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Fraudes costumam ser realizadas por SMS, WhatsApp e e-mail; confira quais são os golpes mais comuns e as regras para MEIs evitarem ciladas

À medida que o número de microempreendedores individuais (MEIs) cresce no Brasil, as tentativas de golpe sobre os CNPJs enquadrados na categoria também avançam. Com a digitalização de todos os processos que envolvem o MEI, criminosos percebem a oportunidade de fraudes na internet.
Os golpes costumam simular comunicações oficiais da Receita Federal ou de cartórios e tendem a utilizar pressão psicológica e senso de urgência com notificações de que a empresa está irregular.
Outra abordagem comum é o uso de termos jurídicos complexos para o golpe parecer verídico e confundir as vítimas.
Normalmente, as mensagens fraudulentas são acompanhadas de algum link ou boleto que tenha cobranças indevidas. Com o receio de problemas burocráticos, é comum que empreendedores realizem esses pagamentos e sejam vítimas do golpe.
Dentre as tentativas de golpe mais comuns estão:
A única obrigação financeira mensal de quem se enquadra como MEI é o pagamento do Documento de Arrecadação do Simples Nacional (DAS-MEI), com vencimento geralmente no dia 20 de cada mês.
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Trata-se de um valor fixo e que varia de acordo com o tipo de atividade do empreendedor, seja comércio, indústria ou serviços. A cifra cobrada é de R$ 82,05 a R$ 87,05 e, no caso de MEI Caminhoneiro, o valor oscila entre R$ 202,42 e R$ 207,42.
Por ser um pagamento que todo MEI realiza mensalmente, golpistas aproveitam para criar uma DAS clonada e direcionam ao empreendedor por SMS, WhatsApp ou e-mail.
A comunicação fraudulenta normalmente possui alertas de “notificação extrajudicial” ou “dívida ativa”, além de um link para pagamento por Pix ou boleto que imita o design do Portal do Empreendedor.
Para se proteger, é importante lembrar que os órgãos oficiais não enviam nenhuma cobrança por canais de mensagem e o ideal é emitir a guia de pagamento por meios confiáveis, que são:
Outra fraude comum é a cobrança de boletos de associações comerciais ou sindicatos.
Cabe destacar que nenhuma filiação a sindicatos ou associação é obrigatória para quem se enquadra como MEI.
Os canais das cobranças costumam ser os mesmos do DAS clonado: SMS, e-mail e WhatsApp. Alguns casos também enviam correspondências físicas para as vítimas.
Normalmente, os nomes simulam entidades oficiais como “Associação Comercial do Brasil” ou “União de Microempreendedores” e possuem valores relativamente baixos, entre R$ 50 e R$ 150.
Apesar de existirem associações verídicas que representam os MEIs, a filiação é totalmente opcional por parte do empreendedor e é preciso checar se os dados de pagamento coincidem com a entidade associada.
A formalização do empreendimento também é bastante explorada pelos golpistas.
Ao procurar por “abrir MEI” no Google e outros sites de buscas, é possível se deparar com anúncios patrocinados que se assemelham a páginas do governo, mas pertencem a empresas privadas que cobram taxas para realizar o cadastro.
Essa mesma abordagem também é usada para alterações de dados.
É importante ressaltar que mudanças no cadastro e mesmo a abertura do MEI são processos 100% gratuitos. Quando feito pelo Gov.br, o CNPJ é gerado de forma imediata, sem qualquer cobrança de taxa.
As regras gerais para fugir dos golpes no MEI são semelhantes às de qualquer outra fraude para pessoas físicas: desconfiar da urgência, se atentar ao endereço do site, conferir o beneficiário antes de pagar boletos ou Pix e ignorar links em mensagens.
No caso da urgência, os golpistas sempre exigem pressa, enquanto órgãos oficiais costumam dar prazos de pelo menos 30 dias.
Outro ponto é que os portais do governo federal sempre terminam com a extensão .gov.br. Portanto, é necessário evitar sites com .com, .org e .net.
Já no pagamento de boletos ou chave Pix, é preciso conferir se o destinatário final é a Secretaria da Receita Federal do Brasil ou o Simples Nacional. Se o nome for de uma pessoa física ou empresa terceirizada desconhecida, é golpe.
*Com informações de Agência Sebrae de Notícias
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