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Mesmo com juros altos e volatilidade global, analistas veem um grupo seleto de empresas capaz de atravessar a turbulência e se valorizar na bolsa neste ano
Depois de meses de volatilidade e mudanças bruscas de humor nos mercados, muitos investidores passaram a olhar para a bolsa com mais cautela. Entre juros ainda elevados, dúvidas fiscais no Brasil e turbulências no cenário internacional — com direito à escalada das tensões geopolíticas —, o mercado de ações virou uma espécie de teste de nervos para o investidor.
Mas é justamente nesses momentos de maior ruído que costumam surgir as oportunidades mais interessantes.
Na visão do Itaú BBA, a turbulência recente abriu espaço para identificar empresas que podem atravessar o cenário mais desafiador e entregar crescimento relevante nos próximos anos.
Em um novo relatório, o banco reuniu 26 ações que considera bem posicionadas para 2026, espalhadas por diferentes setores da economia — de bancos e tecnologia a energia, commodities e consumo.
A seleção mistura pesos-pesados do mercado, como Vale (VALE3), Suzano (SUZB3) e Mercado Livre (MELI34), e empresas menores que vêm ganhando destaque entre os analistas.
A ideia do Itaú BBA é identificar companhias que, mesmo em um ambiente macroeconômico mais complexo, tenham capacidade de continuar expandindo receitas, lucros e geração de caixa.
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Embora não se limite a setores, o banco identifica alguns elementos em comum entre as empresas selecionadas. A primeira característica é a exposição a tendências estruturais da economia, como transição energética, crescimento do consumo global de proteínas e avanço da tecnologia.
A segunda é a capacidade de gerar retorno consistente sobre o capital, mesmo em cenários mais desafiadores.
Se todas as empresas listadas no relatório fossem reunidas em um portfólio igualmente ponderado, o conjunto teria potencial de apresentar:
Além disso, a carteira apresenta retorno médio sobre patrimônio (ROE) de cerca de 18,5%, com um dividend yield estimado em 4,3%.
Tudo isso negociado a um múltiplo preço/lucro próximo de 14 vezes, considerado pelo banco próximo da média histórica e relativamente atrativo quando comparado a outros mercados globais, que hoje operam com prêmios de risco mais elevados.
Em outras palavras: mesmo depois de tanta turbulência, ainda há empresas com espaço para acelerar resultados — e potencialmente recompensar investidores pacientes.
Para montar essa seleção, o Itaú BBA distribuiu suas apostas por diferentes setores, combinando empresas defensivas, geradoras de caixa e nomes de crescimento mais acelerado.
A ideia é equilibrar o portfólio entre negócios mais previsíveis e companhias com potencial de expansão mais forte.
JBS
A JBS é vista como uma exposição defensiva de alta qualidade, se beneficiando da plataforma global diversificada que reduz a volatilidade das margens.
O principal gatilho para a empresa é a conclusão de sua listagem nos EUA, o que deve gerar uma reclassificação de seus múltiplos em relação aos pares globais e atrair fluxos de índices americanos, segundo o banco.
Além disso, a tese da JBS está ligada ao ciclo favorável das proteínas animais. O Itaú BBA vê espaço para melhora de margens em diferentes geografias, além de potencial valorização caso a companhia avance com sua estratégia de listagem internacional.
3tentos (TTEN3)
Enquanto isso, a 3tentos (TTEN3) se destaca por sua plataforma integrada que combina varejo, processamento de soja e trading, permitindo compensar momentos de baixa nas commodities.
A companhia se beneficia da forte presença no agronegócio brasileiro, com atuação integrada em insumos, originação de grãos e produção de biodiesel.
A expectativa é de crescimento sustentado com expansão da base de clientes e ganho de escala. Seu plano de expansão agressivo para o Mato Grosso é o motor de crescimento para os próximos anos, segundo os analistas.
Bradesco (BBDC4)
O Bradesco (BBDC4) é a escolha principal entre os grandes bancos, impulsionado por uma recuperação acelerada da sua capacidade de receita com crédito e gestão de spreads.
O banco está passando por uma reestruturação de custos e eficiência, enquanto a divisão de seguros mantém rentabilidades (ROE) sólidas entre 20% e 25%.
A expectativa dos analistas é de melhora da rentabilidade com normalização do crédito e ganhos de eficiência operacional.
B3 (B3SA3)
A B3 (B3SA3) surge como a grande beneficiária de uma eventual recuperação do mercado de capitais brasileiro, com alavancagem operacional significativa conforme o volume de negociações e a entrada de capital estrangeiro aumentam com a queda dos juros.
Para o Itaú BBA, a tese da bolsa brasileira combina diversificação de receitas e crescimento estrutural do mercado de capitais. Além das negociações de ações, a companhia vem ampliando negócios em dados, tecnologia e serviços para o sistema financeiro.
Mercado Livre (MELI34)
O Mercado Livre (MELI) continua sua trajetória de dominância no e-commerce latino-americano, utilizando a capilaridade de sua rede logística para ganhar participação de mercado.
Além do comércio, a divisão Mercado Pago já representa 44% das receitas consolidadas, criando um ecossistema com fortes efeitos de rede, segundo os analistas.
O banco vê forte expansão da base de usuários e monetização crescente do ecossistema.
Panvel (PNVL3)
A Panvel (PNVL3) foi incluída como o melhor veículo para surfar o tema da "obesidade", devido ao crescimento robusto das vendas de medicamentos GLP-1, como o Ozempic, um mercado que pode atingir R$ 51 bilhões até 2030, de acordo com o Itaú BBA.
A rede de farmácias tem apresentado crescimento consistente, impulsionado por expansão de lojas e fortalecimento da marca própria. O setor de saúde também tende a ser resiliente mesmo em cenários econômicos mais desafiadores, segundo os analistas.
Smart Fit (SMFT3)
A Smart Fit (SMFT3) é a líder no modelo de academias de baixo custo, com retornos resilientes por unidade e expectativa de maior diluição de despesas operacionais a partir de 2026.
Além disso, a rede de academias continua se beneficiando da expansão da cultura fitness e do modelo de negócios escalável. A tese inclui crescimento internacional e aumento da rentabilidade à medida que novas unidades amadurecem.
Rede D’Or (RDOR3)
A Rede D’Or (RDOR3) demonstra resiliência em seu modelo de hospitais premium e deve aumentar seu poder de negociação no setor através da integração com a SulAmérica e parcerias com a Bradesco Saúde.
Além disso, a maior rede hospitalar do país segue ampliando sua presença por meio de aquisições e expansão orgânica.
O banco vê potencial de crescimento com integração de ativos e aumento da demanda por serviços privados de saúde.
Mater Dei (MATD3)
Na mesma linha, o Mater Dei (MATD3) foca em ganhos de rentabilidade com a integração de ativos e melhoria na ocupação de leitos após um período de expansão orgânica e inorgânica.
A companhia vem expandindo sua rede hospitalar fora de Minas Gerais, estratégia que pode aumentar escala e rentabilidade ao longo dos próximos anos, segundo o banco.
Yduqs (YDUQ3)
No setor educacional, a Yduqs (YDUQ3) é aposta dos analistas pela sua forte geração de caixa e pela crescente relevância do segmento Premium (Ibmec e Medicina), que melhora o mix de receita e a visibilidade dos resultados.
Após um período desafiador para o setor educacional, a empresa pode se beneficiar de maior disciplina de custos, crescimento do ensino digital e recuperação gradual da base de alunos, aposta o banco.
Prio (PRIO3)
Para analistas, a Prio (PRIO3) oferece uma tese pura de crescimento em petróleo, focada na revitalização de campos maduros e no início da produção no campo de Wahoo.
Segundo o banco, a forte geração de caixa da companhia dá flexibilidade para novos dividendos ou aquisições estratégicas.
Vibra Energia (VBBR3)
A Vibra Energia (VBBR3), maior distribuidora de combustíveis do país, redirecionou seu foco para as operações principais e expansão da sua planta de lubrificantes, visando a expansão de margens.
Para analistas, a empresa pode capturar valor com expansão de margens na distribuição de combustíveis e desenvolvimento de novos negócios ligados à transição energética.
Suzano (SUZB3)
A Suzano (SUZB3) mantém sua posição como a produtora de celulose de fibra curta mais eficiente do mundo, com o projeto Cerrado já gerando frutos em termos de redução de custos e crescimento de Ebitda.
Para o Itaú BBA, a empresa continua posicionada para se beneficiar da demanda internacional e de ganhos de eficiência operacional, além de novos projetos industriais.
Vale (VALE3)
Já a Vale (VALE3) se destaca pela qualidade superior do seu minério de ferro, essencial para a descarbonização da siderurgia mundial, e negocia com um desconto atrativo de 20% frente aos pares australianos, segundo os analistas.
Mesmo em meio à volatilidade das commodities, a mineradora segue como uma das principais geradoras de caixa da bolsa brasileira, com dividendos relevantes e forte exposição ao minério de ferro.
Allos (ALOS3)
Resultado da fusão entre Aliansce Sonae e brMalls, a Allos (ALOS3) reúne um portfólio relevante de shopping centers e pode capturar sinergias operacionais e financeiras, segundo os analistas.
A companhia foca em uma gestão disciplinada de capital, com reciclagem de ativos e um robusto plano de dividendos para 2026, sendo menos vulnerável ao cenário macro por possuir shoppings de alta performance.
Tenda (TEND3)
No segmento de baixa renda, a Tenda (TEND3) se beneficia das melhorias no programa Minha Casa Minha Vida (MCMV), com a expectativa de que o segmento Alea atinja o equilíbrio financeiro (breakeven) em 2027.
Moura Dubeux (MDNE3)
A Moura Dubeux (MDNE3), líder no Nordeste, adota uma estratégia de crescimento no nicho de luxo e entrada no segmento de baixa renda, aproveitando o enorme déficit habitacional da região, segundo o Itaú BBA.
Embraer (EMBJ3)
Na leitura do Itaú BBA, a Embraer (EMBJ3) vive um "período de colheita" com demanda recorde em aviação comercial e executiva, além do potencial disruptivo da Eve, de carros voadores, cujos testes de voo em 2026 são aguardados como um grande catalisador.
GPS (GGPS3)
A GPS (GGPS3) é a líder em serviços terceirizados no Brasil, com um modelo de negócios de receitas recorrentes e alta resiliência, projetando retomar seu ritmo de aquisições (M&A) para impulsionar o valor.
Para os analistas, a companhia de serviços terceirizados segue consolidando um setor altamente fragmentado, com crescimento via aquisições e contratos recorrentes.
Totvs (TOTS3)
A Totvs (TOTS3) é descrita como uma "compounder" defensiva, com 90% de receita recorrente e altos custos de substituição para seus clientes (ERP), o que protege seus resultados em cenários voláteis.
A empresa continua liderando o mercado de software corporativo no Brasil, com expansão do ecossistema de soluções financeiras e serviços digitais.
Bemobi (BMOB3)
A Bemobi (BMOB3) foca na digitalização de pagamentos para setores tradicionais (como serviços públicos e telecomunicações), possuindo um mercado endereçável vasto e gerando caixa suficiente para pagar dividendos atraentes de 8%, segundo os analistas.
Axia Energia (AXIA3)
Para os analistas, a Axia Energia (AXIA3) se tornou um dos melhores nomes para dividendos após resolver disputas regulatórias.
A empresa se beneficia de tendências estruturais do setor elétrico e da demanda crescente por energia, especialmente com expansão de data centers e eletrificação da economia.
Eneva (ENEV3)
A Eneva (ENEV3) possui uma correlação única com períodos de seca, que aumentam o despacho de suas térmicas, além de ter um leilão de reserva em 2026 como catalisador estrutural
Equatorial (EQTL3)
A Equatorial (EQTL3) é valorizada pela sua excelência operacional em concessões de distribuição e pela sua entrada estratégica no setor de saneamento através da Sabesp
Reconhecida pela eficiência operacional, a empresa segue expandindo presença em distribuição, transmissão e saneamento.
Orizon (ORVR3)
Para os analistas, a Orizon (ORVR3), que atua na gestão de resíduos e geração de biogás, está posicionada para lucrar com a regulação do mercado de crédito de carbono no Brasil e com a geração de biometano em seus aterros sanitários
TSMC
O Itaú também incluiu um nome internacional: a gigante taiwanesa de semicondutores TSMC, considerada peça central na cadeia global de tecnologia e inteligência artificial.
A companhia possui poder de precificação único na fabricação de chips essenciais para a IA, mantendo uma base de clientes diversificada que vai além dos centros de dados, incluindo smartphones e automóveis.
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