Copasa (CSMG3): Equatorial confirma fôlego financeiro e deixa privatização mais perto da linha de chegada
Com as garantias financeiras aprovadas, o mercado começa a discutir como será a nova Copasa privatizada

A privatização da Copasa (CSMG3) acaba de cruzar uma etapa importante: a comprovação de que há dinheiro suficiente garantido para tirar a operação do papel.
Depois de se apresentar como investidora de referência da oferta que pretende transferir o controle da companhia mineira para a iniciativa privada, a Equatorial (EQTL3) confirmou que está pronta para bancar a aposta bilionária.
Na noite de segunda-feira (8), a Copasa informou que a Gerais Saneamento, veículo utilizado pela Equatorial na operação, cumpriu integralmente as exigências financeiras previstas no processo de desestatização.
O cheque bilionário da Equatorial na Copasa
Segundo a Copasa, a Equatorial atendeu integralmente aos requisitos relacionados às contas escrow, contas de custódia e novas cartas de fiança previstos na estrutura da oferta.
Em outras palavras, o investidor que pretende assumir a posição de referência da Copasa demonstrou possuir os recursos e as garantias necessários para concluir a operação.
O compromisso financeiro, aliás, não é pequeno. A Equatorial já se comprometeu a adquirir ações por meio da alocação prioritária ao preço de R$ 49,03 por papel, o equivalente a aproximadamente R$ 5,59 bilhões.
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Além disso, a companhia manifestou interesse em comprar até 48 milhões de ações adicionais, o que pode elevar o desembolso total para cerca de R$ 7,95 bilhões.
A confirmação dessas garantias era considerada um dos principais gatilhos aguardados pelo mercado desde o anúncio da modelagem da privatização.
Isso porque, sem a comprovação da capacidade financeira do investidor de referência, permanecia uma camada relevante de incerteza sobre a execução do processo.
A aposta do mercado na privatização da Copasa
Para muitos investidores, a tese de investimento em Copasa deixou de ser apenas uma discussão sobre venda de participação estatal.
O foco passou a ser o potencial de transformação da companhia sob uma nova gestão.
Pelo desenho da operação elaborado pelo governo de Minas Gerais, a Equatorial poderá deter até 30% do capital social da empresa, assumindo o papel de investidor de referência da nova estrutura societária.
Já o Estado de Minas Gerais reduzirá sua participação para cerca de 5%, preservando apenas uma golden share destinada a temas específicos previstos no estatuto social.
A expectativa do mercado é que a mudança permita a aplicação do "modelo Equatorial" na gestão da companhia.
Ao longo dos últimos anos, a empresa construiu uma reputação de recuperar ativos complexos nos setores de energia e infraestrutura, elevando indicadores operacionais, rentabilidade e geração de caixa.
É justamente essa capacidade de execução que ajuda a explicar por que a Equatorial se tornou uma das protagonistas do movimento de consolidação da infraestrutura brasileira.
No caso da Copasa, a aposta é que uma gestão mais focada em eficiência operacional, disciplina de custos e alocação de capital possa destravar valor em uma companhia historicamente administrada sob controle estatal.
*Com informações do Money Times.
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