Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Camille Lima

Camille Lima

Jornalista formada pela Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS), em 2025 foi eleita como uma das 50 jornalistas mais admiradas da imprensa de Economia, Negócios e Finanças do Brasil. Já passou pela redação do TradeMap. Hoje, é repórter de bancos e empresas no Seu Dinheiro. A cobertura atual é majoritariamente centrada no setor financeiro (bancos, instituições financeiras e gestoras), em companhias maiores listadas na B3 e no mercado de ações.

A JANELA REABRIU?

IPOs vão voltar com tudo? BTG vê efeito dominó após 1ª oferta na B3 em 5 anos — e CFO diz: “quando uma vem, puxa outras”

Para Renato Cohn, primeira abertura de capital desde 2021 pode destravar o mercado brasileiro — e banco vê apetite mesmo com juros altos e tensão global

Camille Lima
Camille Lima
11 de maio de 2026
17:27 - atualizado às 17:07
Renato Hermann Cohn, diretor financeiro do banco BTG Pactual.
Renato Hermann Cohn, diretor financeiro do banco BTG Pactual. - Imagem: Divulgação

Depois de quase cinco anos de janela fechada, uma única oferta foi suficiente para recolocar uma pergunta na mesa: o mercado de ações está, de fato, reabrindo para IPOs? Para o BTG Pactual (BPAC11), a janela de aberturas de capitais na B3 deve ganhar tração nos próximos meses. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Como coordenador líder da oferta da Compass (PASS3), que marcou a reabertura simbólica da janela de ações na bolsa brasileira, o banco viu de perto o que pode ser o início de uma nova fase para o mercado de capitais local 

“Tem várias empresas prontas. Mais de uma dezena. Cada uma vai avaliar o melhor momento, mas, quando uma vem, puxa outras”, disse Renato Hermann Cohn, diretor financeiro (CFO) do banco, em conversa com jornalistas. 

Para o executivo, o episódio funciona como um destravamento do mercado brasileiro, em meio a um ambiente ainda marcado por juros elevados, volatilidade global e fluxo estrangeiro instável. 

É nesse contexto que o banco entregou o balanço do primeiro trimestre de 2026: forte em números, com crescimento de receitas, rentabilidade acima do guidance e avanço em frentes estratégicas

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Segundo o CFO, o balanço reforça a tese que o banco vem tentando construir nos últimos anos: a de um modelo menos dependente de janelas de mercado e mais apoiado em diversificação e execução. 

Leia Também

“O que a gente tenta fazer ao longo do tempo é construir um banco preparado para cenários bons e ruins”, disse o executivo. 

IPO da Compass: mais gatilho do que exceção 

O IPO que marcou a reabertura da B3 é visto pelo BTG menos como um ponto fora da curva e mais como o início de uma possível sequência.  

“Desde 2021 não tínhamos IPOs. Esse agora foi bem-sucedido, com volume relevante”, disse Cohn. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Mais importante do que o tamanho da oferta, na visão do banco, é o efeito dominó que a oferta pode trazer. Em mercados de capitais, a primeira operação costuma carregar um peso desproporcional pela confiança que ela ajuda a reconstruir.  

A lógica é simples: uma transação bem-sucedida e com apetite dos investidores ajuda a reduzir a incerteza para as próximas. 

“Tem várias empresas prontas. Mais de uma dezena. Cada uma vai avaliar o melhor momento, mas, quando uma vem, puxa outras.”  

Mesmo com a guerra no Oriente Médio e um fluxo estrangeiro mais volátil a partir da metade de abril, o executivo não acredita que o apetite tenha desaparecido.  

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“É verdade que o mercado deu uma pioradinha ali de meados de abril até agora, mas não acho que tirou a possibilidade ou o apetite das empresas de virem a mercado”, afirmou. “A gente vai ver mais IPOs nos próximos trimestres.” 

DCM perde fôlego — e abre espaço para o crédito no BTG Pactual

Se o mercado de ações ensaia uma retomada, o de dívida corporativa seguiu na direção oposta na reta final do trimestre.  

O DCM (Debt Capital Markets) começou a mostrar sinais de desaceleração em março e abril — e virou um dos principais pontos de questionamento do mercado após o resultado.  

Para o BTG, no entanto, o movimento tem mais a ver com timing do que com mudança estrutural.  

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“O impacto da retração foi mais para o final de março. Conseguimos performar bem ao longo do trimestre porque janeiro e fevereiro foram meses fortes”, disse.  

Abril, segundo ele, já trouxe uma fotografia diferente — mais fraca —, embora haja sinais iniciais de estabilização. 

Ainda assim, o executivo não vê o esfriamento como algo estrutural. “O mercado de emissão de dívida vai continuar se desenvolvendo à medida que o Brasil se desenvolve. Sempre tem soluços, uma parada para ajuste de preço, mas o processo é de crescimento”, afirmou. 

Na prática, essa desaceleração abriu espaço para um movimento complementar dentro do próprio BTG. Com spreads mais elevados após a retração do DCM, o BTG ampliou a atuação em crédito corporativo — especialmente com empresas de maior qualidade.  

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“Quando o spread faz sentido, o banco entra”, disse. 

Consumer finance vira motor do BTG Pactual

A mudança mais estrutural do trimestre, porém, está fora do mercado de capitais. Com a consolidação total do Banco Pan, o BTG passou a reportar de forma integrada a operação de Consumer Finance, de crédito a pessoas físicas, no balanço.

Segundo o executivo, essa vertical deve começar a ganhar peso dentro da estratégia daqui para frente. Hoje, o portfólio de banco de varejo já responde por 11% das receitas do grupo, ante 10% no trimestre anterior. 

“A gente está bastante confiante de que essa é uma área importantíssima para o crescimento do BTG”, afirmou Cohn.  

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

No horizonte de médio e longo prazo, o banco trabalha com a possibilidade de levar essa fatia para algo entre 15% e 20% das receitas — mas sem pressa.  

“É um processo de anos. Pelo menos cinco”, segundo Cohn. “Vai levar um tempo para que isso aconteça, mas é nessa direção que a gente caminha.” 

Segundo o executivo, a convergência da rentabilidade do Pan para um patamar próximo ao do BTG até 2028 deve vir de múltiplos fatores: sinergias operacionais, migração para um único core bancário, melhor originação de crédito e fidelização de clientes. 

“Não tem um driver mágico. É eficiência, redução de custos, melhor experiência do cliente e uma carteira de crédito com melhor qualidade”, disse o executivo. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Hoje, cerca de 90% da carteira está concentrada em produtos com garantia, como financiamento de veículos e crédito consignado — uma escolha que ajuda a mitigar risco em um ambiente macro ainda negativo. 

“Esse negócio de varejo tem as suas ciclicidades e depende dos ciclos macroeconômicos, mas acompanhamos muito de perto e estamos confortáveis de continuar investindo e crescendo no segmento”, afirmou Cohn. 

Juros, guerra e o freio de arrumação 

Se há um vetor de cautela no curto prazo, ele vem do cenário macroeconômico. A expectativa de uma queda mais rápida dos juros perdeu força nos últimos meses, especialmente após o aumento das tensões geopolíticas.  

“Um cenário de juros mais altos por mais tempo aumenta o custo e a dificuldade de servir a dívida — de empresas e pessoas”, disse Cohn.  

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Segundo ele, isso exige mais atenção na originação e na gestão de risco, mas não muda a estratégia central do banco. “Isso pode mudar rápido se a inflação ceder.” 

Apesar do ambiente mais incerto, o BTG mantém uma leitura construtiva para o Brasil. “Os múltiplos são baixos, as empresas são de qualidade e o país não tem conflitos geopolíticos relevantes. O Brasil continua muito atrativo”, afirmou. 

*O Seu Dinheiro pertence ao mesmo grupo empresarial do BTG Pactual.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
BALANÇO

Telefônica Brasil (VIVT3): lucro salta quase 20% no 1T26, e dona da Vivo entrega seu melhor 1º trimestre em dois anos. O que está por trás da expansão?

11 de maio de 2026 - 9:12

Com crescimento equilibrado entre móvel, fibra e digital, Telefônica Brasil entrega lucro de R$ 1,2 bilhão no 1T26; veja os destaques do resultado

RESULTADO

BTG Pactual (BPAC11) supera expectativa com lucro recorde e ROE de 26,6% no 1T26. O que está por trás de mais um balanço forte?

11 de maio de 2026 - 7:33

O balanço do BTG trouxe lucro em expansão e rentabilidade em alta; confira os principais números do trimestre

PRÉVIA DOS RESULTADOS

Com petróleo na casa dos US$ 100, analistas calculam se Petrobras (PETR4) vai ou não vai liberar dividendos do 1T26

11 de maio de 2026 - 6:02

Mercado espera crescimento da receita, Ebitda bilionário e mais uma rodada de proventos para os acionistas da estatal; confira as projeções

TROCAS DE PESO

Dança das cadeiras na bolsa: semana tem troca de CEOs em série e agita empresas da B3

9 de maio de 2026 - 16:58

A semana teve mudanças relevantes em Axia Energia (AXIA3), Tenda (TEND3) e Cemig (CMIG4)

VELHO CONHECIDO

Santander (SANB11) bate o martelo: conselho aprova por unanimidade a eleição de Gilson Finkelzstain como CEO

8 de maio de 2026 - 20:05

Ex-presidente da B3 e ex-diretor do Santander, Gilson Finkelzstain foi escolhido em março para substituir Mario Leão no comando do banco no Brasil

CHEGOU A HORA DE VENDER?

O que a pior semana da Petrobras (PETR4) em mais de dois anos diz sobre as ações como investimento

8 de maio de 2026 - 19:45

Nesta sexta-feira (8), as ações da estatal completaram cinco sessões de quedas consecutivas, acompanhando a forte desvalorização do Brent na semana

HORA DE COMPRAR?

Caixa Seguridade (CXSE3): depois do anúncio de R$ 1 bilhão em dividendos, analistas calculam retorno e dão veredito

8 de maio de 2026 - 19:19

Lucro cresceu 13,2% no primeiro trimestre, e bancos seguem vendo espaço para avanço dos dividendos

SD ENTREVISTA

“Foi bom, mas poderia ter sido melhor”: o recado do diretor do BR Partners (BRBI11) sobre o 1T26; ações caem na B3

8 de maio de 2026 - 16:01

Com receita mais diversificada e aposta em Wealth, banco tenta reduzir volatilidade enquanto espera queda dos juros, afirma Vinicius Carmona ao Seu Dinheiro

TROCA NO ALTO ESCALÃO

Cemig (CMIG4) anuncia novo CEO e lucra R$ 979 milhões no 1T26, queda anual de 6%; conheça a empresa de energia criada por JK

8 de maio de 2026 - 11:31

De acordo com a empresa, a gestão de Reynaldo Passanezi Filho, que deixa o cargo, foi marcada por um ciclo de crescimento da companhia, avanços em eficiência operacional e investimentos em níveis recordes

E FORA 'DO STORIES' TU ESTÁ BEM?

O preço do sucesso da Cimed: enquanto bomba nas redes, empresa sofreu ‘no off’. E agora?

8 de maio de 2026 - 6:45

Fenômeno com a Carmed e cada vez mais pop nas redes, a farmacêutica viu margens pressionadas, estoques travados e queima de caixa em 2025. Agora, tenta equilibrar crescimento acelerado com disciplina financeira

BALANÇO

Magazine Luiza (MGLU3) ainda sente o peso dos juros e reverte lucro em prejuízo acima do esperado no 1T26

7 de maio de 2026 - 19:55

A varejista teve prejuízo líquido de R$ 55,2 milhões no primeiro trimestre de 2026, revertendo o lucro de R$ 12,8 milhões registrado no mesmo período do ano passado, em meio à pressão da Selic elevada sobre as despesas financeiras

SD ENTREVISTA

“Temos que estar com a guarda alta”, diz diretor do ABC Brasil (ABCB4) após queda no ROE do 1T26

7 de maio de 2026 - 19:55

Após um 1T26 pressionado, Ricardo Moura aposta em melhora gradual da rentabilidade — sem abrir mão do conservadorismo

PROVENTOS NO RADAR

PetroReconcavo (RECV3) anuncia JCP de R$ 100 milhões após lucro mais que dobrar no 1T26

7 de maio de 2026 - 19:51

Petroleira pagará R$ 0,34 por ação em juros sobre capital próprio e também informou avanço nas negociações com a Brava Energia

POR QUE TROCAR DE CEO AGORA?

Após 15 anos, Rodrigo Osmo dará adeus ao cargo de CEO da Tenda (TEND3); veja quem entra no lugar e o que está por trás da mudança

7 de maio de 2026 - 19:06

Marcos Cruz será o novo CEO da Tenda a partir de junho de 2027. O executivo comandou a Nitro Química na última década e acumula passagens pela McKinsey e Secretaria Municipal da Fazenda de São Paulo

TEMPORADA DE BALANÇOS

Com frete grátis no Brasil, Mercado Livre (MELI34) bota o pé no acelerador em vendas, mas lucro cai e margens seguem pressionadas no 1T26

7 de maio de 2026 - 17:32

Mesmo com receita acima do esperado e forte aceleração das vendas, o Mercado Livre registrou queda no lucro líquido e pressão nas margens no primeiro trimestre de 2026

REAÇÃO AO BALANÇO

Banco Inter desaba em NY após balanço do 1T26: ação chega a cair mais de 14% — o que assustou o mercado?

7 de maio de 2026 - 16:46

Lucro recorde e avanço no ROE não foram suficientes para segurar as ações nesta sessão; veja o que pressiona os papéis hoje

É SÓ O COMEÇO

JP Morgan deu veredito de compra para a Natura (NATU3) após alta de quase 50% em 2026. Quanto é possível lucrar agora?

7 de maio de 2026 - 16:06

Ação saltou mais que o triplo do Ibovespa desde o início de 2026, mas os analistas do JP Morgan calculam que o papel ainda tem espaço para subir

TECNOLOGIA NA BOLSA

Nem o medo da IA segurou: Totvs (TOTS3) sobe na bolsa após balanço forte; veja o que dizem os analistas

7 de maio de 2026 - 14:33

Companhia entregou margem recorde, crescimento da receita recorrente e primeiros sinais positivos da aquisição da Linx

NO SHAPE

Smart Fit (SMFT3) puxa ferro no 1T26: lucro salta 47%, e ações sobem forte na bolsa — veja se ainda dá tempo de entrar

7 de maio de 2026 - 12:14

Parte do resultado da rede de academias foi impulsionado pelo desempenho do peso-pesado TotalPass Brasil

COM ENERGIA RENOVADA

Axia (AXIA3) prepara sucessão do CEO Ivan Monteiro; e agora, quais serão os desafios do novo líder da elétrica?

7 de maio de 2026 - 12:03

O executivo é o único brasileiro a comandar as duas maiores empresas de energia do Brasil: Petrobras e Axia, ex-Eletrobras

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar
Jul.ia
Jul.ia
Jul.ia

Olá, Eu sou a Jul.ia, Posso te ajudar com seu IR 2026?

FAÇA SUA PERGUNTA
Dúvidas sobre IR 2026?
FAÇA SUA PERGUNTA
Jul.ia
Jul.ia