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AINDA TRAVADO

Petróleo recua com nova proposta de paz do Irã e sinais de negociação com EUA, mas Trump diz que não está satisfeito com negociações

Presidente norte-americano diz que governo do país persa está fragmentado, o que dificulta chegar a um consenso

Irã e EUA
EUA e Irã - Imagem: iStock

Os preços do petróleo fecharam em queda nesta sexta-feira (1º), após o envio de uma nova proposta de paz do Irã a mediadores no Paquistão, reacendendo a possibilidade de um acordo com os Estados Unidos.

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O barril do petróleo WTI, referência nos EUA, fechou em queda de 2,98%, a US$ 101,94. Já o Brent, referência global, fechou em baixa de 2,02%, a US$ 108,17.

Autoridades paquistanesas confirmaram que o Irã encaminhou uma versão atualizada de sua proposta para encerrar o conflito, que já teria sido repassada ao governo norte-americano.

Apesar da sinalização de diálogo, o cenário segue incerto. As tensões continuam elevadas, especialmente por conta das restrições no Estreito de Ormuz — rota estratégica por onde passa cerca de 20% da oferta global de petróleo.

Trump diz que não está satisfeito com negociações

O presidente norte-americano, Donald Trump, porém, afirmou, nesta sexta-feira, que não está satisfeito com o Irã, após conversas por telefone com a liderança persa e recentes negociações bilaterais em busca de um acordo de paz.

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Segundo o republicano, o governo iraniano está muito fragmentado, o que dificulta chegar a um consenso em relação ao acordo.

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“O Irã não sabe mais quem são seus líderes, estão muito confusos, e a liderança não se dá bem, há tremenda discordância”, afirmou ele a repórteres na Casa Branca, embora tenha ressaltado que ainda quer chegar a um “bom acordo” com Teerã.

“Estávamos avançando e próximos de um acordo, mas vieram representantes de uma ala que apoia armas nucleares, e a conversa desandou. Não sei se algum dia chegaremos lá em um acordo”.

De acordo com ele, todos os grupos de lideranças do Irã, incluindo os mais extremistas, querem um acordo. No entanto, esses grupos possuem demandas diferentes e conflitantes com os termos propostos pelos EUA.

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Trump reiterou ameaças ao país persa, frisando que “ou vamos destruí-los ou fazemos um acordo”. Questionado sobre a situação militar dos EUA, o presidente disse que o país ainda possui estoques suficientes de mísseis ao redor do mundo e que suas forças armadas estão em boas condições.

“Estamos a caminho de uma vitória no Irã”, disse, acrescentando que o bloqueio do Estreito de Ormuz está funcionando e continuará em vigor.

“Se sairmos agora do Irã, levará mais de 20 anos até que possam reconstruir seu país. Mas não estamos satisfeitos ainda com operações lá”, afirmou. Trump, contudo, evitou responder a perguntas se novos ataques serão realizados contra Teerã. “Por que eu falaria sobre isso?”, rebateu.

O republicano criticou ainda a Itália e a Espanha ao dizer que “não está feliz” com o posicionamento de ambos os países sobre a guerra no Irã, acusando ambos de serem favoráveis a obtenção de armas nucleares por Teerã. Apesar disso, Trump sinalizou que pode estar presente na próxima reunião do G7.

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Prazo político nos EUA entra no radar

Trump enfrenta um limite de 60 dias, previsto na legislação americana, para obter autorização do Congresso para ações militares relacionadas ao conflito com o Irã.

A Casa Branca, no entanto, sustenta que o cessar-fogo firmado há cerca de três semanas teria encerrado formalmente as hostilidades, o que dispensaria a necessidade de aval dos parlamentares.

Segundo integrantes do governo, a ausência de confrontos diretos desde o início da trégua seria suficiente para caracterizar o fim do conflito sob a ótica legal.

Tensão persiste no Oriente Médio

Mesmo com a trégua, o ambiente no Oriente Médio segue delicado. Os Estados Unidos mantêm restrições econômicas ao Irã, enquanto Teerã resiste em normalizar o tráfego no Estreito de Ormuz sem a retirada dessas medidas.

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Nos bastidores, também há relatos de que o comando militar americano preparou novos planos de ataque, caso as negociações não avancem.

Do lado iraniano, autoridades já sinalizaram que eventuais novas ofensivas poderiam provocar uma resposta mais dura contra posições dos EUA na região.

*Com informações de Money Times e Estadão Conteúdo

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