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Vinícius Pinheiro

Vinícius Pinheiro

Diretor de redação do Seu Dinheiro. Formado em jornalismo, com MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela FIA, trabalhou nas principais publicações de economia do país, como Valor Econômico, Agência Estado e Gazeta Mercantil. É autor dos romances "O Roteirista", "Abandonado" e "Os Jogadores"

Vai dobrar a meta?

Acelerou! Banco Inter chega a 2 milhões de clientes da conta digital

O ritmo de expansão não dá sinais de que vai arrefecer. No primeiro trimestre, o aplicativo do banco teve 2 milhões de downloads, crescimento anual de 279%

Vinícius Pinheiro
Vinícius Pinheiro
11 de abril de 2019
10:29 - atualizado às 11:06
Home broker Banco Inter
Aplicativo do Banco Inter - Imagem: Divulgação

Prestes a completar um ano da abertura de capital na bolsa, o Banco Inter atingiu mais um marco, ao ultrapassar a marca de 2 milhões de correntistas.

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O crescimento do Banco Inter é puxado pela conta digital sem a cobrança de tarifas. O número de abertura de contas nos três primeiros meses deste ano foi recorde e chegou a 489 mil. Em março, o Banco Inter abriu 8,5 mil contas por dia útil em média.

Em entrevista ao Seu Dinheiro em novembro, o presidente do Banco Inter, João Vitor Menin, disse que, apenas mantendo o ritmo de crescimento daquela época, que era de 7 mil novas contas diárias, atingiria 3,5 milhões de clientes neste ano. Esse número é equivalente a 10% do Itaú Unibanco, maior banco privado do país.

O ritmo de expansão do Inter não dá sinais de que vai arrefecer. No primeiro trimestre, o aplicativo do banco teve 2 milhões de downloads, crescimento anual de 279%.

De onde vem a receita?

Se o Banco Inter não cobra tarifas, como faz para ganhar dinheiro? Uma das fontes de receita vem da concessão de crédito, e a expansão da base ajuda a instituição tanto a reduzir os custos de captação como para aumentar os financiamentos.

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No primeiro trimestre, a originação de crédito do banco foi de R$ 761 milhões, alta de 46% em relação ao mesmo período do ano passado.

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O Inter também ganha com as tarifas cobradas de comerciantes nas transações com cartões do banco. O volume nos três primeiros meses do ano atingiu R$ 1,3 bilhão, 3,9 vezes maior do que no primeiro trimestre de 2018.

A maioria das pessoas ainda usa os bancos digitais como uma segunda conta. Mas o Inter se tornou a primeira opção para 41,8 mil de clientes que pediram a portabilidade de salário ao longo do primeiro trimestre deste ano.

Te cuida, XP?

Mas não são apenas os bancos que devem se preocupar com o avanço do Banco Inter. A plataforma de investimentos lançada pela instituição em dezembro alcançou 176 mil clientes ativos no primeiro trimestre e 574 mil transações no mês de março.

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O modelo da plataforma é semelhante à da conta digital, ou seja, sem a cobrança de tarifas, inclusive na negociação de ações. O Home Broker chegou a 10,7 mil clientes ativos, de acordo a prévia operacional divulgada pelo banco.

O Inter aparentemente também vem conseguindo unir o crescimento com a satisfação dos clientes. O índice NPS do banco em março foi de 71 pontos.

Queriam mais?

Quem também não tem do que reclamar são os acionistas do Banco Inter na bolsa. Desde o IPO (sigla em inglês para oferta pública inicial de ações), o valor de mercado do banco mais que triplicou.

A reação inicial aos números de hoje não foi boa, talvez porque os investidores esperassem ainda mais. Por volta das 10h25, as ações (BIDI4) eram negociadas em queda de 2,05%, a R$ 55,00. No mesmo horário, o Ibovespa recuava 0,40%. Na parte da tarde, porém, a situação se inverteu e as ações passaram a subir, enquanto que o principal índice da bolsa aprofundou a queda.

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O grande receio de investidores de fintechs como o Inter e o Nubank é que a satisfação dos clientes não se reflita em resultados. O balanço do primeiro trimestre Inter está programado para sair no dia 29 de abril, após o fechamento da bolsa.

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