🔴 ‘OPERAÇÃO  IKKI-TOUSEN’ – MULTIPLICAÇÕES DE ATÉ 250x DE FORMA AUTOMATIZADA – SAIBA COMO

Conteúdos exclusivos da Empiricus

Parceria Seu Dinheiro e Empiricus:

Salve suas matérias favoritas do Seu Dinheiro criando uma conta gratuita na Empiricus.

E tem mais: ao criar sua conta gratuita, você ganha acesso a um universo de conteúdos que vai muito além das notícias.

Relatórios, cursos, podcasts, newsletters e estratégias de investimento para transformar informação em melhores decisões.

O MAIOR ASTROLÁBIO CONHECIDO

Supercomputador de 400 anos vai a leilão e pode alcançar R$ 18 milhões — 7 vezes mais que um Apple-1

Astrolábio era parte de coleção real de marajás, título dado à realeza indiana, mas instrumento foi vendido e agora vai a leilão na Europa

Representação de um astrolábio.
Ilustração de um astrolábio. - Imagem: gerada por IA.

Um objeto raro que atravessou mais de quatro séculos está em exibição e será leiloado na quinta-feira (29) pela Sotheby´s, em Londres. Trata-se de um astrolábio de latão que, de acordo com estudiosos, talvez seja o maior já produzido em toda a história.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Esse supercomputador do passado representava as três dimensões do universo em apenas duas, o que era extremamente avançado para o século XVII. Ele integrava a coleção real do marajá Sawai Man Singh II, o último rei governante de Jaipur, que atualmente pertence ao estado indiano do Rajastão.

Após a morte do marajá em 1970, o objeto foi herdado por sua esposa, que mais tarde o vendeu, e agora irá a leilão na Sotheby's. A casa de leilões afirma que o dispositivo — uma espécie de "supercomputador portátil" — continua tendo uma aparência impecável mesmo após mais de 400 anos.

O instrumento promete atrair grande interesse de museus e colecionadores. A expectativa é de que ele alcance £ 2,5 milhões (o que equivale a quase R$ 18 milhões).

A título de comparação, uma rara unidade do cobiçado Apple-1, primeiro computador comercializado por Steve Jobs e Steve Wozniak, pode alcançar US$ 500 mil em leilões, ou cerca de R$ 2,5 milhões na cotação atual.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Tecnologia avançada

Um astrolábio é uma espécie arcaica e portátil de computador, criado e utilizado por astrônomos antigos para diversos fins. Ele é composto por camadas interligadas de discos metálicos.

Leia Também

LONGE NO MAPA, PERTO DO BOLSO

Juros no maior nível em 31 anos: por que o aperto no Japão importa para você

TEMPO REI

Warren Buffett deixa presidência do conselho da Berkshire: “o tempo sempre vence”; saiba quem assume

Historiadores costumam comparar o astrolábio com os smartphones modernos. Isso porque ele é capaz de desempenhar múltiplas funções, desde calcular o horário do nascer e do pôr do sol a medir latitudes, altitudes, distâncias e profundidades. Quase um GPS.

O astrolábio também é capaz de mapear o céu e as cidades, motivo pelo qual o instrumento também era usado na elaboração de horóscopos e mapas astrais.

Os primeiros astrolábios foram desenvolvidos na Grécia Antiga, no século II a.C., mas foi somente no século VIII que se espalharam e passaram a ser produzidos por todo o oriente.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Por trás do astrolábio

Esse “supercomputador” em específico foi produzido no início do século XVII em Lahore, no atual Paquistão. A região fazia parte do Império Mogol, que governou parte do subcontinente indiano entre os séculos XVI e XIX.

Na época, a cidade de Lahore era um importante polo de fabricação de astrolábios no mundo mogol, cuja corte demonstrava crescente interesse em astronomia e astrologia.

O objeto foi criado por dois irmãos, Qa'im Muhammad e Muhammad Muqim, alunos da "Escola de Lahore" — um dos centros mais renomados de produção de astrolábios da época — e encomendado por Aqa Afzal, que governava a cidad.

No pedido, o nobre mogol exigiu que o astrolábio tivesse grandes proporções. Por isso, ele chega a ter 30 cm de diâmetro, 46 cm de altura e pesar 8,2 kg, o equivalente a quatro vezes o tamanho de uma peça típica da Índia no século XVII.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Após a queda do Império Mogol, os instrumentos científicos excepcionais eram tratados como bens de prestígio, equivalentes a joias e raridades. Por isso, circulavam entre as elites como herança, trocas, ou aquisições para coleções reais.

Assim, o astrolábio migrou para a coleção real da cidade de Jaipur antes do século XX e passou a ser guardado como patrimônio da corte. Quando Sawai Man Singh II assumiu o governo, ele herdou a peça e permaneceu possuindo-a mesmo após deixar o trono, em 1949, com a independência da Índia.

Em 1970, quando o marajá faleceu, o instrumento foi herdado pela sua esposa Maharani Gayatri Devi. No entanto, ela o vendeu ainda em vida para uma coleção particular após o fim de seus privilégios.

O que o torna único

O astrolábio em questão é muito mais do que uma mera ferramenta. Trata-se de um instrumento de ponta, complexo e relevante tanto científica quanto cultural e artisticamente.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Segundo a Sotheby’s, a peça contém a marcação da latitude e da altitude de 94 diferentes cidades, além de 38 ponteiros de estrelas e divisões de grau extremamente finas. Esses detalhes demonstram uma precisão técnica e um conhecimento geográfico muito avançados para a época.

Os nomes das estrelas aparecem inscritos em persa e em sânscrito — uma língua ancestral indiana —, o que indica que o objeto nasceu do encontro entre as culturas islâmica, persa e indiana. Isso o faz tornar-se um símbolo da troca de conhecimento entre civilizações.

Além disso, o astrolábio apresenta um acabamento refinado e uma estética elaborada, que o tornam belo e não apenas funcional. Esse cuidado com a aparência diferencia-o de astrolábios anteriores, que muitas vezes se limitavam ao uso prático, sem grande preocupação artística.

Esse conjunto de características evidencia que a corte mogol valorizava a ciência em consonância com a convivência cultural e com uma estética sofisticada, e justifica o porquê de a raridade ser leiloada por um preço tão alto.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

*Sob supervisão de Ricardo Gozzi.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Montagem com duas imagens do refúgio Syros Cats, na Grécia. À esquerda, vários gatos se alimentam sobre um muro em uma área externa com vista para o mar e construções típicas da ilha de Syros. À direita, diversos gatos circulam por um jardim enquanto uma pessoa interage com um dos animais diante de um mural com a inscrição “Welcome to Syros Cats”. Árvores, flores e vegetação compõem o cenário. 14 de setembro de 2026 - 17:17
Montagem com robôs de inteligência artificial em fundo branco, atrás das grades ia chatgpt gemini 14 de setembro de 2026 - 14:10
Dario Amodei publicou artigo alertando sobre IA 12 de setembro de 2026 - 15:18
Novo Mapa-múndi 8 de setembro de 2026 - 14:57
Imagem de Donald Trump com gráfico vermelho indicando queda ao fundo. 4 de setembro de 2026 - 12:26
O economista Mohamed El-Erian está sentado em uma poltrona vermelha, segurando um microfone. Atrás dele, uma estante de livros. 31 de agosto de 2026 - 13:50
Dono da Amazon Jeff Bezos Indian Creek 27 de agosto de 2026 - 16:32
Wall Street diante de um gráfico vermelho de queda 19 de agosto de 2026 - 15:33

OPORTUNIDADE OU CILADA

Renda fixa nos EUA: vale a pena comprar Treasury com a disparada dos juros?

19 de agosto de 2026 - 15:33
Em um fundo que mescla o prédio da B3, a bandeira do Brasil e um globo, um homem de barba e terno azul está ao lado direito da imagem. No centro, a frase: Só ser barato não adianta 14 de agosto de 2026 - 14:40
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar