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Líderes de diversos países da América Latina condenaram os ataques dos Estados Unidos nesta manhã, com exceção apenas do presidente da Argentina

Após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmar que fez ataques militares na Venezuela e que capturou o presidente Nicolás Maduro e sua esposa, levando-os para fora do país, o governo venezuelano também confirmou a ação militar norte-americana no país.
Em nota lida na na TV estatal da Venezuela, a gestão de Maduro afirmou que o “ato dos EUA constitui uma violação flagrante da carta das Nações Unidas”.
Já a vice-presidente, Delcy Rodríguez, disse que o paradeiro do líder do país e de sua esposa Cilia Flores é desconhecido após ataque aéreo dos EUA. Ela exigiu provas de vida tanto para Maduro quanto para Flores, de acordo com um áudio transmitido pela televisão estatal nesta manhã.
“Diante dessa situação brutal e desse ataque brutal, não sabemos o paradeiro do presidente Nicolás Maduro e da primeira-dama Cilia Flores. Exigimos do governo do presidente Donald Trump provas de vida imediatas do presidente Maduro e da primeira-dama”, afirmou.
Os presidentes de vários países da América Latina condenaram os ataques dos Estados Unidos nesta manhã. O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, chamou os ataques dos EUA de “criminosos” e afirmou que a “paz da região estão sendo brutalmente assaltada”.
Já o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, disse que “observa com profunda preocupação os relatos sobre explosões e atividades aéreas incomuns registradas nas últimas horas na Venezuela”, mas sem mencionar os EUA. O mandatário também afirmou o compromisso ‘irrestrito’ com os princípios da Carta das Nações Unidas.
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“A República da Colômbia reitera sua convicção de que a paz, o respeito ao direito internacional e a proteção da vida e da dignidade humana devem prevalecer sobre qualquer forma de confronto armado.”
O governo do Chile também se pronunciou. Gabriel Boric, atual presidente do país, condenou os ataques e pediu uma saída pacífica para a crise. Em publicação na rede social X, Boric reafirmou o apoio do seu país aos princípios básicos do Direito Internacional, como a proibição do uso da força e da não intervenção.
“A crise venezuelana deve ser resolvida através do diálogo e do apoio ao multilateralismo, e não através da violência nem da injerência estrangeira”, disse Boric.
No Brasil, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva convocou uma reunião de emergência, que deve acontecer ainda neste sábado, para tratar sobre o ataque dos EUA à Venezuela, segundo a GloboNews. Porém, até o momento, não houve nenhuma manifestação do Itamaraty.
Já o presidente da Argentina, Javier Milei, reproduziu a notícia da captura de Maduro e escreveru “A liberdade avança”, em publicação no X.
“A República Bolivariana da Venezuela rejeita, condena e denuncia perante a comunidade internacional a grave agressão militar perpetrada pelo atual Governo dos Estados Unidos da América contra o território e a população venezuelana nas áreas civis e militares da cidade de Caracas, capital da República, e dos estados de Miranda, Aragua e La Guaira.
Este ato constitui uma violação flagrante da Carta das Nações Unidas, particularmente dos artigos 1.º e 2.º, que consagram o respeito pela soberania, a igualdade jurídica dos Estados e a proibição do uso da força.
Esta agressão ameaça a paz e a estabilidade internacionais, especificamente na América Latina e no Caribe, e coloca em grave risco a vida de milhões de pessoas.
O objetivo deste ataque não é outro senão confiscar os recursos estratégicos da Venezuela, particularmente o seu petróleo e minerais, tentando quebrar a independência política da nação pela força.
O Estado de Comoção Externa foi ativado após os bombardeios em áreas civis e militares em Caracas, Miranda, Aragua e La Guaira. Isto põe em risco a vida de milhões de civis. Isto não faz distinções políticas, é hora de haver unidade nacional, acima de quaisquer diferenças ideológicas de qualquer espécie. Hoje o nosso país e a nossa identidade estão ameaçados. A sua e a minha Venezuela, e nós a defenderemos até as últimas consequências, como já fizemos antes.
Seguiremos para a luta armada, todo o povo venezuelano deve se mobilizar. Fique conectado ao nosso sinal e às fontes oficiais para evitar ansiedade e manter a calma e a paz diante dessas circunstâncias.”
*Com informações do Money Times.
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