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AINDA PODE SURPREENDER

Inter vê uma das melhores oportunidades da renda fixa nos títulos IPCA+8%; entenda o que pode turbinar os ganhos

Banco recomenda travar juros reais elevados em papéis de longo prazo e diz que eventual queda da Selic pode ampliar ainda mais o retorno

Inflação IPCA Bolsa Ações
Imagem: iStock.com/Edson Souza

Mais de 3.000% de retorno acumulado em 25 anos. É esse histórico que o Inter usa para defender que os títulos públicos atrelados ao IPCA continuam entre as principais oportunidades da renda fixa — e que o momento atual pode ser especialmente favorável para quem pensa no longo prazo.

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Segundo relatório divulgado nesta semana, os juros reais negociados hoje estão entre os mais elevados das últimas décadas, criando uma oportunidade para investidores travarem taxas consideradas atrativas antes de um eventual ciclo de queda da Selic.

Na avaliação do estrategista Rafael Winalda, os juros reais brasileiros estão próximos dos maiores níveis observados desde a crise financeira global de 2008.

Por isso, a principal recomendação do banco é aumentar a exposição aos títulos públicos indexados ao IPCA com vencimentos mais longos.

Segundo os cálculos do Inter, uma aplicação remunerada a IPCA + 8% teria acumulado retorno superior a 3.000% nos últimos 25 anos. Mesmo em um horizonte mais curto, de dez anos, o ganho ultrapassaria 200%, desempenho superior ao de diversas outras classes de ativos analisadas pela instituição.

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IPCA + 8%: o retorno pode ir além da taxa contratada

Para o Inter, a atratividade desses papéis atrelados ao IPCA não está apenas na remuneração garantida no momento da compra.

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Se o mercado confirmar um ciclo de queda dos juros nos próximos anos, investidores também podem capturar ganhos por meio da chamada marcação a mercado.

Isso acontece porque, quando as taxas de juros recuam, os títulos antigos — que pagam remunerações maiores — tendem a se valorizar.

Pelas estimativas do banco, uma redução de dois pontos percentuais nos juros reais poderia gerar uma valorização próxima de 92% em um título com vencimento em torno de 2061.

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No movimento contrário, uma alta da mesma magnitude provocaria uma perda estimada de cerca de 48%, evidenciando que o potencial de retorno vem acompanhado de maior volatilidade.

Estratégia exige horizonte de longo prazo

Para o Inter, no entanto, essa estratégia não é indicada para qualquer perfil de investidor.

Como os títulos de prazo mais longo costumam oscilar mais ao longo do tempo, o banco recomenda essa posição para quem consegue manter o investimento até o vencimento — ou, ao menos, atravessar um eventual período de volatilidade sem precisar resgatar os recursos antecipadamente.

Para esse perfil de investidor, a avaliação é que os papéis indexados ao IPCA+ oferecem hoje uma das melhores relações entre risco e retorno dentro da renda fixa.

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A tese combina uma remuneração real considerada elevada com a possibilidade de ganhos adicionais caso o próximo movimento da política monetária brasileira seja, de fato, de redução dos juros.

*Com informações do Money Times.

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