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O MAPA DO TESOURO

Brasil está a apenas dois passos de recuperar grau de investimento — e agência de rating diz o que falta para chegarmos lá

Na América Latina, o país mais propenso a receber o selo de bom pagador é o Paraguai; México é o pior da lista

Montagem com a bandeira do Brasil do lado esquerdo e o prédio da Ftich Ratings do lado direito
Imagem: Montagem Seu Dinheiro\Canva Pro

O mapa para o Brasil reconquistar a confiança total dos investidores globais já está traçado pela Fitch Ratings. Segundo a agência de classificação de risco, a melhora da nota de crédito brasileira — e a consequente aproximação do grau de investimento — depende fundamentalmente de um plano fiscal crível no médio prazo. 

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Atualmente, o Brasil detém o rating 'BB' com perspectiva estável pela Fitch. Na prática, isso coloca o País a apenas dois degraus de distância do selo de bom pagador.  

Esse reconhecimento é importante já que algumas empresas e fundos globais só podem investir em países com grau de investimento.  

No entanto, para subir o primeiro desses degraus, que coloca o Brasil em 'BB+', a agência é enfática: é preciso convicção na estabilização da dívida. 

"A principal vulnerabilidade do Brasil é sua posição fiscal fraca", diz a Fitch em relatório distribuído a clientes nesta quarta-feira (18).  

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A agência esclarece que não exige um ajuste fiscal completo para elevar a nota de crédito de imediato, mas a melhora no rating demanda um progresso significativo inicial e sinais claros de que as contas públicas continuarão melhorando. 

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Para a Fitch, independentemente de quem vencer as eleições deste ano, o esforço fiscal será obrigatório.  

Embora avalie que um ajuste mais ambicioso seja mais provável sob um governo de direita, a agência destaca que o cenário não é binário e apresenta desafios para ambos os lados. 

No caso da esquerda, uma eventual continuidade da gestão Lula poderia enfrentar forte resistência política para novos aumentos de impostos. 

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Do lado da direita, uma gestão de Flávio Bolsonaro encontraria barreiras políticas para entregar os profundos cortes de gastos propostos. 

A Fitch lembra, inclusive, que o atual Congresso, apesar de conservador, já pressionou por iniciativas que aumentam gastos e diluiu medidas de controle fiscal. 

A agência indica ainda que, no curto prazo, a manutenção de juros elevados deve continuar pesando na demanda doméstica.  

Na outra ponta, o mercado de trabalho aquecido e a melhora no déficit primário deste ano devem atuar como amortecedores para a economia. 

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Além de Brasil, a América Latina 

Ao olhar para a vizinhança, a Fitch observa um cenário de relativa estabilidade, mas com sinais de alerta.  

Atualmente, apenas cinco economias da região detêm o grau de investimento, com o México ocupando a posição mais baixa do grupo. 

A boa notícia para a América Latina é que a agência não prevê a perda do selo de bom pagador para nenhum país este ano.  

"Não esperamos novos 'anjos caídos' em 2026", afirma.  

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O destaque positivo fica com o Paraguai, cuja perspectiva positiva indica potencial para alcançar o grau de investimento em breve. 

Contudo, o alerta estrutural permanece: a consolidação fiscal na América Latina segue desigual.  

Segundo a Fitch, os países maiores da região ainda estão sobrecarregados por déficits elevados e um peso crescente da dívida pública. 

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