

Smart Fit (SMFT3) dá salto de 6% na bolsa. Para o BTG, a era fitness pode gerar lucro de 56% aos investidores

11 de março de 2026 - 16:41

A rede teve um salto de quase 20% no lucro líquido recorrente do 4º trimestre de 2025 e planeja abrir até 350 de academias neste ano

INVESTIMENTOS

Recuperação extrajudicial do GPA (PCAR3) acende alerta em fundo imobiliário; varejista responde por 22% da receita do FII

11 de março de 2026 - 14:15

GPA afirma estar adimplente com o FII; acordos firmados entre fundos imobiliários e grandes empresas costumam incluir mecanismos de proteção para os proprietários dos imóveis

CRESCIMENTO FRACO

Dividendos da Telefônica (VIVT3) vão minguar? UBS alerta que sim. Entenda por que o banco agora recomenda venda das ações

11 de março de 2026 - 11:30

Relatório aponta desaceleração na geração de caixa da dona da Vivo e avalia que dividendos e valuation já não compensam o menor crescimento esperado

O FLUXO NÃO PAROU

R$ 42,5 bilhões em dinheiro gringo na B3: guerra não afasta o estrangeiro da bolsa brasileira

10 de março de 2026 - 19:35

O montante considera o período de janeiro até a primeira semana de março e é quase o dobro do observado em 2025, quando os gringos injetaram R$ 25,5 bilhões na B3

MOMENTO DE DECISÃO

Depois do rali do petróleo, vem a dúvida: manter posição ou realizar lucros? Aqui está a resposta

10 de março de 2026 - 19:00

A alta do petróleo animou o mercado, mas um alerta de analistas está chamando atenção; confira o que diz a Genial Investimentos

CONFLITO COM OS DIAS CONTADOS?

A guerra vai acabar? Verde diz o que pode parar Trump no Irã — e não é a disparada do petróleo

10 de março de 2026 - 12:35

Na carta de fevereiro, o fundo de Stuhlberger avalia o conflito no Oriente Médio e diz quais as peças do tabuleiro foram mexidas — o lendário investidor deu tchau para o euro

O CÉU É O LIMITE

Até onde o petróleo pode chegar após atingir o maior nível desde 2022?

9 de março de 2026 - 18:29

Segundo analistas, os preços da commodity só vão se acomodar se ficar claro para o mercado quanto tempo o conflito no Oriente Médio vai durar

EM BUSCA DE ABRIGO

Brasil vira porto seguro do UBS: por que o banco suíço está comprado em câmbio, juros e ações brasileiras?

9 de março de 2026 - 18:00

Enquanto o Oriente Médio ferve, o UBS vê o Brasil como um dos emergentes menos expostos ao conflito

AO LADO DA PRIO

O que o gringo vê na Petrobras (PETR4)? Saiba por que a estatal é uma das preferidas entre os investidores estrangeiros

9 de março de 2026 - 15:04

Embora o risco político da Petrobras afete a inclinação dos investidores brasileiros em investir na ação, os estrangeiros são mais otimistas com a ação

REAÇÃO AOS RESULTADOS

O calcanhar de Aquiles da MRV (MRVE3) ainda é o mesmo: o que está por trás da queda forte nas ações após balanço do quarto trimestre?

9 de março de 2026 - 14:19

Resultado do quarto trimestre mostra avanço nas operações de incorporação, mas perdas da Resia continuam pressionando o balanço e preocupando analistas

MERCADOS HOJE

Petróleo dispara com guerra no Oriente Médio, volta aos US$ 100 e coloca mercados em alerta; Focus prevê Selic mais alta no Brasil

9 de março de 2026 - 9:37

Alta da commodity chegou a superar 25% durante a madrugada, empurrou investidores para ativos de proteção e reacendeu temores de inflação e juros altos — inclusive no Brasil

VALE ENTRAR?

Compass, Aegea, BRK: quais são as empresas na fila do IPO e como elas podem não repetir os erros de 2021

9 de março de 2026 - 6:03

A possibilidade de reabertura da janela de IPOs atrai empresas dispostas a abrir o capital, mas movimento nessa direção ainda é tímido

ATENÇÃO, INVESTIDORES

Novos horários da B3: confira a programação da bolsa do Brasil a partir de segunda-feira, 9 de março

8 de março de 2026 - 17:01

Com o início do horário de verão nos Estados Unidos e na Europa, a bolsa brasileira encurta o tempo de negociação para manter a sincronia com os mercados globais

DESTAQUES DA SEMANA

Braskem (BRKM5), Prio (PRIO3) e Petrobras (PETR3) lideram as maiores altas do Ibovespa na semana

7 de março de 2026 - 14:50

Escalada da guerra no Oriente Médio e disparada do petróleo marcaram a semana na bolsa brasileira; veja as ações com maiores altas e quedas

DECEPCIONOU O MERCADO

Tarifaço de Trump afeta lucro da Embraer (EMBJ3) no 4º trimestre de 2025, mesmo com receita recorde; ações caem mais de 5%

6 de março de 2026 - 12:00

A fabricante de aeronaves registrou resultados abaixo do esperado pelo mercado e ações reagem em queda: o que aconteceu com a Embraer?

FII DO MÊS

Fundo imobiliário defensivo para lucrar com juros ainda altos domina as recomendações de analistas para março; saiba qual é 

6 de março de 2026 - 6:04

Veja quais são os fundos imobiliários favoritos dos analistas neste mês e como posicionar sua carteira de FIIs agora

O MAPA DO TESOURO

Onde apostar na bolsa agora? Itaú BBA revela 26 ações que podem brilhar em meio ao caos de mercado em 2026

5 de março de 2026 - 18:10

Mesmo com juros altos e volatilidade global, analistas veem um grupo seleto de empresas capaz de atravessar a turbulência e se valorizar na bolsa neste ano

ONDE INVESTIR

Onde Investir em março: as ações para ganhar com dividendos, uma pimentinha de olho na valorização e os FIIs e criptos favoritos para o mês

4 de março de 2026 - 7:00

Ao Seu Dinheiro, analistas da Empiricus Research recomendaram seus investimentos preferidos para março, entre ações, fundos imobiliários e criptoativos

MERCADOS HOJE

Medo generalizado com Irã vs. EUA toma conta e Ibovespa despenca quase 5%; dólar sobe acima de R$ 5,30

3 de março de 2026 - 12:19

O principal índice de ações do Brasil tomba 4,64% por volta das 12h10, aos 180.518,33 pontos; dólar avança mais de 3,18%, negociado aos R$ 5,3045

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar