O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Os presidentes dos EUA e da China iniciaram nesta quinta-feira (14) a cúpula em Pequim com foco em cooperação econômica e estabilidade; confira os principais pedidos de cada país, do agro ao petróleo, e o duro aviso chinês sobre Taiwan

O mundo parou para assistir ao que muitos chamam de cúpula mais importante da década, e o primeiro dia do encontro entre Donald Trump e Xi Jinping em Pequim entregou exatamente o que os mercados adoram: estabilidade coreografada e promessas de abertura.
Em um clima de paz armada e gestos de cortesia que contrastam com as batalhas comerciais e geopolíticas que envolvem EUA e China, os dois líderes tentam agora construir uma estabilidade estratégica.
O objetivo é claro: evitar a famosa Armadilha de Tucídides, como citou Xi Jinping, quando uma potência em ascensão e uma dominante acabam inevitavelmente em guerra. Por enquanto, o tom é de competição comedida para evitar que a relação saia do controle.
“China e EUA conseguem superar a armadilha de Tucídides e criar um novo modelo de relações entre grandes potências? Podemos enfrentar juntos os desafios globais e oferecer mais estabilidade ao mundo?”, questionou Xi durante o encontro.
Do lado norte-americano, a lista de pedidos de Trump foi direta ao ponto e focada na base eleitoral e na segurança interna.
O republicano pressionou Xi para que a China aumente drasticamente a compra de produtos agrícolas norte-americanos, um aceno vital para o cinturão rural dos EUA.
Leia Também
Além disso, Trump reiterou a necessidade de Pequim fechar o cerco contra o fluxo de fentanil e abrir as portas do seu mercado doméstico para as empresas norte-americanas de tecnologia e serviços.
A comitiva de peso, que incluiu nomes como Elon Musk, Jensen Huang e Tim Cook, serviu como o cartão de visitas de Washington, reforçando que o setor corporativo dos EUA quer lucrar com a China, desde que as regras do jogo sejam mais claras.
A China, por sua vez, jogou o jogo da diplomacia com avisos nítidos sob uma luva de seda.
Xi Jinping foi enfático ao declarar que a porta para investimentos estrangeiros "se abrirá ainda mais", sinalizando que o país precisa e quer manter o capital externo fluindo para sustentar sua economia.
Contudo, o grande pedido — ou melhor, a linha vermelha — foi Taiwan.
Xi classificou a questão como o ponto mais sensível da relação, alertando que qualquer passo em falso na independência da ilha seria como fogo e água, colocando todo o progresso em risco.
Pequim também sinalizou que deseja comprar mais petróleo dos EUA, uma jogada estratégica para reduzir a dependência das rotas instáveis do Oriente Médio.
No campo da energia e geopolítica, um raro consenso surgiu sobre o Estreito de Ormuz.
Ambos concordaram que a via deve permanecer aberta e livre de pedágios ou militarização, garantindo que o fluxo global de energia não seja interrompido por conflitos regionais.
Houve até espaço para um aceno tecnológico: os dois países pretendem colaborar em protocolos de segurança para inteligência artificial (IA), visando impedir que atores não estatais usem modelos avançados para fins maliciosos.
Em um momento de forte simbolismo, Xi Jinping fez questão de falar diretamente aos titãs do capitalismo norte-americano que acompanharam Trump, como Musk, Huang e Cook.
O presidente chinês garantiu aos executivos que as empresas dos EUA foram fundamentais para o processo de reforma e abertura da China e que ambos os lados colheram frutos dessa parceria.
Xi reforçou que as perspectivas para os negócios estrangeiros serão ainda mais amplas, reiterando que a política de abertura do país é um caminho sem volta.
Por parte dos CEOs, o sentimento foi de otimismo: eles destacaram a importância estratégica do mercado chinês e o desejo de aprofundar as operações locais em colaboração com Pequim.
Entre o pragmatismo de Trump e a visão de longo prazo de Xi, o primeiro dia termina com a sensação de que, embora os problemas estruturais continuem lá, ninguém quer que o barril de pólvora exploda agora.
ECONOMIA
TOUROS E URSOS
ORIENTE MÉDIO
AINDA TRAVADO
A CONTA FECHA?
TOUROS E URSOS
"VOCÊS VÃO TER QUE ME ENGOLIR”
SEM CONSENSO
O MAIOR ASTROLÁBIO CONHECIDO
A GEOPOLÍTICA DA IA
TRIÂNGULO AMOROSO
DIPLOMACIA VERSÃO HOME OFFICE
ATAQUE EM WASHINGTON
SEM TRÉGUA
PANTEÃO DAS BIG TECHS
IMÃ DE DINHEIRO
ABRINDO O JOGO
ALÉM DAS CORDILHEIRAS
OPORTUNIDADE NO EXTERIOR