Quer buscar retornos acima do CDI? O ‘segredo’ das seguradoras pode fazer parte da sua carteira; entenda
A estratégia lucrativa das emissoras de seguros pode ser acessada por investidores comuns, por meio de fundos de investimento; descubra o que é e como investir

O mercado de seguros brasileiro projeta um crescimento de 5,7% neste ano, capaz de levar o setor aos R$ 808 milhões em arrecadação. Trata-se de empresas que se dispõem a “salvar o bolso” de seus clientes quando imprevistos sérios acontecem. Então, para conquistar bons lucros, é necessário ter a estratégia certa.
Mas ela não é exclusiva dessas empresas, já que o “segredo” por trás das seguradoras e bancos, que também oferecem o produto, é semelhante ao utilizado pelos FIDCs (fundos de investimento em direitos creditórios).
Esses ativos de renda fixa ganham cada vez mais as carteiras de investidores e podem ser uma “pimenta” na busca por ganhos acima do CDI.
A seguir, entenda como a estratégia das seguradoras pode beneficiar sua carteira e confira um FIDC que chama atenção no mercado.
Quais são os fundos de renda fixa que podem oferecer mais que o CDI
Se você ainda não conhece os FIDCs, vale dar uma atenção especial para esse tipo de fundo de investimento.
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Para entendê-los, vamos supor que você comprou uma televisão nova para assistir à Copa do Mundo. Empolgado com os momentos de diversão junto a parentes e amigos, escolheu um modelo de R$ 5 mil e parcelou em 10 vezes.
Ou seja, a loja onde a compra foi realizada terá que esperar quase um ano para receber o valor total. Se 10 pessoas tiverem comprado o mesmo aparelho, com as mesmas condições de pagamento, levará todo esse tempo para que a empresa receba os R$ 50 mil pelas TVs – sem considerar as taxas do cartão e da adquirente.
Porém, ela pode recorrer a uma securitizadora para receber adiantado. Esse tipo de companhia “empacota” valores a receber para transformá-los em investimentos. Isso pode ser feito por um FIDC, e esse é o principal objeto de aporte desses fundos: valores a receber.
Como o FIDC está assumindo o risco dos clientes da loja não honrarem todas as parcelas, ele cobra uma taxa de desconto, com base no prazo médio dos pagamentos dentro do “pacote”. Então, suponha que ela pague R$ 45 mil pela dívida.
A loja terá um valor menor no caixa, mas que ficará disponível agora, ao invés de esperar por 10 meses. Assim, é possível destinar recursos a outras coisas, como investir em crescimento ou melhorar o caixa.
O FIDC, por sua vez, poderá terminar todo esse processo com um lucro de R$ 5 mil e distribuir o ganho entre seus cotistas. Claro que, na prática, os valores envolvidos podem ser bem diferentes. Porém, a ideia por traz do investimento é a mesma.
Os valores a receber também podem ser diversos, como aluguéis, financiamento escolar, cheques e parcelas de cartão de crédito, como no exemplo.
A semelhança com seguradoras
Os recebíveis costumam gerar ganhos fixos e, por meio de bons negócios, um FIDC pode garantir retornos acima do CDI. Por exemplo, a Selic caiu para 14,25%, mas um fundo desses pode oferecer CDI + 3% ao ano, o que coloca essa parte da carteira em um patamar acima de retornos.
Como o investidor já conhece a taxa antes de fazer seus aportes, a estratégia é considerada de renda fixa.
Porém, vale lembrar sempre que investimentos têm riscos — neste caso, um dos principais é que os devedores podem dar calote. Além disso, não é qualquer pacote de dívidas que vai garantir bons ganhos.
Portanto, é importante que os fundos contem com uma boa gestão, capaz de garantir os retornos esperados por seus investidores.
Aqui entra o segredo das seguradoras e bancos.
O segredo de bancos e seguradoras que pode se colocar dinheiro na sua conta
O seguro automotivo é um bom exemplo para entender essa estratégia. Quando uma pessoa contrata esse tipo de produto, ela precisa pagar um prêmio à seguradora que dá direito a receber o valor do carro em caso de sinistro, como roubo, furto ou perda total.
“Na maioria dos contratos, a companhia recebe o valor do prêmio e não precisa desembolsar nem um real, já que não acontece nada com o veículo. Em outros casos, a empresa precisa pagar o carro, mas, considerando os riscos e o prêmio de cada contrato, a operação total tende a ser muito lucrativa”, explica Ruy Hungria, analista da Empiricus Research.
Aqui está a semelhança com os FIDCs. Para garantir bons retornos, os fundos precisam buscar operações capazes de gerar o maior retorno (valores recebidos dos parcelamentos) diante do menor risco (possibilidade de que as pessoas não paguem suas contas).
As seguradoras determinam os preços de cada seguro baseadas na chance de sinistro em cada contrato. A partir daí, o preço cobrado é sempre maior do que o risco aponta, indicando um provável lucro na operação.
É por conta disso que motoristas jovens e cheios de multas, por exemplo, pagam mais caro do que motoristas experientes com um bom histórico.
Algo semelhante ocorre com os FIDCs: eles utilizam modelos para prever quais “pacotes” de dívidas contêm bons pagadores ou não. Dessa forma, conseguem estimar a probabilidade de inadimplência.
Para realizar esse trabalho, os fundos devem contar com gestão especializada, capaz de fazer as cobranças de créditos inadimplentes. Além disso, eles se valem de garantias que, inclusive, podem envolver apólices de seguro para os direitos creditórios.
Como investir em FIDCs?
Vale destacar outra vantagem dos fundos de investimento em direitos creditórios: a diversificação. Quem chama atenção para isso é Lais Costa, analista da Empiricus Research.
Ela detalha que os FIDCs costumam adquirir recebíveis de empresas menores e que não têm acesso ao mercado de capitais — não emitem títulos de renda fixa ou ações na bolsa. “Mas elas também precisam de capital de giro no curto prazo”, completa.
Como essa classe está começando a crescer no mercado brasileiro, não é raro que investidores desconheçam suas principais características. Diante disso, a equipe do Seu Dinheiro preparou um conteúdo exclusivo com o que há de mais importante para saber antes de fazer os seus aportes.
O “Dossiê FIDC” explica de forma simples questões como riscos, vantagens e para quais investidores esses ativos são destinados. Além disso, você conhecerá um fundo que tem chamado atenção no mercado financeiro.
Ele foi lançado há pouco tempo, em abril de 2025, mas já acumula retorno de 18,97%, equivalentes a CDI + 2,67%, além de um patrimônio líquido de R$ 1,65 milhão.
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Disclaimer: As informações contidas nesta apresentação não podem ser consideradas como única fonte de informações no processo decisório do investidor, que, antes de tomar qualquer decisão, deverá realizar uma avaliação minuciosa do produto e respectivos riscos, face aos seus objetivos pessoais e ao seu perfil de risco ("Suitability"). RENTABILIDADE PASSADA NÃO REPRESENTA GARANTIA DE RENTABILIDADE FUTURA. Assim, não é possível prever o desempenho futuro de um investimento a partir da variação de seu valor de mercado no passado. A RENTABILIDADE DIVULGADA NÃO É LÍQUIDA DE IMPOSTOS. O BTG Pactual não assume que os investidores vão obter lucros, nem se responsabiliza pelas perdas. FUNDOS DE INVESTIMENTO NÃO CONTAM COM GARANTIA DO ADMINISTRADOR, DO GESTOR, DE QUALQUER MECANISMO DE SEGURO OU FUNDO GARANTIDOR DE CRÉDITO – FGC. LEIA O PROSPECTO E O REGULAMENTO ANTES DE INVESTIR
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