Privatização da Copasa (CSMG3) movimenta R$ 8,4 bilhões e vira a página da companhia. Agora, o que esperar da nova fase?
Governo de Minas reduz participação para cerca de 5%, enquanto a Equatorial emerge como acionista de referência

A privatização da Copasa (CSMG3) finalmente saiu do papel — e em grande estilo. Uma das maiores operações do mercado de capitais brasileiro dos últimos anos movimentou cerca de R$ 8,38 bilhões apenas no lote principal da oferta pública que marcou a transferência do controle da companhia para a iniciativa privada.
Somando etapas anteriores da desestatização, a operação renderá R$ 13,9 bilhões aos cofres do governo de Minas Gerais, segundo o Valor Econômico.
As ações foram precificadas a R$ 49,03, acima do piso de R$ 47,23 estabelecido pelo Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCE-MG), sinalizando demanda suficiente para sustentar a operação acima do valor mínimo exigido.
- Leia também: Copasa disparou com privatização, mas vencedora do leilão ficou para trás. Chegou a hora de aproveitar essa distorção
A oferta secundária envolveu a venda de ações detidas pelo governo mineiro, que já havia negociado uma parcela relevante da companhia anteriormente com a Equatorial (EQTL3), em uma transação de R$ 5,6 bilhões.
Com a conclusão da operação, o Estado de Minas Gerais deixa de ser controlador da companhia e passa a deter aproximadamente 5% do capital social, além de manter uma golden share — que preserva determinados direitos especiais previstos na legislação e no estatuto da empresa.
A operação foi coordenada por BTG Pactual, Itaú BBA, Bank of America, Citi e UBS BB e encerra um processo que vinha sendo acompanhado de perto pelo mercado por seu potencial de transformar uma das maiores companhias de saneamento do país em uma empresa de capital pulverizado.
Leia Também
Após a liquidação da oferta, cerca de 64,6% das ações da Copasa permanecerão em circulação no mercado.
Segundo a companhia mineira agora privatizada, os investidores poderão negociar as ações movimentadas no follow-on de desestatização a partir da segunda-feira (15), com a liquidação da transação agendada para o dia seguinte (16).
Equatorial entra como principal sócia da nova Copasa (CSMG3)
Se a privatização marca o fim do controle estatal, ela também inaugura a entrada definitiva da Equatorial como uma das protagonistas da nova fase da companhia.
Antes mesmo da precificação da oferta, a Equatorial informou que sua subsidiária Gerais Saneamento havia sido selecionada como investidora de referência da operação.
Pela estrutura desenhada para a privatização, a gigante de energia garantiu uma participação mínima de 30% no capital da Copasa, se consolidando como uma das principais acionistas da companhia mineira após a conclusão da oferta.
A participação está condicionada à adesão aos instrumentos previstos na operação, incluindo acordo de acionistas, acordo de não concorrência e restrições para transferência de ações.
Além da fatia mínima assegurada, a Gerais Saneamento também solicitou uma alocação adicional equivalente a 12,6% do capital social da empresa. O volume efetivamente recebido será conhecido após a conclusão da distribuição das ações.
Segundo a Equatorial, o investimento está alinhado à estratégia de expansão da companhia no setor de saneamento, amplia sua presença na região Sudeste e reforça a diversificação geográfica dos negócios.
O que atraiu os investidores para a oferta da Copasa
Durante o roadshow realizado com investidores antes da operação, a Copasa apresentou uma tese centrada em crescimento, previsibilidade regulatória e ganhos de eficiência que poderiam ser acelerados em um ambiente de gestão privada.
A companhia argumentou que a nova estrutura acionária pode funcionar como catalisadora de melhorias na governança corporativa, maior disciplina na alocação de capital e expansão estrutural das margens ao longo dos próximos anos.
Um dos principais pilares da tese foi a terceira revisão tarifária da companhia. A revisão elevou o reajuste tarifário para 6,56% e passou a incorporar mecanismos considerados importantes para o setor.
Isso inclui a inclusão anual dos investimentos na base regulatória e o reconhecimento de juros durante a construção dos ativos.
Na avaliação da empresa, essas mudanças aumentam a previsibilidade dos retornos e fortalecem os incentivos para a expansão da infraestrutura de saneamento.
Universalização segue como principal avenida de crescimento da Copasa privatizada
Outro ponto destacado pela Copasa foi a visibilidade de longo prazo proporcionada pela renovação da concessão de Belo Horizonte até 2073 e pelo avanço do processo de regionalização do saneamento em Minas Gerais.
Atualmente, a Copasa já atende mais de 99% da população de sua área de atuação com abastecimento de água.
Para a companhia, o principal espaço para expansão está na coleta e tratamento de esgoto. Hoje, a cobertura alcança 80,4% da população atendida, ainda abaixo da meta regulatória de 90% estabelecida pelo marco legal do saneamento para 2033.
Na visão da empresa, o avanço rumo à universalização deverá sustentar um ciclo relevante de investimentos nos próximos anos, ampliando a base regulatória de ativos e criando novas oportunidades de crescimento.
*Com informações do Money Times.
CASO MASTER
Fraudes entre Master e BRB chegam a R$ 17 bilhões e Banco de Brasília diz ser vítima de atos criminosos
13 de setembro de 2026 - 15:44TER OU NÃO TER
Petróleo acima de US$ 100 muda a tese para Petrobras (PETR4)? O que ainda favorece — e o que ameaça — a ação
11 de setembro de 2026 - 18:53MENOS ALARDE
IA vai destruir a humanidade? Neurocientista brasileiro rebate previsão alarmante de ex-pesquisadores da OpenAI
11 de setembro de 2026 - 15:31NAS ÁGUAS DO MINÉRIO DE FERRO
Vale (VALE3) segue blindada, mas outra mineradora brasileira está à deriva no mar mais caro dos últimos anos
11 de setembro de 2026 - 14:15SAÚDE FINANCEIRA NA VEIA
Como a Amil saiu da crise e agora se dá ao luxo de recusar proposta multibilionária de compra de fundos estrangeiros
11 de setembro de 2026 - 11:40POTENCIAL
Smart Fit (SMFT3) vai além da abertura de academias: crescimento não atingiu o teto e Santander calcula potencial de 98% para a ação
10 de setembro de 2026 - 15:57DO BRASIL PARA O MUNDO?
Nubank estreia nos EUA, lança aposta para dinheiro sem fronteiras e testa se sua fórmula pode ganhar o mundo
10 de setembro de 2026 - 13:41CARA OU COROA?
BB Seguridade (BBSE3) pode subir pouco, mas cair muito: o risco que fez o Citi recomendar a venda das ações
10 de setembro de 2026 - 11:33NÃO SÃO OS PANDAS QUE VOCÊ IMAGINA
Vale (VALE3) pode abraçar os panda bonds? Veja o que o CFO disse sobre a emissão de títulos na China
10 de setembro de 2026 - 10:52EMPRESAS DE TELEFONIA
É o fim dos planos de celulares de R$ 20? Por que as operadoras estão deixando ofertas ultrabaratas para trás
9 de setembro de 2026 - 17:57SEMANA CHEIA
Maior queda de hoje: Tenda (TEND3) cai mais de 6% após mudança de comando e estreia no Ibovespa
9 de setembro de 2026 - 15:48ALOCAÇÃO DE CAPITAL
O que o Banco do Brasil (BBAS3) está vendo na Argentina para continuar colocando dinheiro no país?
9 de setembro de 2026 - 14:27ALTA DOS PREÇOS
Fim da crise no agro está próximo? JP Morgan elege ação favorita no setor, que pode subir até 36,5%
9 de setembro de 2026 - 11:17MUDANÇAS NA BOLSA
INBR32 dá adeus à B3: Inter prepara mudança nos BDRs e deixa uma decisão importante para os investidores
9 de setembro de 2026 - 9:39CRESCIMENTO BOM PRA CACHORRO
Petz Cobasi (AUAU3) tem mais dinheiro em caixa — vêm mais dividendos por aí? Entenda os planos da empresa para gerar mais retorno
9 de setembro de 2026 - 6:11FAXINA NO ARMÁRIO
Enjoei (ENJU3) vai desapegar dos centavos com grupamento de ações na razão de 10 para 1
8 de setembro de 2026 - 20:04TROCA DE GUARDA
Marcos Cruz assume oficialmente como CEO da Tenda (TEND3); saiba o que muda na construtora
8 de setembro de 2026 - 19:15TESOURA NAS ESTIMATIVAS
BofA corta apostas em bancos, mas vê espaço para alta em Itaú, BTG e mais 3 ações; veja quais
8 de setembro de 2026 - 18:24EXPANSÃO INTERNACIONAL
Inter chega à Argentina com conta em dólar e acesso a Wall Street; veja o que está por trás da estratégia
8 de setembro de 2026 - 16:23ASSÉDIO ELEITORAL?