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Fernando Pivetti
Fernando Pivetti
Jornalista formado pela Universidade de São Paulo (USP). Foi repórter setorista de Banco Central no Poder360, em Brasília, redator no site EXAME e colaborou com o blog de investimentos Arena do Pavini.
Mercado esperava um lucro

Cyrela pisa feio na bola e decepciona acionistas ao aumentar seu prejuízo no 3º trimestre

Com resultado negativo em R$ 121 milhões, empresa amarga o terceiro trimestre consecutivo de perdas

8 de novembro de 2018
20:06 - atualizado às 20:08

O que já estava ruim, ficou ainda pior. A incorporadora Cyrela Brazil Realty não só amargou seu terceiro prejuízo consecutivo, como ampliou seu revés no 3º trimestre. A companhia apresentou perdas líquidas de R$ 121 milhões, número cerca de 17 vezes maior do que o registrado no mesmo período de 2017 (R$ 7 milhões).

O resultado ficou totalmente fora do esperado pelo mercado. Os analistas consultados pela Bloomberg projetavam, em média, um lucro líquido de R$ 11,8 milhões no trimestre.

Desde o início do ano, a Cyrela vem colecionando dados negativos: no 1º trimestre, prejuízo de R$ 32,8 milhões; no 2º, prejuízo de R$ 11,7 milhões; e agora no 3º mais um tombo de R$ 121 milhões.

Segundo o balanço, dentro do conjunto de impactos negativos para a companhia estão: R$ 29 milhões com impairment de um terreno no Rio de Janeiro; perda de R$ 31 milhões com novas contingências; e R$ 94 milhões referentes a despesas reparatórias na região Nordeste, sendo R$ 32 milhões já desembolsados e R$ 62 milhões em virtude de provisão realizada.

Além disso, o resultado financeiro líquido foi negativo em R$ 1 milhão, revertendo ganho de R$ 12 milhões registrado um ano antes.

Nem tudo é tempestade

Por outro lado, a receita líquida totalizou R$ 725 milhões, o que representa uma alta de 21,2% na mesma base de comparação, reflexo do maior volume de operações de lançamentos e vendas nos últimos meses. A companhia não divulga o indicador Ebitda (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização).

O resultado líquido da Cyrela também contou com ganhos de R$ 24 milhões referente à participação na Cury e R$ 28 milhões de consumo provisão para risco de crédito referente aos distratos.

*Com Estadão Conteúdo.

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