Braskem (BRKM5), Prio (PRIO3) e Petrobras (PETR3) lideram as maiores altas do Ibovespa na semana
Escalada da guerra no Oriente Médio e disparada do petróleo marcaram a semana na bolsa brasileira; veja as ações com maiores altas e quedas

O mês de março começou amargo para a bolsa brasileira. O Ibovespa (IBOV) acumulou queda de 5% nos últimos cinco pregões e encerrou a sexta-feira (6) aos 179,4 mil pontos, pressionado principalmente pela escalada das tensões no Oriente Médio. O cenário externo ofuscou tanto a temporada de balanços quanto indicadores econômicos domésticos.
No câmbio, o dólar à vista fechou a semana cotado a R$ 5,2438, com alta de 2,14% frente ao real.
O principal fator por trás da turbulência foi o agravamento do conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, que levou ao fechamento do Estreito de Ormuz, uma das rotas mais importantes do mundo para o transporte de petróleo.
Com a interrupção do tráfego na região, os preços da commodity dispararam: o Brent, referência internacional do petróleo, acumulou alta de cerca de 27% na semana.
A tensão geopolítica também mudou as expectativas do mercado para a política monetária no Brasil. Investidores passaram a apostar em um corte menor da Selic, de 0,25 ponto percentual, na próxima reunião do Copom. Até então, a expectativa predominante era de uma redução de 0,50 ponto percentual.
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Veja as ações que mais subiram na semana
Mesmo em um cenário negativo para o índice, algumas empresas conseguiram se destacar. A maior alta do Ibovespa ficou com a Braskem (BRKM5), que avançou 30,34% na semana.
O movimento veio após a aprovação, pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), da transferência do controle da petroquímica da Novonor (ex-Odebrecht) para a gestora IG4 Capital.
Outro destaque foi o setor de petróleo, impulsionado pela forte valorização da commodity no mercado internacional.
As ações da Petrobras (PETR3; PETR4) também foram destaque, subindo cerca de 7% na semana. Além dela, outras empresas ligadas ao setor de energia apareceram entre as maiores altas do índice.
Ao todo, apenas oito ações do Ibovespa terminaram a semana no positivo, entre os 85 papéis que compõem a carteira teórica do índice. Confira:
| Empresa | Ticker | Variação |
|---|---|---|
| Braskem | BRKM5 | +30,34% |
| Prio | PRIO3 | +8,99% |
| Petrobras | PETR3 | +7,14% |
| Petrobras | PETR4 | +7,07% |
| Brava Energia | BRAV3 | +5,85% |
| PetroReconcavo | RECV3 | +4,46% |
| Ultrapar | UGPA3 | +2,44% |
| Vibra Energia | VBBR3 | +2,14% |
As ações que mais caíram
Na ponta negativa do índice, a maior queda da semana ficou com a CSN (CSNA3), que recuou 16,59%. Segundo informações divulgadas no mercado, a companhia estaria negociando um empréstimo com um grupo de bancos que pode chegar a US$ 1,5 bilhão.
A operação teria como garantia ações da CSN Cimentos, o que gerou preocupação entre investidores sobre o impacto financeiro da transação.
Outras empresas também sofreram perdas relevantes ao longo da semana, incluindo nomes de setores como proteína animal, varejo e mineração.
A Vale (VALE3), um dos papéis mais pesados do Ibovespa, também ficou entre os destaques negativos, com queda de 10,86% no período.
| Empresa | Ticker | Variação |
|---|---|---|
| CSN | CSNA3 | -16,59% |
| Minerva | BEEF3 | -13,79% |
| Embraer | EMBR3 | -13,29% |
| Raízen | RAIZ4 | -12,70% |
| Marfrig | MBRF3 | -12,62% |
| Assaí | ASAI3 | -12,31% |
| Cosan | CSAN3 | -11,13% |
| Vale | VALE3 | -10,86% |
| Yduqs | YDUQ3 | -10,55% |
| Localiza | RENT3 | -10,55% |
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