Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
"VOCÊS VÃO TER QUE ME ENGOLIR”

A despedida no melhor estilo Zagallo: Powell promete continuar como a pedra no sapato de Trump no Fed

Embora tenha afirmado que será um governador low-profile, a permanência no conselho até 2028 pode ser uma barreira para possíveis interferências políticas no banco central norte-americano

Imagem mostra Jerome Powell como grande estrela do mercado financeiro
Imagem: Shutterstock, com intervenções de Andrei Morais

A seleção brasileira venceu a Bolívia por 3 a 1 em 1997, conquistando a Copa América em La Paz. Muita gente pode não lembrar da partida, mas certamente não esquece do desabafo que o técnico Mario Jorge Lobo Zagallo fez à imprensa logo após a vitória: “Vocês vão ter que me engolir!”. Nesta quarta-feira (29), reservadas as devidas proporções, Jerome Powell mandou o mesmo recado ao mercado.  

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Naquele longínquo 1997, Zagallo vivia a mesma coisa que Powell enfrentou à frente do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano). Críticos pediam a saída do velho lobo e a entrada de um técnico como Vanderlei Luxemburgo, além de questionarem seu estilo de jogo e o patriotismo do treinador.  

Powell passou os dois últimos anos sob pressão de Donald Trump. Antes mesmo de assumir a Casa Branca pela segunda vez, o republicano, ainda em campanha, defendia a substituição do presidente do Fed por algum nome favorável a juros mais baixos.  

O que veio depois foi digno de uma torcida raivosa: Trump chegou a xingar Powell publicamente, questionou seu conhecimento em política monetária e travou uma batalha na justiça — que acabou encerrada sem condenação — sobre a idoneidade do chefe do Fed.  

Assim como Zagallo, Powell resistiu. A cada coletiva, dizia que tomava decisões dependentes de dados econômicos e guiadas pelo mandato duplo definido pelo Congresso norte-americano (estabilidade de preços em 2% e pleno emprego).  

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O “vocês vão ter que me engolir” de Powell 

Nesta quarta-feira (29), Powell, em tom mais refinado, também disse “vocês vão ter que me engolir” ao conversar com a imprensa após a decisão de política monetária que manteve a taxa de juros inalterada entre 3,50% e 3,75% ao ano.  

Leia Também

INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL

Anthropic é obrigada a suspender acesso aos seus novos modelos de IA após ordem dos EUA; entenda

BRASIL ENTRA EM CAMPO

Brasil estreia na Copa do Mundo hoje; confira horário e onde assistir o jogo contra o Marrocos

O mandato de Powell como presidente do Fed acaba no dia 15 de maio, e havia dúvidas se ele continuaria como governador do banco central norte-americano, cujo mandato vai até 2028.  

“Vou continuar no Fed como governador. Pretendo ser um governador low-profile", disse Powell ao ser questionado logo no início da coletiva desta quarta-feira (29) sobre sua permanência no conselho do banco central norte-americano.  

Antes da decisão do Fed de hoje, o comitê bancário do Senado dos EUA votou para avançar na indicação de Kevin Warsh, indicado de Trump para liderar a autoridade monetária.  

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O Seu Dinheiro acompanhou o depoimento de Warsh no Congresso e você pode conferir aqui o que ele pensa e como pretende conduzir os juros daqui para frente.  

“Eu fui governador [do Fed] por seis anos antes de me tornar presidente. Sei que é muito difícil conseguir consensos entre tantos membros. Minha intenção não é interferir e sim trabalhar com o novo presidente [do Fed]”, disse Powell.  

Powell à la Zagallo 

Além de ter dedicado à vida à seleção brasileira (como jogador e na comissão técnica), Zagallo também era famoso por não ter papas na língua, especialmente quando era para defender seu trabalho e os jogadores das críticas da imprensa — algo que dificilmente um presidente de banco central costuma fazer. Mas esta quarta-feira (29) foi diferente.  

Powell se permitiu falar um pouco da pressão vinda da Casa Branca, afirmando que sua maior preocupação com relação ao novo presidente do Fed é o ataque de Trump ao banco central norte-americano.  

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“Minha maior preocupação é o ataque ao Fed. E isso não é uma crítica aos políticos eleitos, mas as ações legais do Executivo são sem precedentes na nossa história, podendo fragilizar instituições e confudir a população. É fundamental que o Fed aja sem influência política”, afirmou.  

Para Powell, permanecer como governador pode ser uma forma de blindar a independência da instituição, depois de enfrentar questões que vão desde tentativas de intimação pelo Departamento de Justiça até investigações sobre reformas no prédio do Fed. 

Além disso, paira no ar a possibilidade de substituição de presidentes regionais do Fed, uma medida à qual Powell poderia resistir mesmo fora da cadeira da presidência. 

Powell deixa o comando do Fed em um cenário de incertezas, onde o equilíbrio entre a independência monetária e a pressão política nunca foi tão frágil.  

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O mercado, que não prevê mudanças nos juros até 2027, agora aguarda para ver se o próximo capítulo da história do banco central norte-americano será escrito sob a marca da coordenação ou do confronto. 

Ao encerrar a coletiva desta quarta-feira (29), Powell fez questão de dizer a todos: “Não vejo vocês na próxima!”, e deixou a sala sob aplausos e risadas dos jornalistas presentes.  

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Pessoas torcendo para o Brasil na Copa do Mundo no sofá de casa 11 de junho de 2026 - 5:57
Imagem traz a bandeira dos EUA ao fundo. Em primeiro plano, uma mão segurando o índice S&P 500. 10 de junho de 2026 - 15:05

FUJA DO ÍNDICE, FOQUE NAS AÇÕES

Tudo parece bem no S&P 500. O Bank of America discorda e tem 7 motivos para isso 

10 de junho de 2026 - 15:05
Em um mapa mundi em preto e branco, mãos dadas com as bandeiras do Brasil e da China 9 de junho de 2026 - 19:03
O presidente dos EUA, Donald Trump, e os impactos para a bolsa brasileira. ação 5 de junho de 2026 - 18:44
5 de junho de 2026 - 14:12

MOSQUITOS DO BEM

Por que o Google quer liberar 32 milhões de mosquitos nos EUA?

5 de junho de 2026 - 14:12
Argentina X Dólar país enfrenta escassez de reservas 4 de junho de 2026 - 16:20
4 de junho de 2026 - 13:01
SpaceX, do bilionário Elon Musk 4 de junho de 2026 - 10:04
3 de junho de 2026 - 16:57
Ouro 2 de junho de 2026 - 19:51
2 de junho de 2026 - 14:28
Vladimir Putin, presidente da Rússia. 30 de maio de 2026 - 10:30
Ebola 26 de maio de 2026 - 12:20

ALERTA GLOBAL

Ebola: por que esse surto é diferente dos outros

26 de maio de 2026 - 12:20
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar