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O consenso de mercado compilado pela Bloomberg apontava para lucro líquido de R$ 30,684 bilhões no período; já as estimativas de proventos eram de R$ 2,4 bilhões

Após dados operacionais considerados positivos, a Petrobras (PETR4) divulgou o balanço do primeiro trimestre de 2026 nesta segunda-feira (11). O relatório chega em um momento de forte desempenho das ações da estatal na bolsa brasileira, em meio à alta dos preços do petróleo diante da intensificação das tensões geopolíticas no Oriente Médio no fim de fevereiro.
Após o fechamento do mercado, a petroleira reportou lucro líquido de R$ 32,663 bilhões no primeiro trimestre de 2026. Na comparação trimestral, o resultado teve alta de 109,9%. Em relação ao mesmo período do ano anterior, houve queda de 7,2%.
No primeiro trimestre, a estatal informou que o preço médio do Brent foi de US$ 80,61 por barril. Isso representa uma alta de 26,6% em relação ao quarto trimestre de 2025 e de 6,5% em base anual.
O consenso de mercado compilado pela Bloomberg apontava para lucro líquido de R$ 30,684 bilhões no primeiro trimestre. A estimativa representaria uma alta de 96,16% em relação ao trimestre imediatamente anterior. Você pode conferir aqui as projeções completas.
“No 1T26, registramos resultados financeiros sólidos, sustentados pela excelente performance operacional, com destaque para forte produção de óleo e gás, que aumentou 3,7% em relação ao 4T25. Além disso, a apreciação do real frente ao dólar também contribuiu positivamente para nossos resultados”, diz a estatal no relatório.
A Petrobras ressaltou ainda que o aumento recente dos preços do petróleo e o recorde da produção praticamente não se refletiram nas receitas do primeiro trimestre. Segundo a companhia, a elevação nos preços de petróleo após o início do conflito no Oriente Médio estará refletida nas exportações do 2T26.
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A receita com vendas da Petrobras somou R$ 123,686 bilhões no primeiro trimestre, resultado 0,4% maior na comparação anual. Em relação ao trimestre anterior, houve queda de 2,9%. A previsão da Bloomberg era de R$ 60,215 bilhões.
O Ebitda — lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização — ajustado somou R$ 59,643 bilhões no primeiro trimestre, uma queda de 2,4% na comparação anual. Em base trimestral, o indicador recuou 0,5%.
A dívida líquida da Petrobras ficou em US$ 62,093 bilhões ao final de março, alta de 10,8% na comparação anual e de 2,5% frente ao trimestre anterior.
Os investimentos (capex) da estatal totalizaram US$ 5,107 bilhões entre janeiro e março, avanço de 25,6% em relação ao mesmo período do ano anterior. Na comparação trimestral, houve queda de 19,1%.
“Nossos investimentos estão se convertendo em crescimento da produção, demonstrando a solidez e a eficácia da nossa estratégia de criação de valor”, afirma Fernando Melgarejo, Diretor Financeiro e de Relacionamento com Investidores da Petrobras.
Quando o assunto é Petrobras, o principal foco do mercado costuma ser a distribuição de dividendos e juros sobre capital próprio (JCP).
Analistas consultados pelo Seu Dinheiro vinham projetando pagamentos mais robustos e até a possibilidade de dividendos extraordinários, impulsionados pela recente valorização do petróleo.
As estimativas indicavam uma distribuição de US$ 2,4 bilhões em dividendos ordinários, considerando apenas a política de remuneração regular da companhia.
Junto ao balanço, a Petrobras anunciou R$ 9,03 bilhões em proventos referentes ao primeiro trimestre de 2026, o equivalente a R$ 0,70097272 por ação, como antecipação da remuneração relativa ao exercício de 2026.
A data de corte para os investidores com ações negociadas na B3 será 1º de julho de 2026. A partir do dia seguinte, os papéis passarão a ser negociados na condição “ex-direitos”.
Isso significa que o investidor precisa ter as ações da companhia ao fim do pregão da data de corte para garantir o direito ao pagamento dos dividendos. Após esse prazo, os papéis podem ser negociados sem direito aos proventos, o que normalmente leva a um ajuste no preço das ações.
Os proventos serão pagos em duas parcelas nos meses de agosto e setembro de 2026, no valor de R$ 0,70097272 por ação ordinária e preferencial em circulação, sendo que:
“Importante ressaltar que esses proventos serão descontados da remuneração aos acionistas a ser aprovada na Assembleia Geral Ordinária de 2027 relativa ao exercício de 2026. Para o cálculo do desconto, os valores de cada parcela serão reajustados pela taxa Selic desde as datas dos pagamentos até o encerramento do exercício social corrente”, diz a Petrobras.
Para os American Depositary Receipts (ADRs) negociados na New York Stock Exchange (Nyse), a data de corte para recebimento dos proventos será em 3 de junho de 2026 e os pagamentos da primeira e da segunda parcela serão feitos, respectivamente, a partir de 27 de agosto e de 28 de setembro de 2026.
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