🔴 ONDE INVESTIR EM MARÇO: ESPECIALISTAS TRAZEM INSIGHTS SOBRE MACRO, AÇÕES, RENDA FIXA, FIIS E CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Monique Lima

Monique Lima

Monique Lima é jornalista com atuação em renda fixa, finanças pessoais, investimentos e economia, com passagem por veículos como VOCÊ S/A, Forbes, InfoMoney e Suno Notícias. Formada em Jornalismo em 2020, atualmente, integra a equipe do Seu Dinheiro como repórter, produzindo conteúdos sobre renda fixa, crédito privado, Tesouro Direto, previdência privada e movimentos relevantes do mercado de capitais.

SEM CONFIANÇA

Raízen (RAIZ4) non grata: investidores vendem debêntures da empresa com prejuízo, diante de maior percepção de risco

Depois dos bonds, debêntures da Raízen derretem no mercado secundário, com abertura de até 40 pontos percentuais em taxas

Monique Lima
Monique Lima
9 de fevereiro de 2026
14:01 - atualizado às 12:29
Base da Raízen (RAIZ4) em Rondonópolis (MT)
Base da Raízen (RAIZ4) em Rondonópolis (MT) - Imagem: Divulgação

A crise de confiança nos títulos de dívida da Raízen (RAIZ4) não se limitou à dívida em dólar. As debêntures da empresa também foram penalizadas na última semana, com uma onda de vendas no mercado secundário que fez o preço dos papéis despencar e a taxa disparar.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Dados da XP mostram que a debênture RESA14, da Raízen Energia S/A, foi o segundo ativo mais negociado na última semana, com R$ 253 milhões em volume. O papel RAIZ13 aparece em quarto lugar, com R$ 185 milhões em negociação.

Acontece que todo esse volume financeiro era de venda. Isso porque os títulos da Raízen também figuraram entre as maiores aberturas de spreads.

Traduzindo o jargão financeiro, a abertura de spread é o aumento da taxa de retorno da debênture em relação à taxa do título público de referência. O título de dívida local da Raízen que teve a maior abertura foi o papel RAIZ14.

Esse título teve uma abertura de 4.085 bps, o equivalente a 40,86 pontos percentuais. Uma abertura dessa magnitude indica uma avaliação dos agentes financeiros de crise profunda na empresa, com aumento muito grande de percepção de risco.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O papel RAIZ14 tem seu retorno atrelado aos juros (CDI) e é uma debênture tradicional (não incentivada), o que geralmente implica em maior liquidez nas negociações.

Leia Também

Os outros dois papéis que tiveram maior aumento de taxa foram RAIZ13 (+3,52 p.p.) e RAIZ23 (+1,32 p.p.) — ambos indexados à inflação (IPCA) e isentos de imposto de renda.

Dívida non grata

O gatilho para a venda da dívida da Raízen foi um movimento das controladoras Cosan (CSAN3) e Shell na semana passada.

A holding brasileira anunciou o resgate de algumas dívidas da Raízen com cláusula de “inadimplência cruzada”. Essa cláusula determina que se um lado tem problema em honrar os pagamentos, o outro pode ser cobrado.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Para o mercado, o resgate soou como um sinal de menor disposição da Cosan em colocar dinheiro na Raízen.

Esse estresse acontece num momento em que a situação da dívida da Raízen fica cada vez mais nebulosa. O JP Morgan calcula que a empresa precisaria levantar cerca de R$ 18 bilhões para voltar a um nível de endividamento visto como saudável (2,5 vezes a relação entre dívida líquida e Ebitda).

O movimento de venda por investidores também foi observado nos títulos de dívida em dólar (bonds) — que passou pelo mesmo movimento de abertura dos spreads versus derretimento de preços.

Crise nas debêntures da Raízen

Quando muita gente vende um título de renda fixa ao mesmo tempo, o preço do papel cai e a taxa de retorno sobe — é uma correlação inversa para que o preço e a taxa se equilibrem.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Digamos que na emissão o papel vale R$ 1.000 e o juro é de 5%. Mas o investidor quer resgatar antes do vencimento e vende no mercado secundário por R$ 990. Para equilibrar a rentabilidade, o juro vai subir para 5,10%.

Foi isso que aconteceu com as debêntures da Raízen após essa onda de vendas generalizadas.

Dados da Anbima mostram que o preço do título RESA14 caiu mais de R$ 100 em uma semana, considerando o preço unitário indicativo. A rentabilidade do papel agora está acima de 21%.

Para o mercado, se o controlador (Cosan) se mostra cauteloso, a percepção de risco aumenta. Há quem prefira resgatar e absorver o prejuízo. Já quem decide entrar agora, exige retorno maior — e, portanto, um preço menor.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Há ainda outro agravante: o segundo controlador (Shell) está evitando colocar mais capital agora, porque um aporte grande o deixaria com mais de 50% da Raízen — e, nesse cenário, a dívida da subsidiária teria que constar no balanço da própria Shell, algo que a petroleira não quer neste momento.

Sem Shell e Cosan dispostas a abrir o cofre agora, a incerteza com relação ao risco de inadimplência da Raízen aumenta.

O que acontece agora?

Conforme fato relevante desta segunda-feira (9), a Raízen está buscando assessores financeiros e legais para desenhar estratégias e sair do mar de dívidas.

O trabalho desses assessores deve "auxiliar a companhia na elaboração de um diagnóstico de opções estratégicas voltadas ao fortalecimento de sua posição de liquidez, à otimização de sua estrutura de capital e à sua interação com o mercado", disse o comunicado.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Por enquanto, esses projetos ainda estão em caráter preliminar, segundo a empresa, que reforçou que os investidores serão informados dos desenvolvimentos desse plano.

A Raízen irá divulgar os últimos resultados financeiros depois do fechamento do mercado de quinta-feira (12), na véspera do Carnaval.

Mas os números não devem ser motivo de comemorações na avenida. A XP acredita que, no curto prazo, a empresa continuará queimando caixa e se afundando em dívidas, mesmo após iniciativas de reciclagem de portfólio consideradas positivas.

A expectativa é de continuidade da recuperação operacional, apesar dos desafios nos negócios de açúcar e etanol.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
OPORTUNIDADE NO CRÉDITO

Não é hora de sair da renda fixa? Moody’s prevê bilhões em emissões no primeiro semestre

12 de fevereiro de 2026 - 18:58

Com R$ 117 bilhões em títulos para vencer, empresas devem vir a mercado para tentar novas emissões, a taxas ainda atraentes para o investidor

RENDA FIXA

CDBs dos bancos Pleno, Original e Pine estão entre os mais rentáveis de janeiro, pagando até 110% do CDI; vale a pena investir?

10 de fevereiro de 2026 - 16:15

Levantamento da Quantum Finance mostra quais emissões ficaram com taxas acima da média do mercado

CARTEIRA RECOMENDADA

Livres de imposto de renda: as recomendações de CRI, CRA e debêntures incentivadas para fevereiro

6 de fevereiro de 2026 - 15:05

Carteiras recomendadas de bancos destacam o melhor da renda fixa para o mês e também trazem uma pitada de Tesouro Direto; confira

REAL VS. DÓLAR

Crédito privado em reais ou em dólar? BTG destaca empresas brasileiras para investir em debêntures e em bonds

5 de fevereiro de 2026 - 19:01

Em alguns casos, o ganho de um título em dólar sobre o equivalente em real pode ultrapassar 3 pontos percentuais

SAÍDA EM MASSA

Shell e Cosan soltaram a mão da Raízen (RAIZ4)? Investidores acreditam que sim e bonds derretem com venda em massa

5 de fevereiro de 2026 - 14:01

Juros dos títulos em dólar explodem em meio à falta de apoio claro de Cosan e Shell

RENDA FIXA EM DÓLAR

Bonds da Raízen (RAIZ4), Aegea e Brava (BRAV3): as escolhas do BTG para a carteira de renda fixa internacional em fevereiro

4 de fevereiro de 2026 - 10:45

Banco vê oportunidade de ganho significativo em dólar, investindo em empresas brasileiras e conhecidas

RENDA FIXA

Títulos do Tesouro Direto ganham novos prazos: veja o que muda para o investidor

3 de fevereiro de 2026 - 15:35

Papéis prefixados e indexados à inflação tem vencimento alongado, enquanto Tesouro Selic só oferece um vencimento

RENDA FIXA

Tesouro Direto: A ‘janela de ouro’ do Tesouro IPCA+, que pode render até 91% com a queda dos juros

2 de fevereiro de 2026 - 16:45

Relatório da XP recomenda a janela estratégica rara nos títulos indexados à inflação e indica os dois títulos preferidos da casa

RENDA FIXA

Mais rentável que a poupança e tão fácil quanto um ‘cofrinho’: novo título do Tesouro Direto para reserva de emergência já tem data para estrear

30 de janeiro de 2026 - 17:25

O novo título público quer concorrer com os ‘cofrinhos’ e ‘caixinhas’ dos bancos digitais, e ser uma opção tão simples quando a poupança

ENERGIA PARA A EMPRESA

Eneva (ENEV3) anuncia nova emissão de debêntures no valor de R$ 2 bilhões; veja potencial para a ação

26 de janeiro de 2026 - 12:35

Os recursos serão usados para cobrir gastos relacionados com a implantação e exploração da usina termelétrica movida a gás natural UTE Azulão II, no Amazonas; papéis são voltados a investidores profissionais

ESTRATÉGIA DO GESTOR

Fundos de crédito privado perdem R$ 19 bilhões em dezembro, mas gestores estão mais otimistas com debêntures neste início de ano

20 de janeiro de 2026 - 18:01

Levantamento da Empiricus mostra quais setores lideram oportunidades e como o mercado de debêntures deve se comportar nos próximos meses

TÍTULOS PÚBLICOS

Tesouro Direto volta a oferecer retornos recordes; Tesouro IPCA+ paga 8% mais inflação e prefixados rendem mais de 13%

20 de janeiro de 2026 - 12:29

Incertezas globais elevam rendimentos dos títulos públicos e abrem nova janela de entrada no Tesouro Direto

SEGUNDA CHANCE

CDBs do Master: onde reinvestir o dinheiro da garantia paga pelo FGC

19 de janeiro de 2026 - 18:05

Ressarcimento começou a pingar na conta dos investidores, que agora têm o desafio de fazer aplicações melhores e mais seguras

COMPRAR OU VENDER?

Este fundo de infraestrutura, isento de IR, é eleito pelo BTG como a pechincha do setor — confira qual

19 de janeiro de 2026 - 14:41

Relatório afirma que a performance do BDIF11 está descolada dos seus pares, mesmo com uma carteira pulverizada e um bom pagamento de dividendos

CDBs

FGC começa pagamentos do Banco Master e dispara alerta: fraude atinge quem tem valores a receber

18 de janeiro de 2026 - 17:34

Os golpistas e fraudadores estão utilizando indevidamente do nome do FGC, bem como tentando interferir no regular processo de pagamento

RENDA FIXA

Com juros altos, o fantasma do endividamento ainda pode assombrar as empresas em 2026? O que esperar do mercado de dívida corporativa

15 de janeiro de 2026 - 6:24

Apesar da pressão dos juros altos, a maioria das empresas fez ajustes importantes, e o setor segue com apetite por crédito — mas nem todas escaparam ilesas

GANHO EM DÓLAR

BTG recomenda bond da Raízen (RAIZ4) na carteira de renda fixa internacional — e outros quatro títulos de dívida de brasileiras

14 de janeiro de 2026 - 17:45

Banco afirma que o mercado “exagerou na punição” à dívida da companhia e vê retorno atrativo para investidores em meio ao forte desconto

CARTEIRA RECOMENDADA

Tesouro Prefixado ou Tesouro IPCA+? O que dizem as recomendações de renda fixa e Tesouro Direto para janeiro

13 de janeiro de 2026 - 12:32

Itaú BBA e XP divergem em suas recomendações de títulos públicos no início deste ano; corretoras e bancos também indicam CRI, CRA, debêntures e CDB

OURO DE TOLO

Investiu em CDBs do Master? Seu retorno pode estar abaixo de 100% do CDI! Veja quanto você já deixou de ganhar com o dinheiro parado

9 de janeiro de 2026 - 12:20

Demora no ressarcimento pelo FGC faz a rentabilidade contratada diluir ao longo do tempo, e o investidor se vê com retorno cada vez menor

BALANÇO DA RENDA FIXA

Com Selic a 15%, renda fixa conservadora brilhou em 2025, mas destaque foram os prefixados; veja o desempenho do Tesouro Direto no ano

1 de janeiro de 2026 - 12:10

Melhor desempenho entre os títulos públicos ficou com os prefixados, que chegaram a se valorizar mais de 20% no ano; na renda fixa privada, destaque foram as debêntures incentivadas

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar