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Pesquisa da Confederação Nacional da Indústria mostra o que mais pesou sobre as empresas do setor nos últimos 12 meses e quais fatores econômicos estão no radar nas eleições deste ano

Com quatro meses restantes até as eleições, a corrida para a presidência ainda pode passar por diferentes capítulos de uma novela. O cenário é composto principalmente por dois candidatos: Lula e Flávio Bolsonaro. Segundo uma pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulgada nesta segunda-feira (22), existem duas pautas que devem ser prioritárias para quem iniciar o mandato no ano que vem.
O estudo feito pela CNI em parceria com a Nexus mostra que a principal prioridade para o no Brasil nos próximos quatro anos é a redução de impostos e a consolidação da reforma tributária, segundo os donos das indústrias.
Essa medida foi apontada por 29% dos mais de mil empresários do segmento.
Em segundo lugar de pautas urgentes na visão de 22% dos empresários está o equilíbrio fiscal e a melhoria da gestão pública, enquanto medidas de incentivo à indústria representam 21%.
Na visão do presidente da CNI, Ricardo Alban, é importante que quem ganhar a eleição faça a política fiscal e a monetária conversarem entre si, em referência à necessidade de equilíbrio fiscal.
Para ele, quando isso não acontece, “as medidas para estimular o desenvolvimento produtivo se tornam menos efetivas”.
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Uma demanda central dos empresários por trás das pequenas, médias e grandes indústrias brasileiras é a redução de impostos em diferentes segmentos.
No setor de empregos, por exemplo, 71% dos donos de empresas defendem que haja uma redução tarifária sobre a folha de pagamento dos funcionários nos próximos quatro anos.
Além disso, quando questionados sobre o que acreditam que melhoraria o ambiente de negócios no país, a redução de impostos também aparece no topo com 45% dos empreendedores.
Eles também defendem que a carga tributária foi o que mais pesou no bolso da empresa nos últimos 12 meses, o que se mostra uma preocupação frequente no setor industrial.
A pesquisa da CNI mostra que outro ponto que está no radar dos donos de indústrias é o patamar atual de juros: 26% dos participantes do estudo apontaram a redução de juros e a melhora na oferta de crédito como fatores importantes.
Embora o Comitê de Política Monetária (Copom) tenha reduzido a Selic para 14,25% ao ano na última semana, a taxa básica de juros permanece em níveis elevados e assusta os empresários.
Os juros também aparecem como um dos pontos que pesaram sobre os resultados das empresas no último ano.
No entanto, para que o Banco Central consiga reduzir a Selic de forma sustentável, cerca de 72% os empresários defendem a necessidade de um corte de gastos e redução da dívida pública.
“O Brasil não pode conviver com riscos de manutenção de juros estratosféricos e de excessos de gastos públicos. Se não houver correção, cada vez mais vai aumentar a distância do país rumo ao desenvolvimento sustentável, resultando em perdas para o empresariado, para a economia brasileira e para a população”, diz Alban.
Ainda que os juros ainda estejam em patamares altos, os empresários da indústria pretendem manter ou aumentar os investimentos nos próximos quatro anos.
Cerca de 41% afirmaram que querem investir o mesmo volume atual, enquanto 28% têm o plano de elevar os níveis.
Na contramão, 9% dos empreendedores têm a expectativa de reduzir os aportes e 20% não querem investir.
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