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Em análise ácida, Paul Krugman afirma que Trump jogou fora a vantagem geopolítica dos EUA. Entenda como a China pode usar a fragilidade de Washington para lucrar em setores estratégicos.

Esqueça a imagem do líder da maior potência do mundo ditando as regras. Para o Nobel de Economia Paul Krugman, a visita de Donald Trump à China não passa de um "espetáculo triste e patético".
Em artigo contundente publicado nesta quinta-feira (14), ele não poupou críticas à postura de Washington, classificando o republicano como um verdadeiro "acelerador da decadência norte-americana" diante dos olhos de Pequim.
Na visão de Krugman, o cenário não poderia ser mais desfavorável para os EUA. Enquanto a China observa o tabuleiro global, ela enxerga um Trump fragilizado por derrotas internacionais recentes — como a que o Nobel chamou de "derrota humilhante" frente ao Irã no Golfo Pérsico.
Trump desembarcou em solo chinês e encontra nesta quinta-feira (14) o presidente Xi Jinping na posição de um "suplicante", segundo Krugman, buscando concessões para tentar salvar sua imagem política em casa.
O diagnóstico de Krugman é severo: Trump teria "jogado fora" a principal vantagem geopolítica dos EUA ao desgastar alianças históricas. Ataques à Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) e embates com parceiros tradicionais, como o Canadá e a Europa, deixaram Washington isolada.
Enquanto isso, a China capitaliza em setores nos quais os norte-americanos parecem estar batendo cabeça.
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Krugman acusa o governo Trump de atrasar os EUA na corrida energética ao adotar políticas hostis às renováveis.
A política tarifária, que prometia revitalizar as fábricas norte-americanas, fracassou, segundo o prêmio Nobel. Para piorar, a reação chinesa com restrições a terras raras apenas expôs o quão vulnerável a economia dos EUA se tornou.
Krugman alerta que Pequim sabe exatamente como jogar esse jogo. Xi pode até oferecer algumas migalhas políticas para ajudar Trump, como compras de soja norte-americana e acordos pontuais para os executivos que integram a comitiva.
No entanto, ele adverte: essas concessões são limitadas. Por trás dos sorrisos protocolares, a China deve usar o status debilitado do presidente para pressionar em questões estratégicas, como Taiwan, e ampliar a hegemonia global.
Embora a China enfrente seus próprios fantasmas, como a crise demográfica e a desaceleração econômica, Krugman diz que a ascensão de Pequim é um processo sólido que Trump apenas acelerou.
Ele lembra que a manufatura chinesa superou a norte-americana há 15 anos — desde 2015, a economia da China já é maior que a dos EUA em paridade de poder de compra.
Para o prêmio Nobel, o resumo da ópera é claro: ao enfraquecer o soft power e as alianças ocidentais, Trump entregou de bandeja o protagonismo que os EUA levaram décadas para construir.
Resta saber o que sobrará na bagagem de volta dessa viagem a Pequim além de promessas de compra de commodities.
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