Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Bia Azevedo

Bia Azevedo

Jornalista pela Universidade de São Paulo (USP). Em 2025, esteve entre os 50 jornalistas mais admirados da imprensa de Economia, Negócios e Finanças do Brasil. Já trabalhou como coordenadora e editora de conteúdo das redes sociais do Seu Dinheiro e Money Times. Além disso, é pós-graduada em Comunicação digital e Business intelligence pela Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM).

SD ENTREVISTA

Depois de ‘digerir um boi’, Pague Menos (PGMN3) aposta pesado na ‘droga do século’; CEO responde o que vem aí

Em entrevista ao Seu Dinheiro, Jonas Marques afirma que a rede cearense retomou expansão e que os medicamentos GLP-1 são a aposta da vez

Bia Azevedo
Bia Azevedo
12 de maio de 2026
6:01 - atualizado às 17:24
CEO da Pague Menos, Jonas Marques
Jonas Marques, CEO da Pague Menos (PGMN3) - Imagem: Divulgação Pague Menos

A Pague Menos (PGMN3) tem conseguido provar ao mercado que pode mais depois de atravessar uma crise marcada por alto endividamento, crescimento abaixo do setor e perda de participação de mercado. Por trás da virada está Jonas Marques — o CEO “de fora” da linhagem da família fundadora da rede cearense, os Queirós —, que liderou um amplo turnaround da companhia.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Em conversa com o Seu Dinheiro, Marques, que assumiu o cargo em janeiro de 2024, minimizou o próprio protagonismo, afirmando que a recuperação da empresa foi construída pelos funcionários da rede. Segundo ele, o ponto de partida da virada esteve menos nas planilhas financeiras e mais na reconstrução do engajamento interno.

“Quando as pessoas se sentem engajadas, você pode sair do meio que elas fazem acontecer”, afirmou o executivo ao Seu Dinheiro.

Ainda assim, o mercado atribui parte importante das mudanças à gestão do executivo. Em um relatório publicado alguns meses atrás, quando a rede ainda reconstruía confiança dos investidores, o Itaú BBA afirmou:

“Pode parecer clichê, mas o que realmente nos chamou a atenção foi entender os detalhes da transformação cultural significativa pela qual a empresa passou desde que Marques assumiu”, escreveu o time de análise em relatório.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Durante a entrevista, Marques detalhou os bastidores da reestruturação da varejista farmacêutica, falou sobre a expansão dos medicamentos GLP-1, hormônio por trás do Ozempic, e explicou por que acredita que a companhia entrou em uma nova fase de crescimento, falando quais são as principais avenidas de crescimento a serem percorridas.

Leia Também

O novo momento da Pague Menos

Depois de anos priorizando arrumar a casa na Extrafarma e a redução da alavancagem, a Pague Menos retomou a expansão da rede no ano passado, com a abertura de 52 lojas. Para 2026, a companhia pretende continuar crescendo de forma gradual, sem voltar a pressionar o endividamento.

“Agora que a gente reduziu a alavancagem, o objetivo é continuar esse processo sem abrir mão do crescimento. A ideia é acelerar as inaugurações de forma balanceada e sustentável”, afirmou Marques ao Seu Dinheiro.

No pico de sua crise, a empresa chegou a ter alavancagem de 3,1 vezes dívida líquida sobre Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização). Hoje, esse indicador está em 1,9 vez.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Isso significa que a companhia reduziu significativamente o peso da dívida em relação à sua capacidade de geração de caixa, ganhando mais fôlego financeiro para voltar a crescer e investir sem pressionar tanto o balanço.

Segundo Marques, parte importante dessa melhora operacional veio justamente do fato de a Pague Menos ter passado os últimos anos menos focada em acelerar expansão e mais concentrada em reorganizar a operação herdada após a aquisição da Extrafarma.

“Era como comer um boi e precisar digerir”, afirmou. Segundo Marques, a integração acabou consumindo parte da capacidade da companhia e limitando o ritmo de expansão da rede naquele período.

Ao longo desse processo, a Pague Menos também identificou problemas operacionais relevantes em parte das lojas adquiridas, especialmente relacionados à ruptura de estoques e execução comercial.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A partir disso, a companhia passou a acelerar a conversão de unidades da Extrafarma para a bandeira Pague Menos em alguns mercados.

Apesar disso, a estratégia não envolve eliminar totalmente a marca adquirida. Em regiões onde a Extrafarma ainda possui liderança relevante, especialmente no Norte do país, as duas bandeiras continuarão operando em paralelo.

“Em alguns estados, como o Pará, a estratégia faz sentido porque a marca ainda tem muita relevância regional. Estamos olhando isso com bastante cuidado, entendendo onde vale a pena converter para Pague Menos e onde faz sentido manter as duas operações convivendo”, afirmou Marques.

Cabe lembrar que a Extrafarma passou anos enfrentando dificuldades operacionais sob o controle da Ultrapar, com margens pressionadas, problemas de execução, ruptura de estoques e perda de competitividade. Em 2021, o Ultra vendeu a rede para a Pague Menos em uma operação que consolidou o setor, mas trouxe um complexo processo de integração e captura de sinergias para a varejista cearense.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

"GLP-1 é a droga do século"

Além da expansão física, os medicamentos GLP-1 passaram a ocupar um papel central na tese da companhia para os próximos anos. Os medicamentos da categoria representaram mais de 9% das vendas da rede no primeiro trimestre de 2026.

“Sem dúvida, o GLP-1 é a droga do século. Esse segmento, há quatro anos, tinha representatividade zero nas nossas vendas. Então realmente é algo que veio para ficar pois é o primeiro produto que age direto na compulsão”, destaca o CEO.

Na visão de Marques, o mercado ainda está nos estágios iniciais de crescimento. A expectativa é que a chegada dos genéricos do medicamento amplie significativamente o acesso da população aos tratamentos.

Esse movimento tende a beneficiar especialmente redes mais expostas às regiões de renda média e popular do país, justamente o perfil da Pague Menos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“Somos uma rede muito ligada ao acesso. Grande parte do nosso negócio está no Norte e Nordeste”, ressaltou.

Além da venda direta dos medicamentos, o CEO também enxerga potencial de fidelização de clientes ligados à categoria, já que boa parte dos tratamentos envolve acompanhamento contínuo e recorrência de compras.

O cliente de cuidado contínuo

Para mais do que Ozempic e abertura de lojas, a estratégia comercial da Pague Menos passou a girar em torno do chamado Cliente de Cuidado Contínuo (CCC), nome usado para consumidores que fazem uso recorrente de medicamentos e mantêm frequência constante de compras nas lojas da rede.

A empresa evita utilizar o termo “paciente crônico” e tenta construir uma abordagem mais ligada à fidelização, acompanhamento de longo prazo e relacionamento contínuo com o consumidor.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Essa base já alcançou mais de 6,3 milhões de clientes desde que a companhia passou a concentrar esforços na estratégia.

É um público considerado especialmente relevante para o varejo farmacêutico porque gera previsibilidade de receita, recorrência de fluxo nas lojas e maior potencial de venda cruzada de categorias como higiene, beleza, vitaminas e suplementos.

Além disso, a companhia entende que o avanço dos medicamentos GLP-1 pode fortalecer essa dinâmica, já que os tratamentos costumam envolver acompanhamento contínuo, uso recorrente e jornadas de longo prazo dentro das farmácias.

Na visão de Marques, esse perfil de consumidor deve ganhar ainda mais importância nos próximos anos, especialmente em um cenário de envelhecimento da população brasileira, aumento da demanda por tratamentos contínuos e expansão do mercado de medicamentos ligados à obesidade e saúde metabólica.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Expansão logística e eficiência operacional

Para sustentar essa nova fase de crescimento e expansão da rede, a companhia também vem reforçando sua estrutura logística — um ponto considerado estratégico para uma operação concentrada no Norte e Nordeste e espalhada por milhares de quilômetros.

Parte desse movimento envolve o novo centro de distribuição (CD) da Paraíba. Segundo Marques, a unidade foi desenhada para aumentar a capilaridade da operação, reduzir o tempo de abastecimento das lojas e melhorar a eficiência da malha logística da companhia.

O executivo explicou que o CD possui uma estrutura dividida entre atendimento ao próprio estado da Paraíba e suporte a estados vizinhos, permitindo encurtar distâncias de entrega, reduzir deslocamentos mais longos de mercadorias e diminuir perdas operacionais ao longo da cadeia.

Atualmente, a Pague Menos possui 10 centros de distribuição espalhados pelo Brasil.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A eficiência logística, aliás, virou uma das principais prioridades da administração nos últimos anos. Segundo Marques, o combate a perdas operacionais tem um impacto direto na rentabilidade do negócio, já que melhora a margem bruta e transforma eficiência operacional diretamente em lucro líquido.

“Na minha agenda pessoal, além da estratégia e da relação com investidores, eu acompanho muito de perto despesas e perdas”, afirmou o executivo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
PROVENTOS EM ALTA VOLTAGEM

CPFL Energia (CPFE3) detalha pagamento de R$ 1,3 bilhão em dividendos; veja quem tem direito

11 de maio de 2026 - 14:21

Primeira parcela faz parte do pacote de R$ 4,3 bilhões aprovado pela elétrica para remunerar acionistas em 2026

A META FICOU MAIS DIFÍCIL

Banco Inter reage à queda das ações na bolsa com nova aposta: a “Regra dos 50” para crescer — e lucrar mais — até 2029

11 de maio de 2026 - 12:16

Nova estratégia combina crescimento acelerado com ROE em alta, e coloca o banco em um novo patamar de cobrança; veja os detalhes

OPERAÇÃO ÍCARO

Fast Shop bate recorde: empresa leva multa de R$ 1 bilhão por fraude em imposto e propina paga a auditor

11 de maio de 2026 - 11:28

Além da Fast Shop, o Ministério Público identificou mais empresas que foram beneficiadas pelo esquema, incluindo a Ultrafarma

BALANÇO

Telefônica Brasil (VIVT3): lucro salta quase 20% no 1T26, e dona da Vivo entrega seu melhor 1º trimestre em dois anos. O que está por trás da expansão?

11 de maio de 2026 - 9:12

Com crescimento equilibrado entre móvel, fibra e digital, Telefônica Brasil entrega lucro de R$ 1,2 bilhão no 1T26; veja os destaques do resultado

RESULTADO

BTG Pactual (BPAC11) supera expectativa com lucro recorde e ROE de 26,6% no 1T26. O que está por trás de mais um balanço forte?

11 de maio de 2026 - 7:33

O balanço do BTG trouxe lucro em expansão e rentabilidade em alta; confira os principais números do trimestre

PRÉVIA DOS RESULTADOS

Com petróleo na casa dos US$ 100, analistas calculam se Petrobras (PETR4) vai ou não vai liberar dividendos do 1T26

11 de maio de 2026 - 6:02

Mercado espera crescimento da receita, Ebitda bilionário e mais uma rodada de proventos para os acionistas da estatal; confira as projeções

TROCAS DE PESO

Dança das cadeiras na bolsa: semana tem troca de CEOs em série e agita empresas da B3

9 de maio de 2026 - 16:58

A semana teve mudanças relevantes em Axia Energia (AXIA3), Tenda (TEND3) e Cemig (CMIG4)

VELHO CONHECIDO

Santander (SANB11) bate o martelo: conselho aprova por unanimidade a eleição de Gilson Finkelzstain como CEO

8 de maio de 2026 - 20:05

Ex-presidente da B3 e ex-diretor do Santander, Gilson Finkelzstain foi escolhido em março para substituir Mario Leão no comando do banco no Brasil

CHEGOU A HORA DE VENDER?

O que a pior semana da Petrobras (PETR4) em mais de dois anos diz sobre as ações como investimento

8 de maio de 2026 - 19:45

Nesta sexta-feira (8), as ações da estatal completaram cinco sessões de quedas consecutivas, acompanhando a forte desvalorização do Brent na semana

HORA DE COMPRAR?

Caixa Seguridade (CXSE3): depois do anúncio de R$ 1 bilhão em dividendos, analistas calculam retorno e dão veredito

8 de maio de 2026 - 19:19

Lucro cresceu 13,2% no primeiro trimestre, e bancos seguem vendo espaço para avanço dos dividendos

SD ENTREVISTA

“Foi bom, mas poderia ter sido melhor”: o recado do diretor do BR Partners (BRBI11) sobre o 1T26; ações caem na B3

8 de maio de 2026 - 16:01

Com receita mais diversificada e aposta em Wealth, banco tenta reduzir volatilidade enquanto espera queda dos juros, afirma Vinicius Carmona ao Seu Dinheiro

TROCA NO ALTO ESCALÃO

Cemig (CMIG4) anuncia novo CEO e lucra R$ 979 milhões no 1T26, queda anual de 6%; conheça a empresa de energia criada por JK

8 de maio de 2026 - 11:31

De acordo com a empresa, a gestão de Reynaldo Passanezi Filho, que deixa o cargo, foi marcada por um ciclo de crescimento da companhia, avanços em eficiência operacional e investimentos em níveis recordes

E FORA 'DO STORIES' TU ESTÁ BEM?

O preço do sucesso da Cimed: enquanto bomba nas redes, empresa sofreu ‘no off’. E agora?

8 de maio de 2026 - 6:45

Fenômeno com a Carmed e cada vez mais pop nas redes, a farmacêutica viu margens pressionadas, estoques travados e queima de caixa em 2025. Agora, tenta equilibrar crescimento acelerado com disciplina financeira

BALANÇO

Magazine Luiza (MGLU3) ainda sente o peso dos juros e reverte lucro em prejuízo acima do esperado no 1T26

7 de maio de 2026 - 19:55

A varejista teve prejuízo líquido de R$ 55,2 milhões no primeiro trimestre de 2026, revertendo o lucro de R$ 12,8 milhões registrado no mesmo período do ano passado, em meio à pressão da Selic elevada sobre as despesas financeiras

SD ENTREVISTA

“Temos que estar com a guarda alta”, diz diretor do ABC Brasil (ABCB4) após queda no ROE do 1T26

7 de maio de 2026 - 19:55

Após um 1T26 pressionado, Ricardo Moura aposta em melhora gradual da rentabilidade — sem abrir mão do conservadorismo

PROVENTOS NO RADAR

PetroReconcavo (RECV3) anuncia JCP de R$ 100 milhões após lucro mais que dobrar no 1T26

7 de maio de 2026 - 19:51

Petroleira pagará R$ 0,34 por ação em juros sobre capital próprio e também informou avanço nas negociações com a Brava Energia

POR QUE TROCAR DE CEO AGORA?

Após 15 anos, Rodrigo Osmo dará adeus ao cargo de CEO da Tenda (TEND3); veja quem entra no lugar e o que está por trás da mudança

7 de maio de 2026 - 19:06

Marcos Cruz será o novo CEO da Tenda a partir de junho de 2027. O executivo comandou a Nitro Química na última década e acumula passagens pela McKinsey e Secretaria Municipal da Fazenda de São Paulo

TEMPORADA DE BALANÇOS

Com frete grátis no Brasil, Mercado Livre (MELI34) bota o pé no acelerador em vendas, mas lucro cai e margens seguem pressionadas no 1T26

7 de maio de 2026 - 17:32

Mesmo com receita acima do esperado e forte aceleração das vendas, o Mercado Livre registrou queda no lucro líquido e pressão nas margens no primeiro trimestre de 2026

REAÇÃO AO BALANÇO

Banco Inter desaba em NY após balanço do 1T26: ação chega a cair mais de 14% — o que assustou o mercado?

7 de maio de 2026 - 16:46

Lucro recorde e avanço no ROE não foram suficientes para segurar as ações nesta sessão; veja o que pressiona os papéis hoje

É SÓ O COMEÇO

JP Morgan deu veredito de compra para a Natura (NATU3) após alta de quase 50% em 2026. Quanto é possível lucrar agora?

7 de maio de 2026 - 16:06

Ação saltou mais que o triplo do Ibovespa desde o início de 2026, mas os analistas do JP Morgan calculam que o papel ainda tem espaço para subir

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar
Jul.ia
Jul.ia
Jul.ia

Olá, Eu sou a Jul.ia, Posso te ajudar com seu IR 2026?

FAÇA SUA PERGUNTA
Dúvidas sobre IR 2026?
FAÇA SUA PERGUNTA
Jul.ia
Jul.ia