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BRF e Marfrig têm forte queda na bolsa após Arábia Saudita anunciar cortes em unidades de carne brasileiras

Papéis das processadoras de carnes lideravam as quedas do Ibovespa, com perda de mais de 4%

22 de janeiro de 2019
15:08 - atualizado às 17:00
Unidades da BRF e da JBS entraram na lista de cortes sauditaImagem: Geraldo Bubniak/AGB-Estadão Conteúdo

Após participarem de reunião no Ministério da Agricultura, diretores da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), confirmaram que a Arábia Saudita descredenciou 33 unidades habilitadas a exportar carne de frango para o país, de um total de 58. A informação foi antecipada pelo jornal Folha de S.Paulo. Segundo o presidente da ABPA e ex-ministro da Agricultura, Francisco Turra, nem todas essas unidades estavam de fato exportando para a Arábia Saudita. Ainda assim, elas representam 30% do volume que atualmente é vendido para o país.

A associação ainda está avaliando quem foi atingido, mas afirmou que na lista estão unidades da JBS e BRF. A lista foi enviada pelas autoridades da Arábia Saudita ontem à noite ao governo brasileiro.

Em nota, a entidade informou que as empresas autorizadas constam de uma lista divulgada pelos sauditas. "As razões informadas para a não-autorização das demais plantas habilitadas decorrem de critérios técnicos", acrescentou a ABPA. Até o momento, planos de ação corretiva estão em implementação para a retomada das autorizações, disse a associação.

Com a decisão, as ações ordinárias da Marfrig lideravam as quedas do Ibovespa, com perda de 4,31% às 16h30. Papéis da BRF vinham logo atrás, com queda de 4,16%. Já as ações ON da JBS recuavam apenas 1,09%, ajudadas pela informação de que a China teria aceitado a proposta de exportadores brasileiros de carne de frango para encerrar uma disputa antidumping.

Reuniões entre governos

A ABPA também afirma que está em contato com o governo brasileiro para que, em tratativa com o reino da Arábia Saudita, sejam solucionados os eventuais questionamentos e incluídas as demais plantas.

A reunião desta terça-feira estava agendada e fazia parte de encontros periódicos, mas ganhou importância e o tema dominante foi a decisão da Arábia Saudita. Estiveram presentes o secretário de Defesa Agropecuária José Guilherme Leal e o embaixador Orlando leite. A ABPA deve ter mais uma agenda no ministério, ainda esta tarde. Desta vez, o encontro será com a ministra Tereza Cristina.

Retaliação a Bolsonaro?

De acordo com o secretário-geral da Liga Árabe, Amr Moussa, a decisão da Arábia Saudita de suspender a compra de carne de frango do Brasil seria uma retaliação à ideia estudada pelo governo Bolsonaro de mudar a embaixada brasileira em Israel de Tel-Aviv para Jerusalém. A informação foi divulgada pelo executivo durante as reuniões do Fórum Econômico Mundial, em Davos.

Já o vice-presidente e diretor técnico da ABPA Rui Vargas disse que o documento enviado pela Arábia Saudita não revela os motivos do descredenciamento. Em sua avaliação, a decisão não estaria associada a questões envolvendo uma eventual mudança da embaixada do Brasil em Israel. Para Turra, esse é um movimento de proteção do mercado doméstico já que a Arábia Saudita vem incrementando a produção local de frangos.

*Com Estadão Conteúdo.

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