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Após dois dias de cúpula em Pequim, os líderes das duas maiores economias do mundo decidiram manter um relacionamento estratégico. Entre encomendas de aviões da Boeing e liberação de chips da Nvidia, o mercado respira aliviado com a manutenção de uma trégua que evita, por ora, o divórcio litigioso

A "DR" mais cara do mundo terminou nesta sexta-feira (15). Donald Trump deixou Pequim com as malas cheias de promessas e um convite para um novo encontro com presidente da China, Xi Jinping, em setembro.
Se o relacionamento entre EUA e China fosse um status de rede social, hoje ele seria atualizado para "em um relacionamento sério, mas com termos de uso complexos".
A visita do republicano a Pequim, que foi atrasada em mais de um mês devido à guerra no Irã, serviu para colocar um curativo em uma ferida que ameaçava sangrar as bolsas globais.
A trégua comercial, estabelecida em outubro de 2025, foi mantida, garantindo que o embate tarifário agressivo que muitos temiam ficasse apenas no campo das ameaças.
Como em qualquer reconciliação de alto nível, presentes foram trocados para selar o acordo. Trump anunciou que a China concordou em comprar 200 jatos da Boeing — um número que, embora abaixo das expectativas iniciais de 500, é suficiente para dar um fôlego extra às ações da fabricante.
No setor de tecnologia, a Nvidia conseguiu o que muitos consideravam impossível: o sinal verde de Washington para vender os cobiçados chips H200 para gigantes chinesas. O resultado foi um rali no setor tech que fez a alegria dos investidores.
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Na comitiva de Trump, nomes como Elon Musk (Tesla), Tim Cook (Apple) e Jensen Huang (Nvidia) serviram como os padrinhos dessa união, mostrando que, quando o assunto é lucro, as ideologias ficam em segundo plano.
Se o comércio é a conta conjunta que os mantém EUA e China unidos, Taiwan é o "ex" que nenhum dos dois quer mencionar, mas que está sempre presente nas conversas paralelas.
Xi foi enfático: qualquer erro sobre a independência da ilha colocaria o relacionamento entre as duas maiores economias do mundo em "grave perigo".
O momento mais tenso ocorreu justamente no "voto de silêncio" de Trump.
Questionado diretamente por Xi se os EUA defenderiam Taiwan em caso de ataque, o republicano aplicou sua tática clássica de mistério.
"Eu não falo sobre isso", disse ele aos jornalistas no Air Force One. "Só uma pessoa sabe a resposta. Sou eu".
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A cúpula entregou a estabilidade estratégica que o mercado financeiro tanto pedia.
Pequim parece estar tentando transformar a vontade transacional de Trump em um quadro operacional de longo prazo para as relações bilaterais.
Para o seu bolso, o resumo é o seguinte:
No fim do dia, Trump e Xi não saíram exatamente de mãos dadas, mas concordaram em não quebrar os pratos da cozinha.
SEM PREVISÃO
ENCRUZILHADA
NOVO VÍRUS
TEMPLO INCOMUM
JETSONS DA VIDA REAL
PEQUENAS NOTÁVEIS
ELE ESTÁ VENDIDO
DANÚBIO EM RISCO
Dia do café
ELES VOLTARAM
DOSE ÚNICA É SUFICIENTE?
CONTINENTE DE GELO
TORRE DO RELÓGIO
ASCENSÃO E QUEDA
SINAIS CIFRADOS
PEDÁGIO DA DISCÓRDIA
BLINDANDO O COFRE
ESTREIA AVASSALADORA
MISTÉRIO NO AR
OBRAS ABANDONADAS