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A fabricante de chips não esteve sozinha; nesta sexta-feira (24), as ações da Intel dispararam 24%

Houve um tempo em que os deuses do mercado financeiro habitavam o Vale do Silício sob nomes como Apple ou Microsoft. Mas nesta sexta-feira (24), o Monte Olimpo das big techs ganhou um soberano que não carrega um tridente, mas uma GPU de última geração.
A Nvidia acaba de realizar uma façanha que deixaria até Zeus de boca aberta: a gigante dos chips superou a marca de US$ 5 trilhões em valor de mercado.
Quem acompanhou o pregão, viu as ações da companhia avançaram 4,3% em Nova York, fechando o dia cotadas a US$ 208,27. Por aqui, NVCD34 subiu 4,83%, a R$ 21,70.
Se você piscou no final de 2022 e acordou agora, prepare o coração: o papel já valorizou mais de 14 vezes desde então.
A festa de hoje teve um convidado inesperado que ajudou a abrir os caminhos no Olimpo da tecnologia.
A Intel, que passava por um longo exílio das tendências de inteligência artificial (IA), surpreendeu com resultados sólidos na noite de quinta-feira (23) e viu suas ações saltarem 24% — o melhor desempenho da empresa desde o crash de 1987.
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Esse otimismo contagiou todo o panteão dos chips. A AMD (Advanced Micro Devices) subiu 14%, enquanto a Qualcomm avançou 11%.
O desempenho ajuda o Nasdaq, principal índice de tecnologia de Nova York, a acumular alta de 15% em abril, flertando com o melhor mês desde o início da pandemia de covid-19, em 2020.
A subida ao topo não foi por um caminho pavimentado. Recentemente, os investidores estavam fugindo da tecnologia como quem foge da fúria dos deuses.
Com o petróleo nas alturas devido ao conflito no Irã e os gargalos nas cadeias de suprimentos, o setor parecia vulnerável.
No entanto, o mercado decidiu que o fogo da IA é uma necessidade básica, não um luxo. Gigantes como Google, Microsoft, Meta e Amazon continuam despejando bilhões para garantir que suas infraestruturas de inteligência artificial não fiquem para trás.
Nesta sexta-feira (24), a Anthropic informou que o Google se comprometeu a investir US$10 bilhões agora em dinheiro, dando à Anthropic um valor de mercado de US$350 bilhões, e outros US$30 bilhões se a empresa criadora do chatbot Claude cumprir metas de desempenho.
Mas, como em todo bom mito, o trono sempre é alvo de cobiça. Enquanto a Nvidia celebra o recorde, a Alphabet já prepara suas próprias armas.
A dona do Google anunciou novos chips que devem chegar ao mercado de nuvem ainda este ano, mirando diretamente o calcanhar de Aquiles — ou melhor, o domínio de mercado — da empresa de Jensen Huang.
Na próxima semana, os hiperescaladores — as grandes empresas de tecnologia que consomem esses chips — divulgam seus balanços. Será o momento de descobrir se os lucros são tão reais quanto a ambição dos investidores.
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