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DEMANDAS INDUSTRIAIS

Lula ou Flávio Bolsonaro? Em meio à queda de braço, empresários da indústria dizem quais devem ser as prioridades para ganhar a eleição

Pesquisa da Confederação Nacional da Indústria mostra o que mais pesou sobre as empresas do setor nos últimos 12 meses e quais fatores econômicos estão no radar nas eleições deste ano

Candidatos às eleições presidenciais de 2026, Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro
Imagem: Montagem Seu Dinheiro/Tânia Rêgo/Lula Marques/Agência Brasil

Com quatro meses restantes até as eleições, a corrida para a presidência ainda pode passar por diferentes capítulos de uma novela. O cenário é composto principalmente por dois candidatos: Lula e Flávio Bolsonaro. Segundo uma pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulgada nesta segunda-feira (22), existem duas pautas que devem ser prioritárias para quem iniciar o mandato no ano que vem.

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O estudo feito pela CNI em parceria com a Nexus mostra que a principal prioridade para o no Brasil nos próximos quatro anos é a redução de impostos e a consolidação da reforma tributária, segundo os donos das indústrias.

Essa medida foi apontada por 29% dos mais de mil empresários do segmento.

Em segundo lugar de pautas urgentes na visão de 22% dos empresários está o equilíbrio fiscal e a melhoria da gestão pública, enquanto medidas de incentivo à indústria representam 21%.

Na visão do presidente da CNI, Ricardo Alban, é importante que quem ganhar a eleição faça a política fiscal e a monetária conversarem entre si, em referência à necessidade de equilíbrio fiscal.

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Para ele, quando isso não acontece, “as medidas para estimular o desenvolvimento produtivo se tornam menos efetivas”.

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Redução de impostos aparece no topo

Uma demanda central dos empresários por trás das pequenas, médias e grandes indústrias brasileiras é a redução de impostos em diferentes segmentos.

No setor de empregos, por exemplo, 71% dos donos de empresas defendem que haja uma redução tarifária sobre a folha de pagamento dos funcionários nos próximos quatro anos.

Além disso, quando questionados sobre o que acreditam que melhoraria o ambiente de negócios no país, a redução de impostos também aparece no topo com 45% dos empreendedores.

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Eles também defendem que a carga tributária foi o que mais pesou no bolso da empresa nos últimos 12 meses, o que se mostra uma preocupação frequente no setor industrial.

Cenário de juros também tira o sono dos empresários da indústria

A pesquisa da CNI mostra que outro ponto que está no radar dos donos de indústrias é o patamar atual de juros: 26% dos participantes do estudo apontaram a redução de juros e a melhora na oferta de crédito como fatores importantes.

Embora o Comitê de Política Monetária (Copom) tenha reduzido a Selic para 14,25% ao ano na última semana, a taxa básica de juros permanece em níveis elevados e assusta os empresários.

Os juros também aparecem como um dos pontos que pesaram sobre os resultados das empresas no último ano.

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No entanto, para que o Banco Central consiga reduzir a Selic de forma sustentável, cerca de 72% os empresários defendem a necessidade de um corte de gastos e redução da dívida pública.

“O Brasil não pode conviver com riscos de manutenção de juros estratosféricos e de excessos de gastos públicos. Se não houver correção, cada vez mais vai aumentar a distância do país rumo ao desenvolvimento sustentável, resultando em perdas para o empresariado, para a economia brasileira e para a população”, diz Alban.

Mesmo com juros elevados, 69% querem manter ou aumentar investimentos

Ainda que os juros ainda estejam em patamares altos, os empresários da indústria pretendem manter ou aumentar os investimentos nos próximos quatro anos.

Cerca de 41% afirmaram que querem investir o mesmo volume atual, enquanto 28% têm o plano de elevar os níveis.

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Na contramão, 9% dos empreendedores têm a expectativa de reduzir os aportes e 20% não querem investir.

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5 de junho de 2026 - 10:18
2 de junho de 2026 - 13:39
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