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Nova “Regra dos 50” aumenta dúvidas dos investidores no curto prazo, mas, para analistas, há espaço para ações saltarem nos próximos meses
A promessa de um salto de rentabilidade do Banco Inter nos próximos anos voltou aos holofotes — acompanhada de uma nova dose de ceticismo do mercado. O banco colocou na mesa novas metas estratégicas, com a chamada “Regra dos 50” e um ROE próximo de 30% até 2029.
A resposta do mercado, porém, foi de cautela. As ações passaram a refletir esse desconforto quase em tempo real: acumularam queda de cerca de 21% em maio.
O questionamento não é só sobre o ritmo da transformação, mas sobre até que ponto o crescimento recente — especialmente após o balanço do 1T26 — é sustentável e capaz de sustentar níveis mais elevados de retorno.
Entre os analistas, a leitura predominante é que a ambição da administração do Inter segue alta — talvez mais até do que o mercado está disposto a acreditar no curto prazo.
Mas é justamente nessa distância entre o que o banco promete e o que o mercado acredita que alguns enxergam oportunidade.
Após o tombo recente, há quem veja espaço relevante para recuperação — com potencial de alta entre 50% e 70%, segundo estimativas de analistas.
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Para o JP Morgan, o mercado ainda não “comprou” a tese de ROE de 30%. Após reunião com investidores ontem, o banco norte-americano revisou suas projeções para o Inter, adotando uma postura mais conservadora do que o consenso.
A estimativa agora é de lucro de R$ 1,7 bilhão em 2026, com ROE de cerca de 15,5%, e de R$ 2,2 bilhões no ano que vem, com rentabilidade de 17,5%.
“Embora o 1T26 tenha sido misto e a execução tenha ficado aquém do que o plano 60-30-30 implicava, o mercado já trabalha há algum tempo com expectativas mais baixas”, afirmam os analistas.
Ainda assim, os analistas reconhecem que a companhia segue em trajetória de melhora gradual da rentabilidade.
Na prática, isso significa que o investidor ainda quer mais evidências — especialmente sobre margem financeira, custo de crédito e a dinâmica do consignado privado — antes de reprecificar o papel.
Esse compasso de espera tende a limitar o desempenho das ações no curto prazo, de acordo com o JP Morgan.
Mas há um contraponto relevante: para o JP Morgan, a recente correção pode ter ido longe demais. Com o Inter negociando a cerca de 1,15 vez o valor de firma estimado para 2026, para um ROE ainda na casa de 15,5%, a relação entre risco e retorno começa a ficar mais interessante.
Se o plano 60-30-30 já exigia execução consistente, a nova “Regra dos 50” adiciona mais uma camada de ambição — e também de questionamento entre os investidores. A nova métrica prevê que o crescimento da receita líquida somado ao ROE deve ser cerca de 50%.
Porém, o JP Morgan questiona se esse é um bom norte para bancos, dada a natureza cíclica do crédito. “Não temos certeza se crescer receitas é o melhor incentivo em todos os momentos”, afirmam os analistas, lembrando que, em ciclos de deterioração, expandir crédito pode significar aumentar risco.
Além disso, o próprio histórico do Inter levanta dúvidas, segundo os analistas. Mesmo com forte crescimento de receita e melhora de rentabilidade nos últimos anos, o banco não atingiu esse patamar anteriormente.
“Embora entendamos que escala importa, não temos certeza se entregar 40% de crescimento de receitas com 10% de ROE é desejável”, dizem os analistas.
Para o JP Morgan, o ponto central continua sendo outro: a capacidade de gerar valor patrimonial de forma consistente, com ROE acima do custo de capital — variável que, de fato, deve sustentar os múltiplos e ações no longo prazo.
Para sustentar a meta mais ambiciosa, o Inter detalhou as alavancas que devem impulsionar o ROE ao longo dos próximos anos — saindo dos atuais níveis próximos de 15,5% para algo entre 26% e 30% até 2029.
“Embora possamos debater o ritmo, continuamos a ver a companhia avançando gradualmente na direção correta”, diz o JP Morgan.
Segundo o Inter, a principal contribuição de rentabilidade deve vir do crédito. A expectativa é que novas originações, com melhor mix e maior retorno marginal, adicionem entre 4 e 6 pontos percentuais (p.p) ao ROE.
Outras frentes incluem:
“Levar o ROE de 15% para níveis de 30% é muito mais difícil”, destacam os analistas. No sistema bancário brasileiro, poucos players conseguem sustentar retornos nesse patamar de forma consistente.
Ainda assim, o JP Morgan mantém uma visão construtiva no longo prazo. Para o banco, a rentabilidade em torno de 20% a 22% já parece factível — e, se a administração conseguir avançar além disso, há espaço para revisão positiva da tese.
O banco norte-americano fixou um novo preço-alvo para o Inter até dezembro de 2026, de R$ 48 por BDR (depósito de ação) e US$ 9 por ação INTR no exterior — o que implica potencial de alta superior a 50% após a recente queda.
Para o UBS BB, o mercado nunca incorporou de fato um ROE de 30% no valuation — e dificilmente fará isso antes de sinais concretos de evolução no banco Inter. A expectativa dos analistas é mais conservadora: uma rentabilidade próxima de 20% em 2029.
O banco reduziu levemente o preço-alvo das ações, mas manteve recomendação de compra, reconhecendo melhora consistente nas tendências operacionais, ainda que o caminho siga desafiador.
O novo target foi fixado em US$ 10,40 para INTR nos próximos 12 meses, o que representa um potencial de 73,3% em relação ao último fechamento.
Já a XP Investimentos interpreta o novo plano como uma mudança sutil de narrativa. Segundo os analistas, a ambição de longo prazo foi reafirmada, mas por um caminho diferente, mais lento e intensivo em investimentos rumo à rentabilidade do que era esperado pelos investidores.
“A principal questão não foi necessariamente a direção estratégica em si, mas o sinal incremental embutido nos novos alvos e premissas”, dizem os analistas.
Na leitura dos analistas, o Inter reconheceu implicitamente um caminho mais longo e intensivo em investimentos até a normalização da rentabilidade. Isso pode ter diluído parte da expectativa original do mercado com o plano 60-30-30, segundo a corretora.
Com um tom mais cauteloso para o curto prazo, a XP avalia que o anúncio pode levar a revisões negativas nas estimativas de médio prazo — motivo pelo qual mantém recomendação neutra para o banco.
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