Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Karin Salomão

Karin Salomão

Jornalista formada pela Universidade de São Paulo (USP), com experiência em economia e negócios. Foi repórter na Exame e editora assistente no UOL Economia. Completou o Curso B3 de Mercado de Capitais para Jornalistas e Formadores de Opinião, em parceria com o Insper. Hoje, é editora assistente de empresas no Seu Dinheiro.

FIM DA LINHA?

Oncoclínicas (ONCO3) está ficando sem tempo, seus pacientes também; o que acontece agora, com o fim das negociações com Fleury e Porto

Seu prazo para conseguir novas injeções de capital ou mesmo entrar em recuperação judicial ou extrajudicial está cada dia menor. E quem sofre são médicos e pacientes

Karin Salomão
Karin Salomão
15 de abril de 2026
12:17
Imagem: Montagem Seu Dinheiro/Canva/Divulgação

O tempo da Oncoclínicas (ONCO3) para encontrar uma solução para suas dívidas está acabando. Com o fim das negociações entre a rede de atendimento oncológico, a Fleury (FLRY3) e a Porto (PSSA3) para a criação de uma nova empresa, é necessário buscar alternativas para sua baixa liquidez.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Com o fim do prazo de 30 dias para a exclusividade nas negociações, encerraram-se também as conversas entre as empresas de saúde.

O prazo da Oncoclínicas para conseguir novas injeções de capital ou mesmo entrar em recuperação judicial ou extrajudicial está cada dia menor. E quem mais sofre são médicos e pacientes.

A falta de caixa já vem afetando compras de remédios e atrasando atendimentos de milhares de pacientes, segundo relatos na imprensa. Médicos e outros funcionários também sentem insegurança, segundo uma fonte com quem Seu Dinheiro conversou.

"Com tantas alternativas que existiam, como você explica para a ANS ou outro órgão regulador que não buscou a solução necessária para salvar essas vidas?", disse um gestor a par da situação ao Seu Dinheiro, que pediu para não ser identificado.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A operação da empresa ainda tem valor. Com uma fatia grande do mercado de tratamentos oncológicos, ela tem a capacidade de realizar esses atendimentos de maneira mais eficiente e barata que grandes hospitais, o que poderia ser um grande trunfo para planos de saúde como a Porto, por exemplo. Porém, com a situação financeira estrangulada, a operação também vem sofrendo.

Leia Também

Seu Dinheiro buscou a Porto, Fleury, Oncoclínicas e a Agência Nacional de Saúde (ANS), que não responderam até a publicação desta reportagem.

Prazo está apertado

A situação da empresa está tão apertada que afeta o seu capital de giro líquido para manter a operação. As contas a receber demoraram 93 dias para cair no quarto trimestre. Os estoques têm uma duração média de 19 dias.

A média de contas a pagar é de 111 dias, um alívio já que a empresa conseguiu renegociar prazos com um dos seus principais fornecedores de medicamentos, disse o CFO, Marcel Cecchi Vieira, em teleconferência de resultados.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ou seja, considerando todos esses prazos, a Oncoclínicas tem capital de giro líquido de apenas um dia. Assim que recebe alguma receita, já precisa pagar as contas, com pouca margem de manobra.

A crise do Banco Master, onde estava parte relevante do caixa da Oncoclínicas, e a inadimplência da Unimed FERJ também reduziram seu caixa no ano passado.

O endividamento com fornecedores chegou a um limite, sendo os pagamentos de medicamentos os mais críticos. Recentemente, a empresa conseguiu renegociar alguns prazos com esses parceiros.

No entanto, com o fracasso nas negociações que poderiam trazer um alento à empresa, essa tendência deve continuar, diz o BTG Pactual em relatório.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Oncoclínicas pede alívio temporário para negociar e analisar a proposta da Mak

A companhia pediu uma medida tutelar de cautela na segunda-feira (13), que suspende execuções de pagamentos enquanto ela tenta negociar com seus credores, o que dá a ela algum alívio por 60 dias.

Ela também irá analisar uma proposta da Mak Capital, acionista com 6,31% das ações, que estaria interessado em realizar um aporte de aproximadamente R$ 500 milhões. Empréstimos menores, de R$ 100 milhões a R$ 150 milhões, para a compra de medicamentos, também estavam na mesa.

A proposta da Mak também envolvia a troca do conselho. Recentemente, com a renúncia do presidente do conselho de administração, saíram também os demais membros, já que a eleição ocorreu pelo sistema de voto múltiplo. Eles ficam até a próxima assembleia, no final deste mês.

“A gestão contamina o corpo diretivo. Por isso a Mak falava em assumir o controle, pois pensam que só há solução com a mudança na liderança”, diz Lucas Souza, sócio fundador da Ciano Investimentos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A Oncoclínicas também anunciou que a Centaurus, que entrou na empresa por meio do Goldman Sachs antes do seu IPO, também vem reduzindo sua participação, que já passou de 9,08% para 5,55%.

Problemas antigos sem solução

Os problemas da Oncoclínicas não são novos — integrantes do mercado e até o próprio site Seu Dinheiro vêm apontando dificuldades de caixa e liquidez antes mesmo de a crise do Banco Master vir à tona.

Em setembro, a Starboard Partners, empresa focada em negócios em situações especiais, havia feito uma proposta de converter R$ 1,7 bilhão da dívida em equity (participação acionária), além de fazer um aumento de capital de mais de R$ 800 milhões.

No entanto, essa oferta foi rechaçada pela Latache, a segunda maior acionista da Oncoclínicas, e a companhia acabou realizando uma conversão de dívida em ações com outros acionistas.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Por que Fleury e Porto deram para trás

Esse desfecho, dada a situação financeira frágil da Oncoclínicas, já era esperado, segundo o BTG Pactual e o JP Morgan.

"Dada a complexidade da transação e a profundidade necessária no processo de due diligence, acreditamos que o processo destacou os desafios inseridos na atual situação financeira da Oncoclínicas", diz o JP Morgan em relatório.

Ou seja, as empresas olharam mais profundamente os números da empresa de tratamentos oncológicos e decidiram que o risco não valia a pena.

A combinação do alto endividamento e das quebras de contratos com credores dificultam que players bem capitalizados, como Fleury e Porto, avancem com uma injeção de capital em condições aceitáveis de riscos e retornos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Além dos problemas financeiros, a Oncoclínicas enfrenta a dissolução do seu conselho de administração, destaca o JP Morgan em relatório.

Como ficam os acionistas de Oncoclínicas com o fim das negociações

A desistência do negócio pode vir como um alívio, ainda que fugaz, para quem investe na Oncoclínicas. Isso porque a nova companhia criada carregaria todos os ativos relevantes da empresa de tratamentos, deixando as dívidas no casco da Oncoclínicas, que ficaria sem receitas.

"A transação proposta não deixaria muito valor patrimonial — se é que algum — para os detentores de ONCO3, que correriam o risco de se tornarem acionistas de uma holding insolvente, com investimentos em ações ilíquidas em uma subsidiária alavancada", resume bem o JP Morgan.

"Nesse contexto, há outras opções de capitalização sobre a mesa que, em nossa visão, seriam melhores para os acionistas minoritários da companhia, embora não resolvam completamente a questão da alavancagem", diz o JP Morgan, que acredita que a empresa ainda precisa de uma eventual capitalização e nova reestruturação da dívida.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Como o Banco Master entrou na Oncoclínicas e levou a perdas de pelo menos R$ 431 milhões

O sofrimento da Oncoclínicas (ONCO3) vai muito além das suas dores de crescimento. Depois de crescer de forma acelerada e buscar expandir até para a Arábia Saudita, a empresa precisou fazer aumentos de capital. E foi em 2024 que ganhou um novo sócio que trouxe mais problemas que soluções.

Em maio daquele ano, levantou R$ 1,5 bilhão, sendo R$ 1 bilhão via fundos ligados ao Banco Master e R$ 500 milhões aportados pelo CEO, Bruno Ferrari. O objetivo era reduzir a alavancagem, então em 4,2 vezes o Ebitda, para 2 vezes. Ainda assim, a companhia seguiu queimando caixa.

Além disso, o mercado começou a desconfiar do alto rendimento do caixa da empresa. Uma matéria do Seu Dinheiro de setembro de 2024 já apontava que cerca de R$ 1,54 bilhão do caixa da empresa rendiam 119,17% do CDI, um patamar bem acima das taxas comumente praticadas no mercado.

Quando a crise do Banco Master começou a ficar mais escancarada, em 2025, veio à tona que parte do caixa da empresa de saúde estava, sim, em títulos do banco, que evaporaram com a liquidação extrajudicial imposta pelo Banco Central.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Havia um acordo que permitiria à empresa recomprar ações próprias detidas por fundos ligados ao Master em caso de inadimplência. O impasse começou quando essas cotas foram transferidas ao BRB, o banco de Brasília, como pagamento de dívidas.

Agora, a Oncoclínicas recorre à Justiça para tentar recuperar o controle desses ativos, em um processo ainda sem desfecho.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
EFEITOS CONTÁBEIS

Aegea refaz as contas do seu balanço e acaba reduzindo R$ 700 milhões do patrimônio líquido da Itaúsa (ITSA4); entenda

14 de abril de 2026 - 16:45

A holding informou que o valor não é substancial para suas contas, mas pediu um diagnóstico completo do ocorrido e um plano para melhoria da governança

DONA DO CHATGPT

Estratégia em revisão levanta dúvidas sobre valuation de US$ 852 bilhões da OpenAI

14 de abril de 2026 - 15:39

Mesmo após levantar US$ 122 bilhões no mês passado, em uma rodada que pode se tornar a maior da história do Vale do Silício, a OpenAI tem ajustado com frequência sua estratégia de produtos

A VISÃO DA LIDERANÇA

Sanepar (SAPR11): CEO abre o jogo sobre precatório bilionário, dividendos e privatização

14 de abril de 2026 - 13:15

Após frustração com o precatório bilionário, Wilson Bley detalha como decisão pode afetar dividendos e comenta as perspectivas para o futuro da companhia

NEGÓCIO DE LUXO

Aquisição de peso: JHSF (JHSF3) compra o Enjoy Punta del Este, ícone entre os maiores cassinos da América Latina

14 de abril de 2026 - 12:18

O complexo fica situado próximo à Playa Mansa, uma das regiões mais sofisticadas da cidade uruguaia

EM RECUPERAÇÃO EXTRAJUDICIAL

Credores da Raízen (RAIZ4) querem 90% da empresa em troca de dívida, diz agência; o que está na mesa?

14 de abril de 2026 - 11:46

A alta participação negociada demonstra uma insegurança do mercado em relação à companhia

'INVESTIMENTO PESADELO'

Petrobras (PETR4) destrava ‘legado de Dilma’ com R$ 5 bilhões e coloca outros R$ 60 bilhões em nova fronteira do petróleo

14 de abril de 2026 - 10:38

Estatal reforça investimento em petróleo, mas volta a apostar em fertilizantes, área vista como “fantasma” por analistas, em meio à disparada dos preços globais

E AGORA?

Porto Seguro (PSSA3) e Fleury (FLRY3) desistem de nova empresa com a Oncoclínicas (ONCO3), que pediu proteção; o que acontece agora?

14 de abril de 2026 - 9:23

O termo de criação da NewCo previa que a Oncoclínicas aportaria os ativos e operações relacionados às clínicas oncológicas, bem como endividamentos e passivos da companhia

CORRIDA POR LIQUIDEZ

O plano do Pão de Açúcar (PCAR3) para ganhar fôlego: de imóveis como garantia a recebíveis para destravar crédito

13 de abril de 2026 - 19:48

Medidas aprovadas pelo conselho miram redução de custos, liberação de limites e reforço de até R$ 200 milhões no caixa

DÍVIDAS EXTRACONCURSAIS

Oi (OIBR3) ganha mais 60 dias de imunidade para dívida de R$ 1,7 bilhão que garante operação básica da empresa

13 de abril de 2026 - 19:41

A Justiça deu novo prazo à Oi para segurar uma dívida de R$ 1,7 bilhão fora da recuperação judicial, em meio a um quadro financeiro ainda pressionado

ENTENDA OS MOTIVOS

Duplo upgrade: por que o BofA enxerga potencial claro de valorização para Isa Energia (ISAE4)

13 de abril de 2026 - 14:25

Duplo upgrade do BofA e revisão do preço-alvo reforçam tese de valorização, ancorada em valuation atrativo, baixo risco e gatilhos como disputa bilionária com o Estado de São Paulo e novos investimentos

BANCOS

André Esteves fala sobre interesse do BTG no BRB: “Estamos olhando outros ativos, mas não vamos olhar os do Master”

13 de abril de 2026 - 14:05

Na semana passada, o BTG anunciou um acordo para aquisição do Digimais, banco do bispo Edir Macedo, financeiramente frágil

MEDIDA CAUTELAR

Oncoclínicas (ONCO3) entra na Justiça para segurar crise de caixa e ganhar tempo com credores

13 de abril de 2026 - 10:31

A companhia busca suspender temporariamente obrigações financeiras e evitar a antecipação de dívidas enquanto negocia com credores, em meio a um cenário de forte pressão de caixa e endividamento elevado

BALANÇO APERTADO

Candidata a IPO, Aegea teve lucro líquido 31% menor em 2025 e ajusta números de 2024 para baixo

13 de abril de 2026 - 10:15

Candidata a abrir capital na próxima janela de IPOs, a empresa de saneamento Aegea reportou lucro líquido proforma de R$ 856 milhões em 2025, queda de 31%

PEDIDO NEGADO

Casino livre para sair à francesa? Pão de Açúcar (PCAR3) falha em travar ações do ex-controlador em disputa bilionária

13 de abril de 2026 - 9:50

O GPA informou a negativa do Tribunal Arbitral ao seu pedido de tutela cautelar para bloqueio das ações que pertencem ao acionista Casino, ex-controlador. A solicitação buscava travar as participação do francês em meio a uma disputa tributária bilionária

UM MÊS DE NEGOCIAÇÕES

JBS chega a acordo provisório com trabalhadores para fim de greve em fábrica nos EUA

13 de abril de 2026 - 8:53

A greve na JBS representou um golpe na capacidade de processamento dos EUA, depois que a Tyson Foods fechou uma fábrica de carne bovina

UM PASSO NO ESPAÇO

Como o foguete que pousa de ré da SpaceX mudou a corrida espacial e se tornou um trunfo de Elon Musk

12 de abril de 2026 - 9:17

Enquanto o Starship redefine o padrão dos lançamentos espaciais, a SpaceX avança rumo a um IPO histórico; confira

CRESCIMENTO SELETIVO

Quem ‘ganha’ e quem ‘perde’ no 1T26? BTG revela suas principais apostas no varejo

11 de abril de 2026 - 15:23

RD Saúde (RADL3), Smart Fit (SMFT3), Petz (AUAU3) estão entre as varejistas que devem registrar desempenho positivo no primeiro trimestre de 2026, segundo o BTG Pactual

BOLSO CHEIO

Santander (SANB11) abre o cofre e anuncia R$ 2 bilhões em JCP; confira o que muda nos dividendos

10 de abril de 2026 - 19:35

Investidores precisam estar posicionados no dia 20 de abril para receber o provento; pagamento está previsto para maio e faz parte dos dividendos obrigatórios de 2026

SEMANA NEGATIVA

O que derrubou a Suzano (SUZB3)? Ação fica abaixo dos R$ 50 mesmo com Ibovespa em alta recorde

10 de abril de 2026 - 19:28

Companhia cai 7,26% na semana e destoa do clima positivo na bolsa brasileira. Entenda o impacto do dólar, do corte do BofA e da pressão no mercado de celulose

VEJA OS PLANOS

Estádio do Palmeiras vai virar roxo? Nubank revela o que pretende fazer após comprar os direitos de nome

10 de abril de 2026 - 15:13

Depois de comprar os naming rights, o banco brasileiro tem vários planos para a arena, mas o verde não vai sair

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar
Jul.ia
Jul.ia
Jul.ia

Olá, Eu sou a Jul.ia, Posso te ajudar com seu IR 2026?

FAÇA SUA PERGUNTA
Dúvidas sobre IR 2026?
FAÇA SUA PERGUNTA
Jul.ia
Jul.ia