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Karin Salomão

Karin Salomão

Jornalista formada pela Universidade de São Paulo (USP), com experiência em economia e negócios. Foi repórter na Exame e editora assistente no UOL Economia. Completou o Curso B3 de Mercado de Capitais para Jornalistas e Formadores de Opinião, em parceria com o Insper. Hoje, é editora assistente de empresas no Seu Dinheiro.

AÇÃO VALE CENTAVOS

Grupo Toky (TOKY3), dono da Mobly e Tok&Stok, pede recuperação judicial, e ação desaba; companhia está em crise, e não é a 1ª vez 

Essa não é a primeira crise da varejista do setor de casa e decoração, que já enfrentou pedido de falência, recuperação extrajudicial, renegociações de dívidas e diversas brigas entre os sócios.

Karin Salomão
Karin Salomão
12 de maio de 2026
13:50 - atualizado às 13:14
Megaloja da Mobly no bairro de Pinheiros, São Paulo
Megaloja da Mobly no bairro de Pinheiros, São Paulo. - Imagem: Divulgação

O Grupo Toky (TOKY3), dono das varejistas de móveis Mobly Tok&Stok, entrou hoje (12) com um pedido de recuperação judicial

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A empresa afirmou ter R$ 1,11 bilhão em dívidas no processo que processo tramita na Vara de Falências e Recuperações Judiciais do Foro Central Cível do estado de São Paulo, sob segredo de justiça. 

Com isso, as ações da companhia desabaram na bolsa de valores. Por volta das 12h40, a queda é de 37,93% — a desvalorização chegou a superar os 40%. O valor da ação já é pequeno, e atualmente a empresa é negociada a R$ 0,18. 

Com 63 lojas físicas e 2.278 funcionários, essa não é a primeira crise da varejista do setor de casa e decoração, que já enfrentou pedido de falência, recuperação extrajudicial, renegociações de dívidas e diversas brigas entre os sócios.

A história do grupo Toky 

Fugindo da crise econômica enfrentada pela França, o casal francês Régis e Ghislaine Dubrule criou, em 1978, uma loja de móveis. O modelo era diferente do conhecido até então, com foco na classe média em ascensão, que passava a morar em apartamentos.  

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Inspirados em marcas internacionais, criaram a Estok Comércio e Representações S.A., conhecida pela marca Tok&Stok, com móveis projetados para serem transportados pelos próprios carros dos clientes.  

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Já a Mobly surgiu 100% digital. Em 2011, três empreendedores paulistas, após experiências acadêmicas no exterior, criaram o negócio, de venda de móveis e artigos para casa pela internet. Contaram com investimentos do grupo alemão Home 24 e de outros investidores. 

Em 2021, no meio da pandemia, a Mobly S.A. abriu o capital na bolsa de valores, no segmento Novo Mercado. 

O início da crise para a Tok&Stok 

A pandemia, porém, levou à instabilidade econômica para as duas empresas, com interrupções no fornecimento de móveis. 

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A Tok&Stok encerrou 17 lojas durante a pandemia e, em 2023, precisou reestruturar R$ 339 milhões em dívidas bancárias.  

No mesmo ano, uma consultoria de tecnologia, a Domus Aurea, pediu a falência da Tok&Stok na Justiça. Responsável por sua reestruturação tecnológica, a empresa exigia o pagamento de R$ 3,8 milhões. Hoje, a Domus é dona de 5,48% da companhia, com a conversão de dívida em uma fatia na empresa. 

A empresa renegociou esses débitos e, como condição para a sua recuperação, precisou de um aporte de novos recursos da família fundadora, em R$ 100 milhões.  

Mesmo com as renegociações, o cenário não melhorou para a Tok&Stok. Em agosto de 2024, ela pediu recuperação extrajudicial para reestruturação de seu passivo exclusivamente financeiro, que se concretizou via emissão de debêntures.  

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Fusão com a Mobly 

Foi então que a Mobly, que tinha acabado de fazer um aumento de capital, entrou para comprar a varejista em dificuldades. As duas empresas se uniram, passaram a se chamar Grupo Toky e mudaram de ticker na bolsa, para TOKY3.  

Essa fusão não veio sem problemas. A família Dubrule, fundadora da Tok&Stok, tentou retomar o controle da companhia por meio de uma oferta pública de aquisição (OPA) com preço abaixo do preço de mercado da ação MBLY3, à época. 

A briga entre os sócios, inclusive, já rendeu prejuízos de R$ 41,6 milhões na receita líquida, só no último trimestre do ano passado. 

Mas as dívidas continuaram a pesar no balanço da empresa. Ela conseguiu prorrogar a data de pagamento de debêntures, em janeiro de 2026, para junho deste ano.  

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Há outros obstáculos no horizonte: cerca de R$ 77 milhões em recebíveis de cartão de crédito foram bloqueados pela SRM Bank.

O bloqueio desses recebíveis representa um "risco concreto de causar, em curtíssimo prazo, o estrangulamento financeiro e a paralisação das atividades empresariais".  

"Caso não seja contido com urgência, deflagrará um verdadeiro efeito dominó: a interrupção do fornecimento por parte dos principais fornecedores e indústrias parceiras, a suspensão das entregas ao centro de distribuição, o consequente desabastecimento das lojas, a perda de credibilidade comercial e, por fim, a inviabilização completa das operações, atingindo diretamente centenas de trabalhadores e consumidores que dependem da regularidade da atividade do Grupo Toky", afirmou.  

Fundo negocia saída do grupo 

A empresa também confirmou, ontem à noite (11), que o fundo SPX private equity, que tem 11,49% das ações, está em negociações avançadas para alienação total. Ela se tornou acionista com a conversão de dívida em ações, assim como os outros fundos de private equity em sua posição acionária. 

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Com essa venda, o conselheiro ligado ao fundo, Fernando Porfirio Borges, renunciou ao seu cargo no Conselho de Administração. A varejista afirmou já ter recebido a carta de renúncia. 

Em julho do ano passado, a Home 24, principal investidora da Mobly lá atrás, vendeu toda a sua participação, que era de 42,75% do total de papéis. 

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