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Ao Seu Dinheiro, analistas da Empiricus Research recomendaram seus investimentos preferidos para março, entre ações, fundos imobiliários e criptoativos
A bolsa brasileira teve um primeiro bimestre estelar, com alta acumulada de 17%. O Ibovespa quebrou vários recordes sucessivos no início deste ano, até chegar aos 190 mil pontos pela primeira vez na história em fevereiro deste ano.
Parte dessa alta é motivada pela expectativa de cortes nos juros brasileiros (a taxa Selic), explica Ruy Hungria analista da Empiricus Research, no programa Onde Investir de março. Em sua visão, o mercado já tem considerado a baixa nos preços dos ativos, “mas não quer dizer que o ciclo de corte em sua totalidade já esteja precificado”.
O especialista ainda acrescenta que pode haver mais cortes do que o esperado pelo mercado e, caso isso se concretize, os ativos mais dependentes dos juros podem ter valorizações importantes.
Ele também lembra dos investidores que estão fora da bolsa. Para eles, pode parecer que tudo já ficou caro demais e não dá mais para entrar. Só que não é bem assim. “O valuation não é mais aquela barganha de dois anos atrás, mas está próximo de 10 vezes os lucros, em linha com a média histórica.”
E não para por aí, já que, na visão do analista, o fluxo estrangeiro, que tem sido um motor importante para a bolsa, tende a continuar empurrando os ativos nacionais. E há bons motivos para isso:
“As questões que causaram esse fluxo para mercados emergentes continuam, que são os receios com o Donald Trump e a questão das tarifas. É uma mudança na confiança nas instituições norte-americanas e vários países têm retirado recursos que estavam investidos lá.”
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No Onde Investir de março, que acaba de ir ao ar, está recheado de recomendações de especialistas da Empiricus sobre ações brasileiras, investimentos internacionais, FIIs e criptomoedas. Além de trazerem ativos de destaque para o mês, eles também destrincharam o cenário atual do mercado. Veja as principais indicações para cada classe de ativos a seguir:
Com tantos elementos no radar, Ruy Hungria defende que a saída para os investidores é montar uma carteira de ações norteada pelo equilíbrio. Então:
“No fim do dia, a gente nunca sabe o que vai acontecer”, resume.
O ano de 2025 foi positivo para as ações que pagam bons dividendos. E as perspectivas continuam animadoras para 2026, de acordo com o analista.
Ele cita a Vivo (VIVT3) como um bom exemplo de ação com estratégia defensiva, voltada a crescimento e distribuição de dividendos.
Outro papel que chama a atenção de Hungria é a Axia Energia (AXIA6), antiga Eletrobrás, que se encaminha para ser uma boa pagadora de proventos, como destacado por ele.
Um dos fatores mencionados é a alta dos preços de energia, que tem levado a resultados melhores e, consequentemente, mais dividendos.
Além disso, de olho no ganho de capital proporcionado pelos cortes na Selic, o especialista da Empiricus traz o exemplo da Cyrela (CYRE3), uma das preferidas dele e de sua equipe para o mês de março.
“Ela tem conseguido apresentar resultados sólidos mesmo num ambiente de juros bastante elevados, que atrapalha o negócio da empresa. E por atuar num segmento que depende de financiamento imobiliário, ela se beneficia pelo provável início do ciclo de corte de juros, deixando o financiamento mais próximo das pessoas.”
Os Estados Unidos continuam sendo o foco quando o assunto são investimentos internacionais, e março chega na esteira de vários dados que mostram uma alta atividade no país, como números acima do esperado pelo mercado para PIB, inflação e criação de empregos.
“É uma economia que continua a mostrar crescimento e uma alta de preços que não volta para a meta de 2% do Fed”, explica Enzo Pacheco, analista de ativos internacionais da Empiricus Research. Diante disso, ele não acredita em cortes de juros na reunião deste mês — talvez nem mesmo ao longo do primeiro semestre.
Para o analista, a reunião do Fomc (equivalente ao Copom nos EUA) será um “não evento”. Diferente do GTC, grande encontro da Nvidia, que ocorre entre os dias 16 e 19. “Você tem ali toda a demonstração de utilidade de inteligência artificial para diversos setores da economia”.
O primeiro dia terá uma palestra de Jensen Huang, CEO da companhia, na qual Pacheco vê a possibilidade de surpresas, com algum anúncio — de novo produto ou parceria — que gere volatilidade no mercado, especialmente no setor de tecnologia.
Enquanto isso, os investidores tentam lidar com o chamado “SaaSpocalypse”, uma queda generalizada nas ações de empresas de software. Afinal, muitos players do setor passaram a enfrentar a concorrência de ferramentas de IA capazes de oferecer serviços similares a preços mais baixos.
Pacheco demonstrou mais calma no Onde Investir: “empresas de médio e grande porte ainda vão precisar desses serviços por um bom tempo, não é uma coisa tão simples desligar do dia para a noite”. Em sua visão, o evento pode ter aberto oportunidades de investimentos.
Seu destaque atual é a Microsoft (MSFT34), principalmente para investimentos que miram prazos muito longos.
A companhia também enfrentou uma baixa recente, “ligada aos investidores reclamando que a parte de computação em nuvem dela cresceu apenas 38%, sendo que a expectativa era 39%. Me parece um preciosismo não condizente com uma queda de 20% no preço da ação”.
Por outro lado, Pacheco reduziu sua exposição à TSM (TSMC34), fabricante taiwanesa de semicondutores: “adoro a tese, mas é um papel que está valorizando demais”, conclui.
De volta ao Brasil, já vimos que as expectativas de cortes nos juros têm impulsionado a renda variável local. Com os fundos imobiliários (FIIs) não é diferente, como trouxe Caio Araujo, analista de FIIs da Empiricus Research. E ele complementa que o início das baixas na Selic também deve ser positivo para esses ativos.
Entusiasta dos fundos de tijolo no cenário atual, ele deu uma dica no Onde Investir para a seleção de bons ativos: conhecer o preço sobre valor patrimonial (P/VP). “Esse indicador tende a mostrar se o fundo está descontado em relação ao seu valor justo ou não”.
Junto a isso, vale atenção para os preços dos imóveis, que podem estar defasados. Araujo explica que eles são definidos por laudos de avaliação que costumam ser atualizados no final do ano. Para ele, é possível encontrar FIIs com ativos que terão seus preços corrigidos para cima e, assim, gerar valorização das cotas.
O analista explica também que os fundos de papel requerem uma atenção maior. A queda da Selic pode reduzir parcialmente a atratividade deles.
Mas se 2026 for encerrado com juros a 12% ao ano, como esperado pelo mercado, o investimento não deixa de ser interessante, “especialmente se considerar a isenção de Imposto de Renda”.
No momento, Araujo está animado com dois setores dos fundos de tijolo: shoppings e galpões de logística. No primeiro, ele vê o HSML11 negociado com desconto no preço das cotas, um bom yield (rendimento) e guidance positivo para os próximos meses. No segundo, o analista prevê um bom aumento dos proventos pagos pelo BRCO11.
O painel de criptomoedas do Onde Investir contou com a participação de Guilherme Prado, diretor da Bitget para o Brasil. O executivo entende que o bitcoin (BTC) deverá continuar negociado na casa dos US$ 60 mil em março e, possivelmente, deve se manter assim até a metade do ano — “uma ótima oportunidade de compra”.
Em sua visão, as indefinições geopolíticas têm segurado o preço da criptomoeda nesse patamar, mas mudanças no cenário, como cortes nos juros americanos, por exemplo, podem trazer bons ventos para ela.
Prado também aponta que, assim como o mercado tradicional tem as blue chips (grandes empresas consolidadas), há criptomoedas importantes e que já se provaram. Além disso, “elas estão descontadas atualmente”.
Um exemplo é a Solana (SOL). A importância dela, acrescenta o diretor da Bitget, é oferecer uma tecnologia de blockchain com aplicação no mundo real, principalmente em meios de pagamento. Outra moeda digital vista com bons olhos por Guilherme Prado é a Chainlink (LINK), que oferece recursos similares.
Por fim, vale lembrar que o bitcoin representa cerca de 60% de todo o mercado de criptomoedas. Mas Prado destaca que, quando ele sobe, as “blue chips” tendem a subir mais ainda. Então, a dica do executivo é montar a carteira com essas características em mente.
Para conferir tudo o que foi dito sobre cenário e bons ativos para o mês de março, confira a íntegra do programa no vídeo abaixo.
Com as aquisições, o XPLG11 passa a ter um patrimônio líquido de aproximadamente R$ 5,4 bilhões, distribuído em 31 empreendimentos
O fundo imobiliário está a caminho de aumentar ainda mais o portfólio. A gestora vem tentando aprovar a fusão do PML11 com o RBR Malls FII
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