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O Brasil é a preferência disparada entre os investidores nos EUA quando o assunto é América Latina, mas um queridinho por aqui não está mais no coração dos norte-americanos

Dizem que o amor é cego, mas o norte-americano mantém os olhos bem abertos quando o assunto é América Latina. Após uma rodada de conversas com investidores nos EUA, os analistas do Citi voltaram com a mala cheia de certezas: o Brasil é, de longe, o país preferido na região.
Mas não se engane com o romance. O gringo não está apaixonado por qualquer história de crescimento desenfreado. Ele quer segurança, dividendos e nomes de peso para carregar no portfólio.
Por isso, o investidor estrangeiro se permite viver em um triângulo amoroso com Itaú (ITUB4), BTG Pactual (BPAC11) e B3 (B3SA3).
Segundo os analistas Gustavo Schroden, Brian Flores e Arnon Shirazi, essa escolha é mais baseada em uma tese de investimento top-down — que se apoia na solidez dessas empresas no cenário macroeconômico — do que em histórias específicas de cada ação.
"Os investidores continuam a ver a B3 como uma forma direta de investir no Brasil, apoiada pela baixa volatilidade de lucros, tendências positivas em um ambiente de taxas de juros menores e pagamentos de dividendos robustos", afirma o trio de analistas.
Se antes o Nubank (ROXO34) era a estrela solitária das carteiras internacionais, o amor acabou. A fintech não é mais a queridinha dos gringos, que estão zerando ou reduzindo posições. E o medo do ciclo de crédito explica boa parte desse movimento.
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Os analistas do Citi destacam que os investidores temem a deterioração da qualidade dos ativos e a saturação do mercado de baixa renda e crédito sem garantia no Brasil. Além disso, a expansão para os EUA gera desconfiança.
"A principal preocupação entre os investidores norte-americanos é que a expansão para os EUA será significativamente mais cara do que no Brasil e no México, enquanto a rentabilidade resultante provavelmente ficaria bem abaixo dos níveis alcançados no Brasil", dizem os analistas do Citi.
Com relação ao restante do setor bancário brasileiro, o sentimento dos investidores norte-americanos é misto, segundo o Citi.
O Bradesco (BBDC4) recebeu um voto de confiança cauteloso, sendo mencionado como quem está "no caminho certo", embora os investidores saibam que a melhora na rentabilidade deve demorar a aparecer.
Já para o Banco do Brasil (BBAS3), o tom foi mais duro. O banco estatal foi classificado como "não investível por agora". O problema central é a falta de visibilidade sobre o real tamanho dos créditos podres originados no segmento rural.
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