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Segundo autoridades dos EUA, Maduro foi capturado por tropas de elite das forças especiais

Os Estados Unidos atacaram a Venezuela durante a noite de ontem, 2, e capturaram seu presidente de longa data, Nicolás Maduro, segundo Donald Trump. A operação ocorre após meses de tensões entre os dois países, com troca de acusações de ambos os lados.
Trump confirmou a operação neste sábado, 3, em publicação na rede social Truth Social. “Os Estados Unidos da América realizaram com sucesso um ataque em larga escala contra a Venezuela e seu líder, o presidente Nicolás Maduro, que foi, juntamente com sua esposa, capturado e levado para fora do país”, disse.
O presidente norte-americano afirmou ainda que a operação foi realizada “em conjunto com as forças de aplicação da lei dos EUA” e prometeu mais detalhes em uma entrevista coletiva às 13h (horário de Brasília) em seu resort Mar-a-Lago, na Flórida.
Maduro foi capturado por tropas de elite das forças especiais, disse uma autoridade dos EUA à Reuters.
Washington não faz uma intervenção tão direta na América Latina desde a invasão do Panamá em 1989 para depor o líder militar Manuel Noriega devido a alegações semelhantes.
Os EUA acusam Maduro de administrar um “narcoestado” e de fraudar a eleição de 2024 da Venezuela, que a oposição afirma ter vencido de forma esmagadora. Já o líder venezuelano, que sucedeu Hugo Chávez e assumiu o poder em 2013, tem afirmado que Washington quer assumir o controle das reservas de petróleo da Venezuela, as maiores do mundo.
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Desde agosto, o governo Trump vem subindo o tom e passou a tratar cartéis sul-americanos como organizações terroristas, autorizando operações secretas da CIA contra alvos associados ao chavismo.
Na época, o presidente venezuelano Nicolás Maduro respondeu denunciando a presença de agentes americanos em seu território e fez um apelo público: “No crazy war, please. A Venezuela quer paz.”
Porém, os Estados Unidos seguiram sinalizando que poderia haver um ataque à Venezuela contra o governo de Maduro. Em setembro, a gestão de Trump chegou a dobrar para US$ 50 milhões a recompensa por informações que levassem à prisão ou condenação do líder venezuelano.
Além disso, também lançaram uma operação militar contra o narcotráfico no Caribe. Nos últimos dois meses, os EUA atacaram mais de 20 embarcações no Caribe e no Pacífico, em ações que deixaram mais de 70 mortos.
Já no fim de 2025, um relatório da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre drogas mostrou que o fentanil, responsável pela crise de overdose que ocorre nos EUA, vem principalmente do México. O documento reforça as suspeitas de que as recentes tensões tenham motivações políticas e energéticas.
Embora vários governos latino-americanos se oponham a Maduro e digam que ele fraudou a eleição de 2024, a ação direta dos EUA reaviva lembranças dolorosas de intervenções passadas e, em geral, tem forte oposição dos governos e das populações da região.
Na véspera da operação dos EUA neste sábado, Maduro chegou a afirmar que estava pronto para negociar com Trump sobre o combate ao narcotráfico. Porém, nesta madrugada, explosões sacudiram a capital da Venezuela, Caracas, e outros locais, levando o governo de Maduro a declarar emergência nacional e mobilizar tropas.
Explosões, aeronaves e fumaça preta puderam ser vistas em Caracas a partir das 2h da manhã (3h de Brasília) por cerca de 90 minutos, de acordo com testemunhas da Reuters e imagens que circularam nas redes sociais.
Houve ainda relatos de que ataques também ocorreram nos Estados de Miranda, Aragua e La Guaira.
Não houve confirmação imediata por parte do governo venezuelano da captura ou partida de Maduro, mas o ministro da Defesa, Vladimir Padrino, mostrou-se desafiador.
“A Venezuela livre, independente e soberana rejeita com toda a força de sua história libertária a presença dessas tropas estrangeiras, que só deixaram para trás morte, dor e destruição”, disse Padrino em um vídeo transmitido pela mídia estatal quase ao mesmo tempo em que Trump postou sua mensagem.
“Hoje cerramos o punho em defesa do que é nosso. Vamos nos unir, pois na unidade do povo encontraremos a força para resistir e triunfar.”
*Com informações do Money Times, CNN e G1.
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