Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
COM A PALAVRA, O CEO

“Queremos evitar que a sociedade sofra”, diz CEO do Itaú (ITUB4) sobre crise do Banco Master e rombo no FGC

Em coletiva com jornalistas sobre o balanço do quarto trimestre, Milton Maluhy Filho afirma que o sistema terá de pagar a conta — e critica plataformas que empurraram risco ao investidor

CEO do Itaú Unibanco (ITUB4), Milton Maluhy Filho.
CEO do Itaú Unibanco (ITUB4), Milton Maluhy Filho. - Imagem: Divulgação

A crise no Banco Master continua no centro das discussões entre os maiores bancos do país e invadiu, mais uma vez, as teleconferências de resultados.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O motivo não é apenas a queda do conglomerado, mas o tamanho da conta deixada para o Fundo Garantidor de Crédito (FGC). Segundo o CEO do Itaú Unibanco (ITUB4)Milton Maluhy Filho, o fundo será recomposto. O desafio é fazer isso sem transferir o custo para a sociedade. 

A fala vem em meio à ruína do conglomerado Master e à liquidação de instituições ligadas ao banco de Daniel Vorcaro — um episódio que drenou quase metade do patrimônio do FGC para indenizar investidores dos CDBs.  

CEO do Itaú fala sobre impacto da crise do Banco Master 

Com o uso intensivo do FGC, os grandes bancos serão obrigados a recapitalizar o fundo. No entanto, o custo e o modo da contribuição ainda estão em definição. A expectativa é que a conta para instituições como o Itaú chegue em torno de R$ 7 bilhões. 

“Quase metade das reservas do fundo foi consumida. Nossa visão, como sistema financeiro, é que o FGC precisa ser recapitalizado — e ele será capitalizado para estar preparado diante de um novo evento de crédito”, afirmou Maluhy, em entrevista coletiva com jornalistas nesta quinta-feira (5). 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A questão é que a forma de recompor esse colchão ainda está em aberto. Segundo o executivo, os detalhes da capitalização seguem em discussão dentro do próprio FGC e também no Banco Central. 

Leia Também

PROVENTOS NO HORIZONTE

Dividendos e JCP: BradSaúde (SAUD3) anuncia R$ 230 milhões aos acionistas e detalha cronograma; veja quem mais paga

SINAL VERMELHO

Sanepar (SAPR11) cancela JCP do 1º semestre sem reforço de caixa; “não é obrigação legal”

“Há um processo de debate intenso nas últimas semanas, envolvendo bancos e associações. Nosso principal objetivo é atenuar ao máximo o custo desse aporte, para que ele não gere impacto no custo de captação dos bancos, nos juros dos empréstimos ou no preço dos investimentos para o consumidor final”, disse. 

Nas palavras de Maluhy, a conta existe, não desaparece — mas o esforço agora é encontrar mecanismos mais inteligentes para pagá-la, sem transferir o peso diretamente para quem toma crédito ou investe. 

Os riscos de um novo Master no Brasil  

A crise do Master também reacendeu um debate mais profundo: como impedir que um novo caso semelhante volte a ganhar escala no mercado brasileiro.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“Não podemos permitir que um evento dessa magnitude aconteça novamente da forma como ocorreu. Há aprendizados para todos os agentes envolvidos”, afirmou.  

Segundo ele, o FGC — criado nos anos 1990 para proteger investidores em casos de liquidação bancária — acabou sendo desvirtuado ao longo do tempo, especialmente com a evolução das plataformas abertas de investimentos. 

Quem ajudou a despejar CDBs do Master no mercado?

Sem citar nomes diretamente, o CEO do Itaú fez críticas duras a bancos e plataformas que distribuíram títulos do Banco Master e de outras empresas que mais tarde enfrentaram dificuldades financeiras, como a Ambipar (AMBP3). 

“Algumas plataformas passaram a usar o FGC como um modelo de alavancagem de negócios, viabilizando estruturas que não se sustentam no longo prazo”, afirmou. “Interesses próprios vieram à frente dos interesses do sistema.” 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Segundo Maluhy, esse modelo deixou como herança uma conta de cerca de R$ 55 bilhões para o sistema financeiro. “São esses abusos que nós evitamos cometer”, afirmou. “Problemas de crédito e de gestão existem em qualquer sistema. O que vimos aqui foram também falhas operacionais e modelos de negócio questionáveis.” 

Na avaliação do CEO do Itaú, o Banco Central tem capacidade técnica para rever regras e fechar brechas regulatórias, inclusive com base em experiências internacionais, a fim de mitigar o risco de episódios semelhantes no futuro, usando inclusive normas internacionais como referência. 

"Nunca distribuímos um CDB do Banco Master ou do Banco Máxima por convicção, nem COEs da Ambipar”, disse o CEO do Itaú.  

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
GTA 6, Take-Two, Rockstar Games 25 de junho de 2026 - 12:28
Pedágio em rodovia da Motiva 25 de junho de 2026 - 12:00
Logo do BTG Pactual sobre um fundo azul representando gráficos de ações 24 de junho de 2026 - 20:30
Fachada de agência do Bradesco (BBDC4). 23 de junho de 2026 - 18:45
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar