O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
A maior economia do mundo cresceu abaixo das projeções no quarto trimestre de 2025, enquanto o índice de preços para gastos pessoais, a medida preferida do Fed para a inflação, ficou acima do esperado em dezembro
Os investidores estavam tentando decifrar os sinais de fumaça emitidos pela maior economia do mundo. O combo crescimento abaixo do esperado e inflação resiliente enviou uma mensagem que o mercado já começou a ler: os juros altos nos EUA vieram para ficar mais tempo do que o desejado pelos investidores.
O mercado correu para ajustar as apostas sobre o caminho da taxa por lá, e agora a probabilidade indica junho como o momento em que a fumaça finalmente revelará o início da queda dos juros neste ano. Por lá, os juros estão sendo mantidos na faixa entre 3,50% e 3,75% ao ano.
Pelo menos é isso que indicam os dados compilados pelo CME Group. A ferramenta FedWatch mostra que o mercado manteve junho como o mês mais provável para a retomada do ciclo de afrouxamento monetário nos EUA, após as leituras divergentes do Produto Interno Bruto (PIB) do quarto trimestre de 2025 e do índice de preços para gastos pessoais (PCE, na sigla em inglês) de dezembro.
Logo depois da divulgação dos dados, a probabilidade do início dos cortes dos juros nos EUA era de 56,3% em junho, de acordo com o CME.
O cenário mais precificado é de um corte de 25 pontos-base (pb), com 46,8% de chance, seguido pela manutenção da taxa, com 43,7%. A possibilidade de uma redução mais intensa, de 50 pontos-base, aparecia com 9%.
No horizonte até o fim de 2026, as apostas seguem divididas quanto à magnitude do afrouxamento. O cenário de corte acumulado de 50 pontos-base até dezembro permanece como o mais provável, avançando marginalmente de 32,2% para 32,7%. Já a expectativa de redução de 75 pontos-base recuou de 27,3% para 26,7%.
Leia Também
A inflação faz parte do mandato duplo do Federal Reserve (Fed) que, por sua vez, é designado pelo Congresso norte-americano. Por isso, os investidores estavam de olho no comportamento dos preços para entender o rumo dos juros nos EUA.
O PCE, dado preferido do banco central norte-americano para definir a política monetária, subiu 0,4% em dezembro ante novembro, de acordo com dados do Departamento do Comércio do país. Na comparação anual, a alta foi de 2,9%.
Analistas consultados pela FactSet projetavam um acréscimo mensal de 0,3% para o PCE em dezembro e avanço anual de 2,8%.
Para o CIBC, os dados provavelmente vieram em linha com o que o Fed esperava e "não devem influenciar as discussões sobre para onde os juros precisam ir", ainda que o avanço de 0,4% do núcleo em dezembro tenha vindo um pouco acima do consenso (+0,3%).
O banco canadense diz ainda que os relatórios futuros de inflação e emprego nos EUA continuarão a ser o principal guia para o Fed, que segundo o CIBC, deverá cortar os juros em duas ocasiões no segundo semestre do ano.
A economia norte-americana cresceu 1,4% em taxa anualizada no quarto trimestre de 2025, segundo a primeira estimativa do Departamento do Comércio do país, divulgada nesta sexta-feira (20). Analistas ouvidos pela FactSet esperavam uma alta de 1,9% do PIB dos EUA no período.
No terceiro trimestre de 2025, a economia norte-americana registrou uma expansão robusta, de 4,4%, também em termos anualizados.
Segundo a Capital Economics, o desempenho mais fraco nos últimos três meses do ano pode ser explicado pela paralisação do governo (shutdown), que prejudicou muito mais a economia dos EUA do que os dados anteriores sugeriam.
A consultoria britânica chama atenção para os dados que mostram que o investimento em equipamentos de TI, software e P&D, em conjunto, adicionaram cerca de 1 ponto porcentual ao crescimento do PIB dos EUA, um sinal de que o boom da inteligência artificial (IA) continua a "impulsionar fortemente a economia".
A Capital Economics espera que a perda de fôlego do quarto trimestre de 2025 seja revertida no primeiro trimestre deste ano, com projeção de que o crescimento supere 3% em termos anualizados.
O investidor local tem visto uma enxurrada de dinheiro gringo entrar na bolsa brasileira, o que tem levado o Ibovespa a renovar uma sequência de recordes.
A entrada de recursos estrangeiros aqui tem como motor a diversificação ao mercado norte-americano — em meio às incertezas provocadas pelas políticas de Donald Trump — e a atratividade da Selic em 15%.
Quando os sinais indicam que os cortes de juros nos EUA devem demorar mais para acontecer, o impacto é o encarecimento do custo de capital no mundo todo.
Para o investidor estrangeiro, se o porto seguro (títulos do Tesouro dos EUA) continua pagando juros altos e sem previsão de queda imediata, o incentivo para arriscar dinheiro em países emergentes como o Brasil diminui momentaneamente.
Isso significa que podemos ver uma estabilização ou leve saída de capital especulativo nos próximos dias.
Além disso, se os EUA não cortam juros e o Brasil decidir cortar a Selic, o diferencial de juros entre os dois países diminui.
Esse descompasso pode atrair menos dólares para o Brasil, o que pressionaria o câmbio para cima.
Um dólar mais alto é ruim para empresas brasileiras dependentes de importação ou com dívidas em moeda estrangeira, mas pode beneficiar exportadoras.
Governo cubano adota nova estratégia de sobrevivência diante de sanções dos EUA, que ameaçam causar um apagão total no país
De acidente natural a centro nervoso das tensões entre potências, Ormuz mostra como geografia ainda determina quem tem vantagem no tabuleiro mundial
A TAG Investimentos explica como a inteligência artificial está operando uma seleção natural no mercado de trabalho e o que isso significa para a bolsa
Brent sobe 12% em três dias com risco no Estreito de Ormuz; para o banco, Petrobras ganha fôlego para reforçar caixa e sustentar proventos
O Kospi vinha de uma valorização estrondosa de 75% no ano passado, impulsionado pelo hype da inteligência artificial
O banco avalia o choque da alta dos preços do petróleo na região e diz quem ganha, quem perde e como ficam inflação e juros no Brasil, na Argentina, na Colômbia, no Chile e no México; confira a análise
Com quedas de até 15% no ano, as empresas de software brasileiras estão no olho do furacão da IA, mas, segundo o Bank of America, a barreira de dados e a chance de proventos ainda pesam mais que o risco tecnológico
Queda de aeronave militar carregada com 18 toneladas de papel-moeda gera onda de saques e vandalismo
As agências de classificação de risco S&P Global, Fitch Ratings e Moody’s lançam um olhar sobre o Oriente Médio e dizem o que pode acontecer se o conflito durar muito tempo
O banco realizou algumas alterações na carteira de ações internacionais em março, com novas oportunidades de ganho em meio ao ciclo de juros do Fed
Bombardeio contra refinaria da Saudi Aramco coloca em xeque produção da petroleira, mas isso já aconteceu no passado — bem no ano de seu IPO bilionário
A disparada do petróleo pode reascender a inflação global, e alguns líderes de bancos centrais ao redor do mundo já estão em alerta
O gringo está injetando dinheiro no Brasil, México e Colômbia, atraído pelo tamanho desses mercados, mas, para o investidor brasileiro, a diversificação para EUA, Ásia e Europa seguem como o mantra dos bons retornos
Com o espaço aéreo fechado desde sábado (28), cidades dos Emirados Árabes Unidos se aliam com hotelaria para administrar milhares de turistas presos no país após ataques iranianos
Para o capital estrangeiro, o Brasil não é um debate político ou fiscal, mas um balcão de oportunidades de valor; entenda por que, para o gringo, o micro das companhias vence o macro do governo — mas não para sempre
Mesmo com os ataques envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã afetando o fluxo de petróleo na região, o grupo decidiu elevar a oferta em 206 mil barris por dia
Banco avalia que risco maior está na logística global da commodity e mantém recomendação de compra para ação do setor
Aiatolá Alireza Arafi assume interinamente enquanto Assembleia dos Peritos inicia processo para escolha do novo líder supremo
O aiatolá de 86 anos era o homem mais poderoso do Irã e o chefe de Estado mais longevo do Oriente Médio, ocupando a posição de líder supremo por 35 anos
Depois dos ataques coordenados de EUA e Israel ao Irã neste sábado (28), entenda qual deve ser o posicionamento do governo brasileiro e as implicações do conflito para o País