Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
NÃO FOI DESSA VEZ, MAS...

Copom mantém Selic em 15% ao ano — e sinaliza primeiro corte para março

Decisão correspondeu às expectativas do mercado e surpreendeu com sinalização direta sobre o início dos cortes

Presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo - Imagem: Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

A grande maioria dos agentes financeiros esperavam que o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central mantivesse a taxa Selic em 15% nesta primeira reunião do ano. Não dá para dizer que era unanimidade, mas era a expectativa predominante.  

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

E se concretizou. A decisão unânime dos diretores do Copom nesta quarta-feira (28) foi manter a taxa básica estável pela quinta vez consecutiva.  

No entanto, a dúvida real do mercado financeiro em relação à reunião do Copom de hoje não era sobre a Selic, mas sobre uma possível sinalização no comunicado sobre o início do ciclo de corte nos juros.  

De um lado pairavam as afirmações do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, de que o comitê não tem a obrigação de dar nenhuma sinalização prévia. 

Do outro, a expectativa de que os diretores seguissem o protocolo — que não é obrigatório, mas é corriqueiro entre autoridades monetárias.  

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Pois bem, a sinalização veio, de forma clara e direta:

Leia Também

LOTERIAS

Mega-Sena 3018 muda de data por causa da estreia do Brasil na Copa do Mundo; veja o novo horário do sorteio

BOMBOU NO SD

“Pix assassino de monopólios”, o fim de AXIA5 e AXIA6 na bolsa e a contratação de Paulo Guedes pela Revolut: veja as mais lidas da semana

"O Comitê antevê, em se confirmando o cenário esperado, iniciar a flexibilização da política monetária em sua próxima reunião, porém reforça que manterá a restrição adequada para assegurar a convergência da inflação à meta", disse o comunicado desta quarta-feira.

A sinalização do Copom   

Os principais pontos do comunicado que eram considerados “conservadores” pelos economistas saíram do texto de hoje.  

  • o trecho que afirmava que a Selic deve permanecer em níveis altos por um “período bastante prolongado”; e 
  • a parte que dizia que o comitê “não hesitará em retomar o ciclo de ajuste” se necessário.  

A redação desta primeira reunião do ano já fala em “ambiente de inflação menor e transmissão da política monetária mais evidentes”. Os diretores também afirmam que o momento atual permite uma “estratégia [que] envolve calibração do nível de juros”.  

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Entretanto, há detalhes que deixam claro que a postura do comitê será de cautela ao longo dos próximos meses. O texto destaca o compromisso do Copom com a meta da inflação em 3% no horizonte de influência do comitê — um período de 18 meses à frente.  

Na reunião de hoje, esse período se estende até o terceiro trimestre de 2027. Pelos cálculos do Banco Central, nessa data a inflação futura ainda está em 3,2%, um pouco fora da meta de 3%.  

“O compromisso com a meta impõe serenidade quanto ao ritmo e à magnitude do ciclo [de cortes na Selic], que dependerão da evolução de fatores que permitam maior confiança no atingimento da meta para a inflação no horizonte relevante”, diz o comunicado do Copom

Além disso, o comitê também fala sobre os possíveis impactos do contexto geopolítico na inflação brasileira, e como os desenvolvimentos da política fiscal local impactam a política monetária e os ativos financeiros, "reforçando a postura de cautela em um cenário de maior incerteza", fazendo referência ao ano eleitoral.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O que dizem os economistas

Leonardo Costa, economista do ASA, destaca a surpresa com a sinalização tão clara do Banco Central sobre o início do corte de juros. Contudo, para ele, o tom do comunicado continua "altamente cauteloso".

"Projetamos um primeiro corte de 0,25 ponto percentual em março, com risco (ainda que menor) de um movimento mais intenso, de 0,50 p.p..", diz, em nota.

Para Costa, os dados de inflação, mercado de trabalho, além dos demais dados da atividade doméstica, serão relevantes para definir o ritmo de cortes em março. Para o fim de 2026, o ASA estima a Selic em 12,5%, "compatível com o tom cauteloso que tem marcado os comunicados recentes do Copom".

A análise de Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad, diz que os agentes financeiros já estavam preparados para alguma sinalização de corte pelo Copom, de modo que anteciparam esse movimento nas negociações de juros futuros desta quarta-feira. Segundo ele, a probabilidade majoritária é de um corte de 0,50 p.p. em março.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

"A queda dos juros futuros somada ao forte fluxo financeiro vindo do exterior resultou em mais recorde de fechamento do Ibovespa, com o índice chegando no patamar de 184 mil pontos", escreveu Shahini em nota.

Entretanto, a avaliação dos economistas do Santander é de que o trecho em que o Copom afirma que o compromisso com a meta impõe "serenidade" sugere que o corte será de 0,25 p.p., "a priori".

A volta da orientação futura já foi uma surpresa, o nível de corte descobriremos na próxima reunião.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Imagem mostra um celular com o símbolo do Pix e no plano de fundo a bandeira dos Estados Unidos 11 de junho de 2026 - 13:36
11 de junho de 2026 - 13:05
álbum da copa copa do mundo 2026 11 de junho de 2026 - 11:33
9 de junho de 2026 - 16:30
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar